Pela dignidade da Democracia e das instituições

O Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues, dirigente nacional do PS e autarca de Gaia.

Talvez comece a ser hora de a Faculdade de Letras da Universidade do Porto se pronunciar sobre isto, já que a direcção nacional do PS não o faz.

Notícia do jornal PÚBLICO:

“As queixas-crime contra o presidente da Câmara de Gaia apresentadas por autarcas, funcionários da autarquia e até por um ex-colaborador sucedem-se nos tribunais. Eduardo Vítor Rodrigues tem sido alvo de vários processos por crimes de difamação, injúria e ofensa à honra e consideração dos ofendidos, mas também há uma acção administrativa por “assédio moral”. Contactada pelo PÚBLICO, a Câmara de Gaia recusou-se a falar.

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Assédio moral na câmara de Gaia

 

Fundador do Parque Biológico de Gaia acusa câmara de assédio moral

Há níveis de decência abaixo dos quais um partido político – no caso, o PS – deixa de poder ser considerado uma instituição democrática. Enquanto militante do Partido Socialista responsabilizo directamente os órgãos nacionais do partido pela absoluta degenerescência humana, cívica e democrática que têm permitido em Vila Nova de Gaia.

No aniversário da fundação do partido da liberdade

Ligação para a notícia de hoje do PÚBLICO.

Andou bem, o PS

O assédio moral é um crime. Cometido por um “socialista” é agravado.

Contra a cobardia do assédio moral

Nuno Oliveira ©PÚBLICO

O assédio moral no trabalho é um acto de violência particularmente cobarde e execrável. Ela é normalmente exercida, directa ou indirectamente, por um agente detentor do poder, com recurso à reiterada agressão psicológica e a processos persecutórios ilegais e injustificados. Visa eliminar o equilíbrio anímico do trabalhador, parti-lo por dentro, quebrá-lo moralmente, isolá-lo do meio profissional e social, afectar as suas relações pessoais e familiares. Distorcer a percepção que ele tem de si próprio e dos outros, através da diminuição da sua auto-estima e do corte afectivo com a realidade do quotidiano. É um crime sádico, praticado por delinquentes com traços de carácter particularmente perversos, cuja cobardia se acoita atrás de lugares de poder, lugares esses através dos quais expiam e projectam um subconsciente doentio, cheio de monstros simbólicos cujas imagens, normalmente, carregam desde a primeira infância.

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Penhoram casas por dívidas de 3.500 euros

A comunicação social dá hoje nota de que há um número significativo de famílias em Portugal cujas casas de habitação permanente estão a ser penhoradas por dívidas resultantes de incumprimento de contratos de crédito, geralmente ao consumo. Há casos de penhora da habitação permanente por dívidas de 3.500 euros, segundo diz a DECO.

Desde 2016 é proibida a execução de dívidas fiscais através da venda da casa destinada a habitação própria, mas essa proibição não se aplica a outras dívidas.

É inútil regressar à discussão sobre a responsabilidade individual nos contratos de crédito. As contas são meticulosamente feitas por quem o concede e, tal como nos casinos, a casa ganha sempre.

Este tipo de selvajaria social foi um dos motivos que levaram à pífia derrota eleitoral da direita, nas últimas legislativas. Permitir ou não permitir que se penhore a casa a uma família por causa de uma dívida de 3.500 euros, ou mesmo que seja de 35.000, é uma posição de princípio que representa a última fronteira entre a filosofia política de Bannon e a do Partido Socialista, actualmente no Governo de Portugal. Derrubada essa fronteira, com ela cairá o PS.

A Flor e o Espinho de Mário Centeno

Vanishing Act

O jornal Público faz referência à viagem de comboio de Mário Centeno de Lisboa até Vila Nova de Gaia, onde arrancou a campanha do PS para as eleições europeias. O Ministro das Finanças, histórico socialista e aparentemente profundo conhecedor dos símbolos que representam o seu partido, terá dito, segundo o jornal, que trazia consigo apenas uma “rosa, símbolo do PS, que significa a importância do que aí vem, não preciso de mais nada”. Centeno proferiu estas palavras a partir de um púlpito decorado com o punho cerrado que tradicionalmente identifica o partido que representa. Para o cidadão menos atento, a mensagem de Mário Centeno será uma referência poético-botânica sem especial significado, destinada a comover as hostes, num comício de campanha onde as palavras são atiradas como punhos aos corações abertos da claque, sempre pronta a engolir sem mastigar, nunca distinguindo, por isso, o mel do fel do seu penso. Tudo é mel e água pura.

