Torremolinos, o lado negro da Força

Fabuloso, Nabais:

Tiago: Pá, se o governo se vê embebido dessa cena, quessafoda o colchão!

O drama, a tragédia e o horror. O geringonçismo a apoderar-se das mentes frágeis dos estudantes e a manipulá-las contra a propriedade privada. O colchão pela janela, a guerra civil, a Internacional a tocar ao fundo do corredor com cheiro a urina e o adolescente com vómito no canto da boca. Demais. O fim deve estar mesmo próximo. Pelo menos a julgar pela claustrofobia democrática anunciada pelos profetas do apocalipse. Obrigado, Nabais. Foi um belo momento e retratou na perfeição uma das mais anedóticas e alucinadas teorias da conspiração de que tenho memória.

In other news, shit that (apparently) really matter. Segundo Luciano Alvarez, jornalista do Público, Torremolinos, assim como outros destinos idênticos escolhidos para as viagens de finalistas, podem depender de quem ganha as eleições nas associações de estudantes dos liceus portugueses. As agências de viagens patrocinam coisas às listas concorrentes à AE, que podem ser um insuflável ou uma Barbie aspirante a dondoca de qual dos Big Brothers esteja a bater agora, e, e agora vem a parte engraçada, se aquela lista ganhar as eleições, a agência ganha a organização da viagem de finalistas. Free market rules! [Read more…]

O défice, os parasitas e a propaganda

No final da passada semana, quase à mesma hora, Público e RTP trouxeram Conselho de Finanças Públicas à baila. No primeiro, ao bom velho estilo marxista que por lá impera, destacava-se a possibilidade, aventada por Teodora Cardoso, sobre os perigos de um défice acima dos 3%. Na estação pública, naturalmente controlada pela Geringonça, é referido um relatório do CFP, que aponta para um défice de 1,7% em 2017, caso o sistema bancário não entre novamente em colapso. 

Três dados a reter: 1) apesar de Teodora Cardoso, o CFP parece ter deixado de contribuir para o peditório do Diabo, 2) o problema continua a ser o mesmo – os bancos, os seus parasitas e as suas vidas acima das suas possibilidades, que continuam a pôr o país em xeque – e 3) o Público do senhor Dinis não se limita a purgar a sua redacção de perigosos esquerdalhos, tendo já adoptado o idioma oficial da propaganda de direita.

Exactamente, Alberto Gonçalves: Portugal está perigoso.

Faz hoje três meses, o Fernando Moreira de Sá escreveu sobre a saída do Alberto Gonçalves do DN, e deixou-me o José Vítor Malheiros e o Público, sobre os quais na altura não escrevi, porque, ao contrário do DN, que deixou intacta a restante ala direita, o Público continuou a despachar a esquerda. Seguiram-se Paulo Moura e Alexandra Lucas Coelho. Hoje regresso a todos eles, porque Portugal está perigoso. Para o Alberto Gonçalves mas sobretudo para a esmagadora maioria da opinião publicada à esquerda. Nos jornais como nos comentários televisivos.

No caso de Alberto Gonçalves, este da Sábado, não o do DN, um toque de fina ironia merece ser destacado. Ver um proeminente liberal, alegadamente sacrificado no altar capitalista com um contrato indigno, indignado porque prescindem de parte dos seus serviços, não perdendo tempo para fazer acusações como as que podemos ver em cima, faz lembrar aquele cliché da direita do esquerdalho que arranja desculpas para justificar os seus insucessos profissionais. Então o dinheiro não é do patrão e não é ele que decide? Até aqui estava tudo bem, agora a liberdade poderá ter chegado ao fim e a purga não poupa quase nenhum daqueles que tornava a Sábado legível. Tem a sua piada. Será que também correram com o Nuno Rogeiro e ninguém nos avisou? Estes comunas do grupo Cofina… [Read more…]

Uma história do Público em 2233 palavras

Alexandra Lucas Coelho, o Último Texto.

David Dinis e o Público

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Rui Naldinho

David Dinis foi convidado pelos sociais-democratas Alexandre Relvas e António Carrapatoso há cerca de três anos para dirigir o primeiro projecto digital de comunicação em Portugal, o jornal electrónico “Observador”. O referido diário mais parece um blogue da “extinta” PAF, com jornalistas e colaboradores escolhidos a dedo. Os temas, as notícias e os assuntos estão alinhados politicamente, tendo a direita como sua clientela quase exclusiva. Mas, tirando esse “pormenor”, nada terei a acrescentar, uma vez que só lá vai quem quer. Aquilo até nem se paga!

