Nuno Cardoso: Sei o que fizeste na década passada

sem nome
Porto, 31 de Dezembro de 1999. Milhares de pessoas, reunidas na avenida dos Aliados para o habitual espectáculo pirotécnico que marca a passagem de ano, começam a contagem decrescente. 10 – 9 – 8 – 7 – 6 – 5 – 4 – 3 – 2 – 1- Zero!
Nada. As pessoas olham para os relógios, olham umas para as outras e questionam-se. 1, 2, 3 minutos e nada. Silêncio total, a avenida completamente apagada. Minutos depois, começa a debandada. Naquele ano, não houve fogo no Porto.
A explicação oficial veio mais tarde. Uma avaria no sistema, mais concretamente no botão que accionaria o início do espectáculo, impedira a explosão do fogo-de-artifício. Num «golpe de asa», o Presidente da Câmara, Nuno Cardoso, vem a terreiro anunciar uma grande festarola para o Dia dos Reis, tradição que caira em desuso e que ele agora prometia ressuscitar.
Este episódio caricato é uma espécie de símbolo da passagem de Nuno Cardoso pela Presidência da Câmara Municipal do Porto. Numa frase, a incompetência e a falta de tacto – político e de qualquer tipo, aliadas a um populismo que teve o seu expoente máximo numa descarada colagem aos clubes da cidade e em particular ao FC Porto. Uma colagem que Pinto da Costa agradeceu, guardando Nuno Cardoso ciosamente no seu bolso e retirando-o de lá sempre que foi necessário.
Contextualizando: [Read more…]