Clientelismo em regime de outsourcing

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Estou em total acordo com a crítica do Carlos Garcez Osório e subscrevo cada palavra da crónica do Fernando Alves na TSF. Com o mesmo argumento, rejeito liminarmente as patetices de alguma direita que, agarrada a uma notícia no site da Renascença, afirma que o contrato vem do Governo anterior quando o que importa aqui é a prática e não o contrato. E a prática não foi uma invenção de José Sócrates – a origem de todos os males – mas antes de Durão Barroso, destacado social-democrata, homem de fugas e submarinos e possível futuro Presidente da República. Pelo menos até que o chamem para outro cargo de destaque internacional que pague melhor e garanta entrada na rave anual do Bilderberg.

Intriga é o porquê desta necessidade vinda de alguém que dispõe de 10 secretárias e um exército de boys de todas as espécies à sua disposição. Intriga-me também o que pensarão os chefes da Troika sobre este despesismo manifestamente excessivo no radical contexto de austeridade que nos tem sido imposto. Mas o que realmente me intriga são outras gorduras do estado para as quais o João José Cardoso me chamou a atenção. Nestas coisas há sempre uma ex-mulher do irmão de uma ex-ministra social-democrata a safar-se bem.