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E o próximo a ser saneado pelo Dinis vai ser…

Pacheco Pereira

O pós-Público do Sr. Dinis

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É claro que a malta d’Os truques irrita muita gente. Durante anos, o 4º poder fez o que lhe deu na real gana, servindo interesse aqui, interesse acolá, até que as perigosas redes sociais emergiram e deram à luz novas formas de escrutínio, nem sempre objectivas ou sequer coerentes, é certo, mas ainda assim capazes de desmontar e expor a falta de rigor e a manipulação de informação. Informação que é absorvida, processada como verdade absoluta e propagada de forma descontrolada, fomentando percepções distorcidas, criando focos de tensão, alimentando ódios sectários. [Read more…]

Ensino privado na liderança absoluta do ranking das notas aldrabadas

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Surgiu uma interessante notícia no Público, sobre o estado da Educação em Portugal. Não, não é da autoria de Clara Viana. Deus a livre de tal heresia! Onde é que já se viu denunciar que dois terços das escolas que mais inflacionam as notas pertencem ao ensino privado, quando ensino privado representa apenas 17% do universo escolar nacional? E andamos nós a enfiar dezenas de milhões de euros nestas instituições, que lucram outros tantos milhões e ainda manipulam resultados. Não admira que te queiram fazer a folha, Tiago.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Maria Luís faz merda e o culpado é o Centeno

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É o que retiro da escolha da redacção do Público para a fotografia que ilustra este “desce”. Podia ter escolhido a senhora Arrow Global? Podia, mas não era a mesma coisa. É que, quando penso em swaps, não sei bem porquê, não me ocorre o nome do ministro das Finanças. Ocorre-me a bela merda que Maria Luís Albuquerque, e outros como ela, andaram a fazer em empresas públicas. Diz o Viriato que, ainda Sòcrates mandava nisto tudo, e já a Dona Maria andava a dar cabo dos cofres públicos. A levar o país a sério à moda do PSD.

Fonte: Os truques da imprensa portuguesa

Imprensa portuguesa? Tudo comunistas.

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Andam por aí uns tipos engraçados, fanáticos quando baste, que se entretêm a tentar transformar propaganda barata em factos, para consumo de indivíduos que estejam na disposição de ser aldrabados. Dizem eles, que para além de engraçados e fanáticos ainda são desonestos, que a comunicação social portuguesa é controlada pela esquerda. Não sei se se referem ao grupo Impresa (SIC, Expresso e Visão), desse histórico comunista que é Pinto Balsemão, se aos marxistas do SOL, I, Correio da Manhã e Observador, sempre na vanguarda da luta esquerdalha. Será o Público, essa referência vermelha, liderada pelo camarada David Dinis? Talvez sejam o JN e o DN, esses pasquins de extrema-esquerda, propriedade de perigosos estalinistas como António Mosquito, Joaquim Oliveira e Luis Montez. São comunas a mais, não são? [Read more…]

A aldrabice do dia

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Denunciada por João Semedo, trata-se de uma aldrabice muito simples. O Bloco apresentou um projecto de lei para impedir os salários à moda da direita na CGD, que foi chumbado, pelo que não tem nem a faca, nem o queijo não mão. Já David Dinis, com a faca e o queijo do Público na mão, em processo acelerado de observadorização, pode debitar estas coisas – é livre de o fazer – mas o verdadeiro objectivo por trás delas mais não é que uma nova tentativa de criar instabilidade o seio do acordo entre os partidos de esquerda.  [Read more…]

Enquanto dormia, David Dinis observadorizou o PÚBLICO

público observador

Com a entrada em funções de David Dinis como director do PÚBLICO, passei a receber um email diário titulado “Enquanto dormia”. Ao lê-lo pela primeira vez, senti uma sensação estranha, sem que a tenha conseguido identificar. Entretanto, percebi que se devia à expressão de alguém fazer qualquer coisa nas nossas costas enquanto dormimos. Algo que aconteça sem nosso controlo.

O título é, na minha opinião, um pouco infeliz, mas hoje constato que tem também alguma substância.

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Ano lectivo abriu

E não ia ser uma trapalhada por causa dos alunos que tinham saído dos colégios?