Mas a referência de Centeno não é, na verdade, inocente, nem mero lirismo gratuito. É muito mais do que isso. Infelizmente, não temos tempo para desenvolver aqui o assunto.

Ler aqui:  Eurogroup, The Vanishing Act.

 

Dr. António Costa, receba um abraço solidário!

Imagem SIC Notícias

A entrevista concedida ontem à SIC Notícias pelo senhor Primeiro-Ministro e Secretário-Geral do Partido Socialista, Dr. António Costa, é um documento político e ético relevante, tendo-me sensibilizado particularmente a sua reacção às alegadas acusações públicas da Dra. Assunção Cristas, feitas através de órgãos de comunicação, onde terá escrito que António Costa “é uma pessoa sem carácter”.

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Haja decoro

O Dr. Marco António Costa com a senhora Bastonária da ordem dos Enfermeiros

Espalha-se como uma bactéria nas redes sociais um mal-entendido que importa esclarecer com urgência. Parece estar em causa a greve cirúrgica dos enfermeiros e a actuação da senhora bastonária da respectiva Ordem que, segundo alegações não fundadas em facto algum estabelecido para além de qualquer dúvida razoável, estará a ser incentivada na sua demanda por dirigentes do PSD, designadamente pelo senhor Dr. Marco António Costa.

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Descentralização

A direcção do Partido Socialista acaba de publicar uma “nota à imprensa” sobre o Processo de Descentralização, nota essa na qual se congratula “com a assunção dos compromissos assumidos e com a adesão de mais de uma centena de municípios” ao Acordo. Adianta ainda que “o governo socialista comprometeu-se com o reforço da autonomia do Poder Local, as suas competências e os meios disponíveis para o efeito, bem assim como com o cumprimento da Lei das Finanças Locais e aproximação aos níveis europeus da participação nas receitas do Estado por parte das autarquias”.

Legítima, esta Nota à Imprensa não explica, porém, como foi possível ter origem no interior da própria direcção do PS o mais eficaz e violento ataque ao referido Processo de Descentralização, ataque esse liderado pelo autarca “socialista” de Gaia. Os opositores do PS agradecem esta aliança espúria com Rui Moreira, aliás digna de uma medalha de mérito.

 

Nova ponte entre Porto e Gaia já começou a meter água

A nova travessia entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, anunciada com pompa, circunstância e a mais desbragada propaganda no passado mês de Abril de 2018, ainda não começou a ser construída e já se está a desfazer.

Baptizada com o santíssimo nome de um bispo, mas com o aspecto de uma espada de Darth Vader, a alucinante travessia fluvial prevista para ligar nenhum lugar a lugar nenhum, tinha, segundo os seus promotores, a sua conclusão prevista “num prazo de três a quatro anos e um custo de 12 milhões de euros” (ver notícia aqui).

Vem agora o autarca de Gaia, convencido de que está a falar para uma plateia de símios, afirmar à comunicação social que “cumprindo prazos e respeitando todos os estudos, é possível lançar o projeto de construção da Ponte D. António Francisco dos Santos em 2020 como previsto”.

Ou seja, a dita ponte, afinal, não estará pronta num prazo de três a quatro anos como afirmou em Abril de 2018. O “projecto” é que será lançado num prazo de quatro anos, em 2020. A conclusão da ponte propriamente dita, essa, estará assegurada lá para o dia de São Nunca à Tarde, tal, aliás, como a famosa Capela de Siza Vieira na Afurada, cujas obras deveriam ter sido iniciadas no Verão de 2016 e da qual, passados quase três anos, não se vê ainda uma única pedra. Isto, apesar de a Câmara de Gaia já ter pago 174 mil euros pelo projecto. 

Quem conhecesse minimamente as tácticas e os truques da Câmara de Gaia tinha percebido, já em Abril de 2018, que a “nova ponte” foi uma mera manobra de propaganda destinada a abafar notícias pouco abonatórias, expediente ao qual se resume, aliás, quase toda a gestão municipal, desde 2013. Gaia é, desde então, infelizmente para os gaienses, uma enorme junta de freguesia, totalmente subjugada às tácticas populistas e ao vazio democrático e político. O Partido Socialista pagará, mais tarde ou mais cedo, o preço deste tremendo erro de casting.

