Bárbara Reis e a entrevista à TSF

Bárbara Reis começa por falar da mudança do paradigma do «Púbico» – ficou para trás a fase dos textos curtos, porque os leitores não tinham tempo para ler, e regressaram os textos mais longos e específicos. Os jornais impressos vão ter de encontrar os seus nichos, as suas minorias.

Mudança a partir de hoje: eliminar a percepção pública de que existe no jornal, actualmente, um excesso de carga ideológica.

Depois de dizer que o facto de ser mulher nada tem de relevante, porque as pessoas conhecem-na há mais de 20 anos, recorda os seus inícios do «Público» na Somália e em Nova Iorque. Fala várias vezes de Vicente Jorge Silva, o primeiro director do «Público», e do interregno nas Nações Unidas. Quando se fala de Sérgio Vieira de Mello, o silêncio, que na rádio ganha uma dimensão maior, é sepulcral.

Duas notas pessoais: tive pena que Carlos Vaz Marques não explorasse a frase relativa ao excesso de carga ideológica do «Público». Penso que Bárbara Reis se referia à forma como o jornal se posicionou, nos últimos tempos, relativamente ao Governo, mas o jornalista não sou eu.

Outra nota: a voz de Bárbara Reis é muitíssimo sensual, típica de uma voz da rádio. Não devia ter ido ao Google procurar a sua cara.