Passos Novas Oportunidades Coelho

A chegada iminente de Passos Coelho à docência universitária dividiu opiniões. Os defensores do novo professor, diante das críticas, atacaram a Universidade e a esquerda, desvalorizando argumentos e atribuindo a rejeição a um caldo exclusivamente composto por inveja, caturrice ideológica e resistência endogâmica. Sérgio Sousa Pinto, com a elegância que sempre o caracterizou, chegou mesmo a afirmar que a “universidade, desviada por instantes do negócio dos doutoramentos, habituada a debitar doutores como salsichas, rugiu.” Pelo meio, também fizeram referência a outros professores convidados igualmente defeituosos, argumento lusitano que leva a uma cadeia em que a sobrevivência do incompetente é sempre relativizada pela existência prévia de outros incompetentes.

Muitos dos defensores do estatuto docente de Passos Coelho comungam da ideia generalizada de que para se ser professor basta ter coisas para dizer, experiências para partilhar, competências prontas a serem validadas. Para se ser professor, enfim, basta ter frequentado a universidade da vida, o melhor estágio. No caso de Passos Coelho, o facto de ter sido primeiro-ministro em tempos de crise conferir-lhe-ia, portanto, a capacidade de preparar e dar aulas sobre Economia e Administração Pública, ao contrário dos doutores-salsichas de Sérgio Sousa Pinto ou dos investigadores que não têm direito a uma carreira. Não deve faltar muito para que uma pessoa que tenha passado algum tempo doente possa vir a ser médica, desde que tenha tido cargos políticos relevantes.

Passos Coelho, aproveitando as novas oportunidades, irá, então, dar início a uma carreira de docente universitário, porque, afinal, ser professor é para qualquer um.

Gostava de conhecer este Passos Coelho

As grandoladas, como se vê, continuam, e a pergunta que importa fazer é esta: de onde vem tanto ódio a Passos Coelho? É um corrupto? Afundou o país? Impôs sacrifícios inúteis? Falhou a saída limpa? Tentou controlar a justiça? Silenciou a comunicação social? Não, ele não fez nada disso. Mas fez pior: refreou o Estado gargantuesco e propôs mais liberdade aos cidadãos.“.

Aquele que conheço andou metido no esquema dos dinheiro europeus para a formação e depois, quando governou, insurgiu-se contra a má aplicação dos fundos  comunitários. Aconselhou os professores saírem do país por não terem trabalho mas vai dar aulas. Andou 5 anos de pin ao peito mas vendeu um recurso absolutamente estratégico para o país (a REN) ao estado chinês. Dizem que controlou a despesa mas apenas aumentou os impostos e cortou no rendimento dos portugueses (zero de reforma do Estado). A lista pode continuar.

Há muitas formas de corrupção e a corrupção moral é mãe de todas elas. Quem não pagou a segurança social e quem andou nos esquemas subsídios é, claramente, moralmente corrupto. Mas que saída limpa? Essa que continuámos a pagar depois de anunciada? Que visão para o país é essa que defendia os baixos salários como factor competitivo? Antes de Passos Coelho perderam-se os anéis e com ele foram-se os dedos. Passo bem sem a beatificação.

Ficar doente, só depois do expediente

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia e do Conselho Metropolitano do Porto, com Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro. Uma amizade cúmplice e sincera.

 

Ficar doente, só depois do expediente. A direita radical disfarçada de socialismo:

“Manter os centros de saúde abertos até mais tarde, permitindo que as pessoas pudessem recorrer a eles depois do horário de trabalho, permitiria aliviar as urgências hospitalares, defende Eduardo Vítor Rodrigues, líder do Conselho Metropolitano do Porto e presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.”

in Observador, 20/02/2018

O Dr. Passos “opta pela vida académica”

O título do jornal Expresso poderia levar o leitor de bom senso a julgar que o ex-Primeiro-Ministro, o Dr. Pedro Passos Coelho, tinha decidido voltar a estudar. Não é o caso, porém.

Na realidade – essa sempre espantosa dimensão da semiótica que teima em ultrapassar a ficção – o político português que mais dano causou ao país desde que há democracia, vai dar aulas “em várias universidades”. É perfeitamente plausível que o ex-Primeiro-Ministro detenha as habilitações necessárias ao exercício da função de professor universitário, mesmo que para isso os serviços respectivos da administração façam o favor – que é dever – de reconhecer e creditar ao Dr. Passos Coelho a vasta experiência profissional adquirida nos últimos anos, convertendo-a em competente e adequado título académico.