Estratégias de médio prazo

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Em entrevista ao jornal Público, Luís Montenegro argumenta que tanto o presidente da República como a União Europeia têm sido “colaborantes” com o actual governo. Parece-me uma evolução digna de registo, quando comparamos a actual situação à anterior em que Belém era habitado por um elemento decorativo e enfadonho e a relação com a União Europeia era de absoluta submissão. [Read more…]

Adivinhação

“Os resultados representam um raro revés para Merkel, que procura um quarto mandato no próximo ano.” diz o artigo do Público sobre as eleições de domingo no estado de Mecklenburg-Vorpommern. Fantástico!!! O Público sabe mais sobre Merkel do que ela própria e do que a nação inteira, pois a Chanceler anunciou expressamente que ainda não se pronuncia sobre se vai, ou não, voltar a candidatar-se ao posto e que o comunicará “no momento apropriado”. Isso dependerá provavelmente de vir a obter, ou não, o apoio do CSU – o partido “irmão” do CDU de Merkel, na Baviera – para a sua candidatura. O que é duvidoso, sabendo que Horst Seehofer, presidente do CSU, é um crítico acérrimo da política de refugiados de Merkel, tendo já ameaçado que o seu partido apresentaria um candidato próprio – quem sabe até se estaria a pensar em si mesmo… E, presumivelmente, a forte queda da sua popularidade (42% numa sondagem recente) também terá alguma influência na decisão de Merkel… Por outro lado, é conhecida a sua citação “Não quero ser apenas um destroço meio-morto quando abandonar a política”… Enfim, pontos de interrogação atrás de pontos de interrogação… Pode ser que sim, pode ser que não.

Ai o rigor jornalístico…

 

O suposto fracasso do Tratado Transatlântico (TTIP): à atenção do Público

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Imagem ZDF

Embora não valha a pena dar-lhes grande credibilidade, as declarações de Sigmar Gabriel sobre o fracasso do TTIP conseguiram em Portugal (onde os previstos acordos continuam a ser desconhecidos pela grande maioria) entristecer gente que anda a acenar as bandeiras ameaçadoras do costume, com o papão chinês e afins. É desta ala que se faz porta-voz o jornal Público, dedicando o seu editorial de hoje ao grave risco de mudança “do principal eixo gravitacional do Mundo para outras latitudes“. Este dilecto argumento neoliberal faz lembrar o dos anúncios de naufrágio de Portugal às mãos da geringonça portuguesa.

Já a ingenuidade final deste editorial é comovente, diz assim: “Se o tratado é, pelo que se consegue saber no seu secretismo, uma ameaça a um modelo social europeu que os seus cidadãos defendem, seria bom que fosse reajustado com novas negociações“. O suposto fracasso dever-se-ia então à falta de persistência dos negociadores ??? Relembro apenas dois conceitos-chave: princípio da precaução e ISDS. Há incompatibilidades que não são solucionáveis, a menos que uma das partes se submeta. E a isso os cidadãos disseram não.

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Venha a nós a vossa viralidade, seja feita a vossa vontade

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Antes de mais quero agradecer à página Os Truques da imprensa portuguesa por me dar a conhecer a maravilhosa página do PSD Europa no Facebook. Ainda estou a recuperar de tanta seriedade, mas lá chegará o tempo de a ela voltar. Hoje deixo-vos com um texto sacado a essa malta pecadora d’Os Truques, que ilustra bem a forma como muita da nossa imprensa promove, de forma permanente e deliberada, a agenda, a estratégia e a propaganda do PSD. Venha a nós a vossa viralidade, seja feita a vossa vontade.  [Read more…]

Como transformar uma boa notícia em má notícia

Simples. Usa-se um “mas” para diminuir o que houver de positivo.

O fumo, o fogo e o PÚBLICO

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Capa do PÚBLICO de 24/07/2016 (ontem), a destacar uma notícia que já tinha sido desmentida

A direcção editorial do Público pergunta “Bruxelas e Portugal: há fumo sem fogo?“. Nós não sabemos mas este diário parece ter um fósforo na mão.

“No sábado, uma carta assinada pelo vice-presidente da Comissão Europeia, o finlandês Jyrki Katainen, gerou uma onda de afirmações e desmentidos”, lê-se no PÚBLICO, sendo que este jornal apenas deu eco às afirmações. E regista que a carta “cumpriu o objectivo: manter a pressão e instalar um clima de nervosismo” e que o “cumpriu”. E, concordando com a observação, é legítimo acrescentar que o jornal foi um dos instrumentos primários dessa pressão. [Read more…]

Jornal PÚBLICO optou por não publicar desmentido sobre as sanções de Bruxelas

Ontem, o jornal PÚBLICO deu grande destaque às supostas sanções de Bruxelas. No online, teve direito a ser o artigo mais destacado durante a tarde:

Público - Sanções 1

Destaques online do Público às supostas sanções de Bruxelas

E foram, também notícia na edição impressa de hoje:

Público - Sanções 2

Artigos na edição impressa de 24/07/2016 do Público

Acontece que a notícia teve um desmentido, mas o PÚBLICO decidiu não o publicar. Sendo ambas as fontes (da carta e do desmentido) oficiosas, pelo que ambas de validade questionável, seria prudente dar o mesmo destaque às duas.

