Porque há ajudas que podem valer uma vida

 

 

 

 

 

 

Ainda a propósito do meu último post, agradecimento eterno à Bárbara Bandeira. Poucos fariam o que ela fez a troco de nada. Obrigado, Bárbara.

A Leonor, a Bárbara Bandeira e uma história de amor

Há momentos que dificilmente se esquecem, Leonor.
Enquanto eras informada pelos médicos do Hospital de S. João de que terias de ficar internada, enquanto eras picada para te colherem sangue, choravas por não poderes ir ao concerto da Bárbara Bandeira em Junqueira. «Ó pai, se voltar a comer bem, posso ir ao concerto de Felgueiras no dia 27?» – perguntavas-me já mais calma meia hora depois.
Compreende-se. És uma menina que viu os primeiros sinais de doença aparecerem há dois anos e que, a partir daí, perdeu amigos e praticamente todos os interesses na vida, a não ser a Bárbara.
Desde então, e apesar de todas as tentativas, é praticamente a única coisa que te interessa: os concertos, as fotografias com ela no final (já tens tantas!), as entrevistas, os clubes de fãs, as páginas dedicadas.
Desta vez, a doença veio com uma força inacreditável. Começou com a recusa do pequeno-almoço e progrediu rapidamente. Sem o sabermos, terá sido na mesma altura que deixaste de almoçar na escola. Daí até pulares o jantar e passares 24 horas sem comer, foi um pequeno passo. 24 horas… 48… 72. [Read more…]

A miúda é menor, caros senhores do jornal Record

imagem via Twitter/Manuel Reis

Digam o que disserem, esta publicação é uma javardice. Com tanta tipa em forma a fazer das tripas coração para que o seu rabo fique famoso no Instagram, tanta pornstar e tanta pseudo-famosa a lutar por um lugar ao sol com decotes generosos, usar uma foto de uma menor com uma descrição tão rasca é de um degredo sem explicação. E se fosse a filha de 17 anos do tipo que escreveu esta porra? Ou do editor que deixou passar? Ou do dono do grupo Cofina? Talvez não estivesse nas páginas do jornal com tanta carne à mostra.

P.S: E não me venham com merdas que a miúda tem esta foto no Instagram. A conta dela é dela, e ela faz o que quiser com ela. Transformar isto em literatura de casa-de-banho para pervs, com descrições foleiras, é da inteira responsabilidade do jornal Record.