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Frozen

Olaf2

Só pode ser brincadeira. Então o OLAF, intervindo no âmbito de um pedido de apoio que lhe foi dirigido pelas autoridades portuguesas, declara taxativamente que houve fraude na gestão dos fundos europeus atribuídos, entre 2000 e 2013, aos projectos da Tecnoforma e o MP português arquiva, em Setembro de 2016, por falta de provas, o processo? Sem sequer fazer referência, no respectivo despacho, à investigação que correu naquele organismo da Comissão Europeia especializado no combate à fraude?

Uma boa altura para evocar Sebastião Pereira

Sair da zona de conforto. O desemprego é uma oportunidade. Emigrar. Será desta que veremos Passos Coelho seguir os conselhos que deu aos outros? Ou continuará a aquecer a cadeira de deputado por mais dois anos?

Boas notícias para o PS

O maior seguro de vida da Geringonça não se demitiu. Mas, pelo discurso de Passos, percebe-se que será preciso algo mais em breve.

O cheirinho da diferença

Para os saudosos e para os da memória curta, eis o que teria sido outro governo PSD/CDS.

Um bom momento para começar a cumprir promessas

Abaixo o crescimento do país!

Passos Coelho, enquanto foi primeiro-ministro, aumentou a dívida pública, provocou mais desemprego, causou a perda de rendimentos dos que tinham menos rendimentos, agravou radicalmente a perda de qualidade de muitos serviços públicos (graças também à privatização cega de áreas que não deveriam ser privatizadas) e pisou direitos laborais e, portanto, humanos, praticando uma subserviência cega a ditames de uma aparente união europeia que, na realidade, está ao serviço de poderes económicos que se caracterizam por uma absoluta desumanidade, ansiando por salários baixos e direitos sempre mais mínimos. Passos Coelho, relembre-se, fez tudo isto, depois de ter garantido que faria o contrário, ganhando eleições com base num chorrilho de mentiras.

Depois de quatro anos de destruição, Passos Coelho, sempre com a mesma falta de vergonha na cara de quem é capaz de inventar suicídios, aparece agora a dizer que, com ele no governo, o país estaria a “crescer mais”. Desde que Luís Montenegro, essa luminária do passismo, declarou que o país estava melhor, mesmo que as pessoas não estivessem, fiquei insensível ao conceito de crescimento que povoa a mente desta gentinha alimentada a doses de cavaquismo e a restos da universidade de Verão e para quem as pessoas são abstracções, objectos puramente mentais que, portanto, não precisam de se alimentar ou de viver.

Declaro, portanto, que sou radicalmente contra o crescimento do país. Onde é que assino?

Não ter ponta de vergonha na cara é isto

Fazer de conta que o passado não existiu.

A coligação PSD – PNR

Pronto, já não há dúvidas: Passos Coelho reafirmou o seu apoio a André Ventura na sua candidatura à Câmara de Loures. Junta-se, assim, ao já declarado apoio do PNR. Por escolha própria; depois não se queixe dos compreensíveis adjectivos que aí vêm.

A propósito de eucaliptos: Jorge Paiva ou Passos Coelho?

Passos Coelho tem a qualidade fundamental para se ser político: falta de vergonha. Como qualquer bom político, e ao contrário, quiçá, da maior parte da humanidade, Coelho é imune àquele sentimento que muitas pessoas normais e alguns tarados sexuais resumem na frase “se houvesse um buraquinho, enfiava-me lá dentro”.

Depois de ter inundado o espaço mediático com uma multidão de suicidas inexistente, resolveu, do alto da cátedra em que finge viver, explicar que não há nenhum problema com os eucaliptos, reduzindo essa questão a uma aliança entre PS e os Verdes para aguentar a Geringonça.

Efectivamente, é simplista pensar que bastaria erradicar os eucaliptos para acabar com os incêndios. O simplismo é próprio dos pobres de espírito ou dos que não têm vergonha na cara. Passos Coelho, que não é pobre de espírito, cai no simplismo oposto, não tendo pejo em contrariar aquilo que muitos investigadores têm escrito sobre o problema dos incêndios florestais.

Uma das vozes mais autorizadas sobre o assunto é o professor Jorge Paiva, que, ainda recentemente, escreveu um artigo em que, naturalmente, não reduz o problema dos incêndios à eucaliptização, porque, como qualquer especialista, não cai em simplismos, instrumento reservado aos desprovidos de vergonha.

Uma expressão como “época de incêndios” já deveria ter deixado de fazer sentido há muito. Para isso, seria preciso ouvir quem sabe.

