Bilhete Do Canadá – Cheira Mal / Cheira A Petróleo

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Contractos de Exploração Petróleo e Gás Em Portugal – Maio 2016 (fonte; clicar na imagem para ampliar)

PRÓS & CONTRAS de ontem à noite.  Bem interessante e pedagógico, porque foi o frente a frente de duas concepções de mundo – os humanistas que amam a natureza e os burocratas que a ignoram. No caso, as forças vivas que ali representavam milhares de algarvios e os mercenários que eram a imagem dos patrões gananciosos.  A estes, cheirou a petróleo. Aos primeiros, cheirou mal que ande uma empresa a esburacar o chão para descobrir um óleo sujo que tantos danos tem causado ao ambiente e que, por isso  e por extracção desenfreada, está em queda livre. Por toda a parte se reconhece a urgência das energias alternativas para se tentar travar o aquecimento global que pode acabar numa tragédia, mas os gananciosos não querem ouvir, querem secar os poços de petróleo até à última gota porque isso ainda lhes vai dando uns dinheirinhos. Um contrato com uma companhia cujo dono é, pelos vistos, um sabe-tudo, a avaliar pelos vários ramos de negócio em que anda metido mas que, até provas em contrário,  é um analfabeto funcional, é apontado como estando pejado de ilegalidades. Contrato que o governo Passos – Portas se apressou a fazer pouco tempo antes das eleições,  devidamente assinado pelo ministro do Ambiente daquela mixórdia governativa, de seu nome Jorge Moreira da Silva, um pequenote sempre empertigado.  Levaram, os servidores do patrão e o anterior governo, uma coça em forma dada por algarvios que não querem ver a sua terra estragada.  E fizeram-no com as letras todas, terminando em beleza por um poema de Miguel Torga.  A opinião pública nacional, segundo o gráfico mostrado várias vezes, estremeceu, abriu os olhos e votou contra a golpaça passista.

Pena foi o Jorginho Bilderberg não ter aparecido.  Escusou-se por ter a agenda cheia. Pois. Vê-se pelas fotografias  em que faz de pimenteiro da alta galheta de vinagre que anda pelo país, com um ar desgraçado, a carpir mágoas por já não ser primeiro  ministro.  Corajosos rapazes.