O desmentido foi publicado por diversos jornais, tal como o Expresso, perto das 8 da noite de ontem. O PÚBLICO teve, portanto, tempo suficiente para o publicar, tanto no online, como na edição impressa. Não o tendo feito, este diário dá mais uma machadada na sua isenção jornalística. Assim se vai desistindo de um jornal que se seguia e comprava há umas décadas.

Wow, David Dinis, a nova turbo-estrela

Observador, TSF e agora Público. A endireitar tudo por onde passa.

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Boa sorte para o novo director e que traga muitas noticias amarelas.

O esgoto jornalístico e a hipocrisia do velho regime

OP

A “liberdade de expressão e de imprensa”, na concepção da Direita e dos jornais que apoiam as causas de Direita, funciona assim:
– Se vários jornais, incluindo jornais de referência, como o Público, mentem nos artigos, manipulam os números nos artigos, ou usam subterfúgios semânticos desonestos nos artigos para corroborar a tese que eles próprios subscrevem, trata-se de um saudável exercício de liberdade de expressão e de imprensa.

– Se cidadãos, com ou sem filiação política, exigem a correcção dos erros e mentiras dos artigos e reivindicam a objectividade e isenção que deontologicamente deveriam pautar a actividade jornalística, já não se trata de liberdade de expressão e de imprensa, já passa para o campo dos safados da Esquerda que, alegadamente, lidam mal com a liberdade de imprensa.

É curioso, mas, objectivamente, chegámos mesmo ao distópico e paradoxal momento da história em que exigir rigor e isenção jornalística é classificado como censura e opressão aos jornais.
Vivemos num momento em que a desinformação do esgoto jornalístico, que é o Correio da Manhã, consegue ser o projecto jornalístico com maior exposição do país e em que o folhetim da extrema-Direita, o Observador, habitualmente troca de directores, jornalistas e opinadores com estações públicas e privadas de notícias. E, no entanto, se alguém de Esquerda ousa questionar esta esmagadora predominância da Direita na comunicação social, os spin doctors do costume invertem o problema e dizem que a Esquerda tem um problema com a liberdade de expressão e de imprensa. E há malta que cai mesmo nesta nova caça às bruxas, numa espécie de Macartismo renascido.
Irónico, não é?

Irónico e simples de perceber, não é?

Via Uma Página Numa Rede Social.

O Público caiu na ratoeira dos números

2016-06-21 editorial público

A reportagem do Público sobre a manifestação de apoio à escola pública é um exemplo de jornalismo errado por vários motivos. Alguns já foram apontados aqui no Aventar. Um outro, o facto de os líderes do BE e do PCP não terem estado em palco a discursar, conforme notificado, foi corrigido na reportagem.

Entretanto, a Direcção Editorial do Público fez sair um artigo em defesa da referida reportagem, mas já lá iremos. Primeiro, vamos ver como foi a primeira versão da notícia em causa: [Read more…]

#escoladetodasascores

escolatodasascores

dia 18 de junho, em Lisboa

Colégios: opções editoriais amarelas

A opção de algumas redacções pelos amarelitos é algo que não surpreende, mas que me fez alguma comichão. Se um mísero corte em apenas 39 colégios (há mais de 2000) levanta esta poeira toda, imagino o que aconteceria se o governo tentasse despedir 40 mil professores da Escola Pública. Até a Igreja viria dizer qualquer coisa.

Mas, não gosto que os meus cometam os mesmos erros e o Jornal Público ainda é o meu jornal e por isso tenho que lhes bater.

Nas últimas horas conheceram-se três factos sobre este processo e todos eles merecem referência no site do Jornal: [Read more…]

O direito de escolha

também se aplica à escolha de habitação? Eu queria ter um cantinho na Quinta da Marinha. Será que a Igreja luta comigo por esse direito?

Diretor dos Diretores

Está errado. Até poderia dar jeito ficar no meio da ponte, mas não é possível. Ou estás com a NOSSA Escola Pública ou estás com a Escola (deles) Privada.

Escola Pública e Escola Privada? Sim. Claro! PPP na Educação? Não

O título diz tudo e mostra, de forma clara, que não há qualquer PRÉ-conceito nesta discussão. E, o único estudo realizado sobre esta questão prova que o problema é a vontade de alguns ganharem dinheiro à custa de todos nós. Vejamos esta citação no único estudo realizado sobre o assunto:

– Sobre o Colégio de Lamas (Santa Maria da Feira): “a interferência deste estabelecimento (na rede pública) é mais evidente.” (página 65).

