Efeitos malignos da gigantomania e da globalização

Com as agulhas da globalização afiadas nos acordos de comércio e investimento, andam os dirigentes políticos – nomeadamente a UE, a todo o vapor- a tricotar incansavelmente a rede em que o peixe miúdo, nós, ficamos sem escolha, sujeitos às regras dos tubarões.

Um artigo do The Guardian mostra como os brutais gigantes do agronegócio dos Estados Unidos deglutinaram as unidades agrícolas familiares, destruindo as comunidades rurais. E alerta: as grandes corporações que estão por trás dessa depredação estão agora de olho no mercado pós-Brexit do Reino Unido.

Consequência: “Se os agricultores do Reino Unido quiserem competir com as importações americanas, terão de baixar os seus padrões ou abandonar a actividade”.

“Nas unidades de produção industrial, porcos, vacas e galinhas são enfileirados aos milhares nos celeiros. Muitas unidades são semi-automatizadas, com alimentação controlada por computador e os animais assistidos por vídeo, com visitas periódicas de trabalhadores que dirigem várias operações.”

“No início da década de 70, o secretário de agricultura dos EUA, Earl Butz, impulsionou a ideia da agricultura em larga escala com o mantra “tornar-se grande ou sair”. [Read more…]