A ministra da Saúde fez bem e deu o exemplo

A senhora Ministra da Saúde teve um lapso de linguagem durante uma entrevista, proferindo declarações que não reflectiam aquilo que verdadeiramente pensava e queria dizer. Numa atitude louvável de humildade, a qual só pode assumir alguém com dimensão para ocupar cargos públicos de alta responsabilidade, veio pedir desculpas, publicamente, a quem se tinha sentido atingido pelas suas declarações. É assim que se faz. É isto que se espera de uma governante com dimensão cívica, ética e política.

A senhora ministra não foi a tempo, contudo, de evitar o ataque imediato e feroz do Secretariado Nacional do PS, o partido do próprio governo a que pertence. Eduardo Vítor Rodrigues, acabado de ser condenado pelo tribunal de Gaia, mantém a língua afiada e os seus alvos bem escolhidos.

Agência Lusa confunde Portugal com Espanha

15 de Novembro de 2018 | Notícia da Agência Lusa

A Agência Lusa decidiu, e muito bem, fazer notícia com a proposta do Partido Socialista para reduzir o IVA da tauromaquia, de certo sabendo que a orientação da senhora ministra da tutela era diferente, por questões civilizacionais.

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Os processos judiciais do autarca de Gaia

Imagem: Público

Numa entrevista de três páginas dada ao prestigiado semanário “Sol” e publicada este fim de semana, o actual presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, um “professor universitário” que acumula um conjunto impressionante de cargos políticos (a presidência da Câmara de Gaia, da Assembleia Geral da Turismo Porto e Norte, da Área Metropolitana do Porto, a vice-presidência da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, etc.), volta a tecer comentários sobre a minha passagem pela Câmara Municipal de Gaia. Nesses comentários, o autarca afirma, entre outras coisas, que a sua “actividade na Câmara foi de absoluta lisura”.

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Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE III

Diz assim o jornal Público de hoje:

“Eduardo Vitor está a ser julgado pelo crime de difamação agravada,na sequência de um texto que publicou no Facebook em 2016, com insultos que, para Bruno Santos e o Ministério Público, visaram o ex-adjunto. A queixa é contra o cidadão Eduardo Vitor Rodrigues, e não contra o autarca. A Sociedade de Advogados Gil Moreira dos Santos, Caldeira, Cernadas & Associados é quem o está a defender. Desde que Eduardo Vitor Rodrigues tomou posse, o município celebrou vários contratos de serviços de consultadoria e assessoria jurídica com aquela sociedade de advogados no valor de cerca de meio milhão de euros.

Leia aqui a notícia completa.

Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE II

Declaração de voto de Cláudia Soutinho, membro da Comissão Federativa de Jurisdição do PS Porto

“Não me revendo na argumentação, na conclusão e na proposta de decisão relativa ao processo disciplinar instaurado contra o militante Bruno Santos na sequência de queixa apresentada pelo camarada Eduardo Vítor Rodrigues, voto contra a proposta de expulsão. 

Na verdade, entendo que os factos relatados consubstanciam um delito de opinião e não uma violação dos deveres de militância em sentido estrito plasmados, quer nos Estatutos, quer no Regulamento Processual e Disciplinar do Partido Socialista. Ainda que algumas declarações do Arguido possam ser passíveis de procedimento criminal pela forma como foram proferidas, julgo que é nessa sede que devem ser avaliadas e não em sede disciplinar de militância. O Arguido emitiu opiniões sobre decisões do camarada Eduardo Vítor Rodrigues enquanto Presidente da Câmara o que não é inédito dentro de um partido plural e democrático como o PS. Por outro lado, as testemunhas relatam como sendo factos ocorrências que carecem de prova e que não são, por nenhum outro meio de prova que não a testemunhal, confirmadas ao longo de todo o processo.

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Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE

Fui membro do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, entre os anos de 2003 e 2012, altura em que, por minha iniciativa e por motivos que oportunamente explicarei, abandonei a organização. Recentemente fui abordado num local público por um membro do GOL, que me insultou e me dirigiu ameaças. O episódio não teve testemunhas, para além de mim próprio e desse membro do Grande Oriente Lusitano, pertencente a uma Loja do Porto. Não foi a primeira vez que fui “avisado”. Já anteriormente, na altura em que tornei pública a queixa-crime contra Eduardo Vítor Rodrigues, recebi alguns recados de um conhecido Professor Catedrático maçom, que através de mensagens subtis – que estão registadas – me procurou alertar para os perigos da minha iniciativa. Eu sei que tem perigos.

