A Mulher Merkel ist Stark

MerkelPodem muitos e muitas não gostar das opções tomadas pela democracia alemã que escolheu repetir Merkel, a Nua e Crua, e ainda com mais respaldo; pode António José Seguro dizer que não aceita mais cortes aos quais o Estado Português está forçado pelas lógicas disciplina orçamental da Merkel; pode a Esquerda Portuguesa alardear outro caminho nunca dantes percorrido para enfrentar Credores, mesmo com o reforço democrático de poderes concedidos à Merkel, nossa Credora por excelência, o certo é que terem os alemães votado tão massivamente nessa mulher corresponde à caução esmagadora das políticas dessa mulher, no plano interno e no plano mais alargado europeu. Doravante, pode a nossa Esquerda e até o nosso bom senso ter argumentos anti-Merda-Merkel, argumentos anti-austeridade e anti-correcção abrupta do défice, a democracia alemã disse que assim é que está bem e que já passaram pelo mesmo sob Gerhard Fritz Kurt Schröder. Ad augusta per angusta, portugueses. Como eles. O que é que podemos fazer para ter uma economia forte e à prova de corruptos e demagogos como a economia stark tutelada pela chancelerina Merkel?! Ter paciência. Não há nada a fazer. Primeiro a solvabilidade do nosso País; primeiro o equilíbrio orçamental em simultâneo com algum crescimento. Depois, só depois, alguma folga no baraço que nos enforca. Mais economia. Menos Estado-Corrupto. Como eles.

Agarrem-me, Camaradas!

Camaradas, isto só lá vai com luta. Lutar contra a obsolescência do sindicalismo espingardante e aburguesado em Portugal e por um novo sindicalismo silencioso, trabalhador do lado da produtividade e da riqueza, como o sueco. Nesse país, todos se sentam à mesa negocial no sentido de todos ganharem com o trabalho de todos, assegurando que a galinha dos ovos de ouro comum permanece viva: os trabalhadores suecos ganham que é uma humilhação para um português. Porquê? Não se metem a destruir o seu sustento nem a demagojizar quedas de governos a braços com uma situação de calamidade e emergência. No Reino da Suécia, aliás, os trabalhadores nunca viram uma falência ou uma iminência de falência do Estado. Ninguém nas ruas de Estocolmo salivando, espumando, como os grandes traídos portugueses após anos com dinheiro fácil e dívida mais rápida que a própria sombra. Cá, primeiro estão os direitos, a impaciência dos velhos direitos, e depois, muito depois, a viabilidade da galinha dos ovos de ouro, aliás degolada e trocada pelo canto das sereias, as sereias que engendraram o actual buraco, as sereias que supõem que só à bruta e radicalizando muito se fará ressuscitar uma galinha em particular e a grande galinha-Estado. Lutemos, camaradas, mas para mudar esta mentalidade.  Quanto à luta contra Merkel, calma, camaradas! Obviamente a incumbente alemã rege-se pelo princípio de nos ensinar a pescar em vez de nos dar um peixe e isso pode representar a mudança milenar da nossa sorte pelintra da estatismodependência para a espontânea e solidária reunião dos mesmos esforços que limparam Silves grátis, após o último tornado. Com amor. Com ternura. Com união. [Read more…]