Elisabete Figueiredo
«Una giornata al mare / tanto per non morire/ nelle ombre di un sogno / o forse di una fotografia lontani dal mare/ con solo un geranio e un balcone …»* (Paolo Conte)

Um dia no mar, o bastante para não morrer na sombra de um sonho… pode dizer-se assim. O mar aqui é o mediterrâneo absurdamente azul que nas mil grutas formadas na rocha toma, por vezes a cor das esmeraldas. Ou de um sonho. É uma água quente, de muitas maneiras. Uma terra quente. 42 graus. Ouço dizer no autocarro e acredito. Encho-me de protetor 50+ mas escapam-me uns bocadinhos de pele nas costas que estão agora da cor das lagostas. Uns quadradinhos vermelhos, nas costas e no meio de dois deles o risco formado pelas alças da blusa a que o senhor do barco chamou ‘una bella gonnina bianca’.
Somos talvez uns dez no barco que faz a volta completa da ilha, com paragem na Grotta Azurra. Do barco, vejo as atrações todas de Capri, a partir do mar. A Grotta Bianca, a Grotta Verde, os farilhões, a Marina Grande, a Marina Piccola, a Villa Jovis… as praias de cimento ou rochas. Não há praias de areia aqui. O terreno é rugoso, como a pronúncia napolitana. Rugosos e belos, ambos. No barco vai uma família mexicana, mãe e dois filhos. Outra família italiana. Um casal idoso, brasileiro. Um casal coreano, aparentemente muito jovem, uns três ou quatro ingleses, branquinhos como eu, embora sem quadradinhos vermelhos nas costas. [Read more…]







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