Do brioche ao broche

É contra todos os meus princípios roubar nos redis sociais desta forma mas não resisto, por amor e devoção à história.

Os brioches de Fernanda Câncio

Ao 12 de março Fernanda Câncio reagiu assim:

ao acampamento do Rossio assim:

Quando a multidão do 12 de março se juntar à ideia de que a rua é nossa, ocupada a tempo inteiro até à mudança, quando a elite do regime tremer porque os desempregados, e muitos dos precários descobriram na Tunísia uma fórmula de mudar o regime, quando os que durante estes anos alimentaram a corrupção, as negociatas, os especuladores, as famílias donas de Portugal, a democracia bipartidária + 1 (alimentada pela comunicação social com as diárias mentiras repetidas de tal forma que um empréstimo com juros elevados se chama ajuda), quando as coisas ficarem mesmo pretas, quando lhe cair uma verdadeira democracia em cima, Fernanda Câncio, a empregada do amigo Oliveira, publicará uma foto com o título

“Não têm pão comam brioches”

ou talvez não. De qualquer forma Maria Antonieta, no seu tempo, ao que parece, também não a disse.

Leitura recomendada:  O dia em que a Madame Mubarak desce à Praça Tahir de Lisboa