Por isso, pergunto: se falarmos de incêndios florestais, vamos dar ouvidos a Jorge Paiva ou a Passos Coelho?

A defesa de Pedro Passos Coelho

Há duas linhas de defesa a serem usadas quanto ao tiro nos pés que Passos Coelho deu em si mesmo. 

A primeira é que ele não mentiu. Foi induzido em erro e cometeu uma gafe. Poderíamos discutir se quem propaga uma mentira estará ou não a mentir, mas nem precisamos de por aí entrar. Passos Coelho afirmou que soube de um suicídio por “notícia particular”, que terá recebido de “pessoa de família”. Acreditando nas declarações de João Marques, que afirmou ter sido ele a levar Passos Coelho ao engano, então houve uma mentira factual e intencional. Assunto arrumado.

A outra linha de defesa é a relativização, pela afirmação de que Costa também mentiu. Apesar de não seguir atentamente tudo o que se diz, não me surpreende que assim seja. Mas este é um argumento que apenas serve para controlo de danos, procurando desviar a atenção do essencial: a mentira de Passos e a precipitação ao tentar tirar dividendos políticos da desgraça alheia. 

Como já antes referi, continuem assim que Geringonça agradece. 

O triste.

Confirma-se o desejo de cavalgar a tragédia para fins políticos. João Marques, provedor da Santa Casa do Diabo Que Finalmente Chegou, forneceu a matéria ao chefe, o qual não teve escrúpulos em a usar.

Declarou João Marques, candidato autárquico pelo PSD à Câmara de Pedrogão Grande:

Fui eu que dei ao dr. Passos Coelho uma informação errada. Julguei que a informação era fidedigna, e afinal não era. Felizmente não se confirma nenhum suicídio, ao contrário do que eu disse ao dr. Passos Coelho. [Expresso]

“que eu disse ao dr. Passos Coelho”, assim afirmou o provedor. E o que disse Passos Coelho?

Pedro Passos Coelho referiu a existência de “pessoas que puseram termo à vida em desespero”, com base em “notícia particular” que, segundo o próprio, terá recebido de “pessoa de famíalia [sic]”. Contudo, conforme o Expresso adiantou, nem Passos nem o PSD confirmaram essa informação antes de a denunciarem aos jornalistas. [Expresso]

Disse que recebeu a informação de “pessoa da família”.

Dois mentirosos, portanto. Costa agradece.

Passa o tempo, vão-se descobrindo as carecas

O dinheiro dos funcionários públicos estica. “Tribunal de Contas: Governo de Passos usou ADSE para maquilhar contas públicas“.

Então, não estavam a reverter tudo?

Passos Coelho acusa Governo de viver da “herança”. Em vez de fazer oposição e apresentar alternativas, Passos opta por ocultar o seu verdadeiro programa: cortes.

O senhor Presidente da República está enganado

O senhor Presidente da República publicou uma nota na página oficial da presidência felicitando o actual Primeiro Ministro, António Costa, e o anterior, Pedro Passos Coelho, pelo “trabalho dos respectivos governos”, que permitiu a decisão tomada pela Comissão Europeia de retirar Portugal do Procedimento por Défice Excessivo.

Engana-se o senhor Presidente se acha que com esta declaração, discreta mas muito significativa, e que, curiosamente, omite o nome do seu antecessor no cargo, varre da memória dos portugueses a mais brutal legislatura da Democracia portuguesa, plena de intencionalidade e fulgor punitivo sobre quem “vivia acima das suas possibilidades” e haveria de empobrecer à força, além da Troika, custasse o que tivesse que custar. Essa injustiça com laivos de sadismo que, sob a batuta de Pedro Passos Coelho e Aníbal Cavaco Silva, se abateu sobre milhões de portugueses, custou um preço que a memória há-de preservar e transmitir às gerações futuras. E o senhor Presidente está enganado se pensa que pode reescrever a História com uma simples nota de rodapé onde, para mais, se esquece de felicitar também aqueles que, apoiando o actual governo, exerceram uma influência determinante na reversão de algumas das tremendas injustiças e malfeitorias herdadas e na obtenção deste resultado.

É de chamar aqueles que venderam os anéis e os dedos

China recebe em dividendos um terço do que pagou pela EDP. Cedo descobriremos o preço de se ter vendido a REN e outras áreas de soberania.

Laranja desempregada

Menos demagogia, sff.

Um artigo de Mariana Mortágua, que desmonta a propaganda barata de Passos Coelho.