Ou seja, o Colégio de Lamas está a retirar alunos que têm lugar nas Escolas Públicas. Ninguém está a impedir alguém de escolher a Escola dos seus filhos. Escolhe, paga.

Se em Gondomar, a Escola Secundária tiver lugar para os alunos do secundário, porque é que temos de pagar o seu acesso ao Paulo VI?

E, em Gaia, se escolas como a António Sérgio ou a Inês de Castro têm condições para receber mais alunos, porque é que estes são financiados para andar no Colégio de Gaia?

Dirão que a oferta formativa desses colégios é diversa da disponível nas Escolas Públicas e que isso justificará a opção dos alunos. Estou de acordo com esse argumento. Mas, pergunto: a Escola Secundária dos Carvalhos tem as mesmas possibilidades para escolher os seus cursos como faz o Colégio dos Carvalhos? Não. Não tem. Pelo menos, não tem tido: os Colégios sabem primeiro os cursos que vão ter e podem, por isso “preencher” as necessidades formativas da população.

E, como já uma vez aqui escrevi: comparem, por favor, o número de alunos com Necessidades Educativas Especiais, das Escolas Públicas e de alguns “falsos Privados”.

Mas, reitero uma outra ideia: o ME está apenas a verificar se a Lei está a ser cumprida. Todas as turmas que começaram um ciclo vão poder continuar até ao fim desse ciclo. Não há autorização para abrir novas turmas. Isto é cumprir a lei e todos o sabem.

Além disso, cada um dos colégios tem uma área de influência. Deve cumprir-se a lei – os alunos financiados devem ser dessa área de influência.

Quanto aos Privados, nada a referir. Continuem a fazer o trabalho que têm feito.

Nota adicionar: Intervenção do Deputado Porfírio Silva no Parlamento (Vídeo)

Deve o Estado financiar as escolas particulares?

Santana Castilho *

1. A retoma do discurso sobre a liberdade de aprender e ensinar, para combater a recente decisão do ministro da Educação sobre o financiamento do ensino privado, obriga-me, também, a retomar o que repetidas vezes aqui tenho escrito. Porque não é essa liberdade que está em causa, mas sim saber se deve o Estado financiar as escolas particulares, cuja criação e funcionamento são livres, como mostra a circunstância de 20% da rede de escolas do país ser privada.

Esta falsa questão é uma subtileza para fazer implodir o princípio da responsabilidade pública no que toca ao ensino porque, constitucionalmente, a escola pública é uma obrigação do Estado, enquanto a privada é uma liberdade dos particulares.

É manifesto que muitos “contratos de associação” só se têm mantido por cedência dos governos à pressão do lobby do ensino privado. É manifesto que só devem persistir os que correspondam a falhas da rede pública, se é que ainda existem. É isso que faz o Despacho Normativo 1 H/2016, que respeita integralmente a lei e os compromissos anteriormente assumidos, sem interrupção de ciclos lectivos iniciados e sem sequer impedir que outros se iniciem, desde que necessários. Posto isto, apenas lamento a inabilidade e a imaturidade política com que o problema foi tratado. A triste cena da Mealhada não augura futuro fácil.

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Nenhum contrato será rasgado, mas a teta fechou

Já muita coisa foi dita e o Norberto, em especial, mostrou de forma muito rigorosa, o que está em causa. Eu sou mais afectivo e não resisto a insultar estes mamões. É assim que o povo os trata. Vejamos o seguinte: nos últimos anos, com a TROIKA, o investimento em Educação baixou para níveis do terceiro mundo. Houve uma redução de MUITOS e muitos milhões na Educação e boa parte desse roubo é hoje sentido pelos alunos, nomeadamente, com os contentores de canalha dentro de cada sala de aula.

O despedimento de docentes foi a “maior” arma que Nuno Crato usou para baixar a conta e por isso os Professores da Escola Pública passaram de quase 150 mil, para menos de 100 mil. Uma redução incomparavelmente maior que a dos alunos, isto é, a natalidade foi um excelente pretexto, mas não foi a principal causa para o despedimento colectivo de que os Professores foram alvo.

Portanto, o argumento de que as alterações no financiamento da Educação privada vão provocar despedimentos, é um argumento falso, porque haverá, na Escola Pública, necessidade de contratar mais gente para receber esses novos alunos. Os alunos deixam de ser pagos pelos meus impostos, no colégio e passam para a Escola Pública que também é paga com os meus impostos. Não morrem, não desaparecem. [Read more…]