Eleições italianas: um dia para a história

Beppe-Grillo

O Movimento 5 Estrelas, um espaço de cidadania num país onde a esquerda há muito se tornou residual, é o grande vencedor das eleições italianas (em 3º lugar com 25%).

O homem da Goldam Sachs, Monti, é derrotado em toda a linha. Berlusconi perde qualquer relevância política (sim, ainda existe, como uma vez me explicava um amigo italiano, “é aqui que vive o Papa”). Em 1º ficam aqueles que nem uma coisa de esquerda sabem dizer, e a quem agora cabe o ingrato papel de deixar arrastar o sistema político italiano, até próximas eleições (o caos, que horror, escreve-se no Público, como se a austeridade liberal não fosse mais caótica do que isto).

Parabéns Beppe Grillo, afinal é possível devolver a política aos cidadãos.

Depois da Grécia, a Itália.  O caminho demora a ser trilhado,  mas basta ver os resultados nas sondagens da Syriza depois de uma votação com uma pistola germânica apontada à cabeça dos gregos para entender que é esse o caminho da Europa atacada pela especulação financeira,, por um Euro à medida de alguns, e pela inevitável austeridade deliberadamente apontada ao estado social, aos direitos conquistados pelos europeus ao longo de dois séculos.

Nós por cá votamos no sábado, caminhando pelas ruas, primeira etapa: correr com eles. O resto logo se vê.

E se de repente…

…um tsunami varresse hoje a Itália chamava-se 5 Estrelas. Era bom.