Que se explique Passos Coelho*
Querem deitar a mão às reservas do Banco de Portugal para rapar o fundo ao tacho“. Foi assim que Passos Coelho se referiu à proposta do Grupo de Trabalho sobre a Dívida Pública para reduzir os futuros acréscimos de novas provisões do Banco de Portugal (BdP).

Pode ser que Passos não saiba do que está a falar, mas o mais provável é que esteja deliberadamente a recorrer a demagogia barata e desinformada para tirar ganhos políticos do medo que procura criar nas pessoas.

A matéria é complexa, mas vale a ipena ser explicada. [Read more…]

Psttttt….

“Precisas de uma ajudinha para arrancar isso da lapela?”

A entrevista de Passos Coelho

A recente entrevista do Dr. Passos Coelho à televisão só pode ser classificada como pungente.

A Democracia portuguesa precisa de oposição. Para que o sistema funcione de modo minimamente saudável, é necessário que haja um discurso de contra-poder e que esse discurso contenha um vestígio de racionalidade, de propostas alternativas, de crítica política sustentada na inteligência e na análise objectiva da realidade. Nada disso existe no discurso do Dr. Passos Coelho, que chega a ser confrangedor mesmo para quem apoia a actual solução governativa.

Se a liderança, cada vez mais ilusória, do Dr. Passos Coelho, representa, por agora, um seguro de vida para o governo do PS, ela é muito prejudicial à Democracia.

Ó Pedro, sai da tua zona de conforto.

O karma é lixado.

Golpe de Cavaco Silva e Passos Coelho – aniversário

Cumpre-se hoje o 6º aniversário do golpe palaciano engendrado por Cavaco Silva e levado a cabo por Passos Coelho, o chumbo do PEC IV, sem propor alternativa, contrariamente aos outros partidos, que levaria à demissão de José Sócrates e ao consequente pedido de “ajuda externa” consubstanciado no chamado “Memorando de Entendimento”, ou seja, a bancarrota e o resgate de Portugal, entregando a nossa soberania a uma “troika” internacional.

Cavaco-Cavaco_Silva-e-Passos_ Coelho
Até hoje Passos Coelho nunca esclareceu razões credíveis que justificassem a rejeição daquele programa, negociado e aceite por Angela Merkel e pela Comissão Europeia, uma vez que afirmava, à época, que nunca mexeria nem nos salários, nem nas pensões, posição que mudou passado poucos meses depois quando passa a defender ir para além do Memorando de Entendimento.
Cavaco Silva, no discurso de tomada de posse do seu 2º mandato a 9 de Março de 2011, deixa muito clara a sua visão sobre as finanças de Portugal, bem como o seu ódio pessoal a José Sócrates, o qual, como sabemos era correspondido pelo visado. [Read more…]

Passos prefere Coelho a Cristas

Gostos não se discutem, como sabemos, mas tudo pode ter tido a ver com uma questão de a busca de uma fé mais leal e, se assim não fora, que seria do amarelo!
teresa-leal-coelho

Tiques Velhos, Truques Novos

Haverá sempre quem não tenha memória e quem faça de conta que a não tem.

 
E não faltarão aqueles que procuram usar a edição na História.

  • Quatro pernas bom, duas pernas melhor!
  • Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
  • Nenhum animal beberá álcool em excesso.
  • Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
  • Todos os animais são iguaismas alguns são mais iguais do que outros!
  • Todo animal trabalhará no mínimo 18 horas por dia.

Vídeo: Geringonça.
Citação: Fábula de Orwell, O Triunfo dos Porcos (via).

Grau zero no Parlamento

Soez foram os convites a emigrarem; as bocas à “peste grisalha”; o viverem acima das possibilidades; os sucessivos orçamentos inconstitucionais. Indigno é o exemplo que um deputado e líder de um partido dá no Parlamento. Porque a acusação é justa. É inaceitável que a fuga aos impostos seja um instrumento daqueles que têm maiores capacidades, obrigando os restantes a pagar os impostos que eles deixam de pagar. Não saber não é, nem nunca foi, desculpa. Há obrigações. E este é mais um caso a ilustrar a incompetência que foi a anterior governação.

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Última hora 

Passos explica porque é que deixou escapar milhões para as offshores. Ele tinha prometido ir às gorduras e isto era chicha.

Dignificar a Assembleia da República

Passados 30 meses, Albino de Azevedo Soares deverá, finalmente, autorizar o acesso à correspondência que permitirá esclarecer se Passos Coelho violou ou não a lei enquanto deputado. Ao cuidado de Montenegro.