O Partido Socialista do Porto é dirigido por três maçons, dois dos quais pertencem à mesma Loja: Manuel Pizarro (Presidente do PS Porto, Loja Estrela do Norte), Eduardo Vítor Rodrigues (Vice-Presidente do PS Porto, Loja Estrela do Norte) e Luciano Vilhena (Presidente da Comissão Federativa de Jurisdição, Loja Vitória, Ex-Grão Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano).

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A política como dejecção moral

Num miserável e infame Despacho de Acusação, digno da mais persecutória polícia política, a Comissão Federativa de Jurisdição da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, Federação cujo vice-presidente é o actual presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, acaba de propor, como eu já aqui tinha antecipado, a minha expulsão do PS.

Uma das acusações infames nas quais a Comissão Federativa de Jurisdição baseia essa sentença de expulsão, é a de eu ter sido um “agente comercial” ao serviço da República Popular da China, enquanto exerci funções na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

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A Descentralização, as “coisas importantes” e o “pessoal da limpeza”, segundo um dirigente nacional do Partido Socialista

O escasso – e bizarro – pensamento sociológico e político de Eduardo Vítor Rodrigues, dirigente nacional do Partido Socialista, professor da Universidade do Porto e presidente da Câmara de Gaia, sobre o processo de descentralização do Estado, a transferência de competências para as autarquias e a dignidade das classes sociais mais desfavorecidas:

Nova derrota judicial de Eduardo Vítor Rodrigues, o autarca de Gaia

O Tribunal de Instrução Criminal do Porto acaba de mandar arquivar mais uma queixa-crime apresentada pelo presidente da Câmara de Gaia, o “socialista” Eduardo Vítor Rodrigues, confirmando a decisão anterior do Ministério Público, que decidiu no mesmo sentido. Vítor Rodrigues e o Município de Gaia foram ainda obrigados a pagar as Custas Processuais devidas, num valor que ultrapassa os €400,00. Coisa pouca para uma Câmara rica.

Ao todo são 5 (sete), até agora, os processos judiciais que este exemplar autarca me moveu. Um presidente de Câmara do PS, membro do Secretariado Nacional do partido das liberdades e do 25 de Abril, que luta estoicamente contra um militante do mesmo partido, nos Tribunais e fora deles, usando os públicos meios do órgão de poder a que preside, e não só, contra um direito estruturante da Democracia, consagrado na Constituição da República Portuguesa: a Liberdade de Expressão e Pensamento.

Um exemplo digno de constar nos anais do Partido Socialista. Uma referência ética para os paladinos do Livre Pensamento e dos bons costumes.

 

Despacho de Não Pronúncia

Les Uns et les Autres

A Direcção Nacional do Partido Socialista coloca em prática a estratégia política que muito bem entende, mandatada e legitimada que está, para o fazer, pelos órgãos próprios do partido. Pode, além disso, mudar de estratégia, tal como ficou bem visível na sequência das recentes declarações públicas de altos responsáveis do PS que, directa ou indirectamente, se referiam a um ex-Secretário-Geral do partido e ex-Primeiro-Ministro de Portugal, declarações essas que levaram o visado, o Engenheiro José Sócrates, a anunciar a sua desfiliação do Partido Socialista.

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Marés Vivas: nova derrota judicial de Eduardo Vítor Rodrigues

Foto: Público

O Ministério Público acaba de arquivar as queixas-crime apresentadas por Eduardo Vítor Rodrigues, o cacique de Gaia, contra os ambientalistas que se opuseram à realização do Festival Marés Vivas junto à Reserva Natural do Estuário do Douro.

Prosseguindo a saga judicial que o traz entretido praticamente desde que tomou posse – sendo fácil perceber o motivo pelo qual Gaia é hoje uma cidade parada no tempo -, o presidente da Câmara, agora promovido também a presidente da Área Metropolitana do Porto, apresentou contra dois activistas queixas-crime por difamação e calúnias, na sequência da sua oposição à realização do Festival Marés Vivas junto à Reserva do Estuário do Douro, em Vila Nova de Gaia.

Um dos cidadãos acusados por Vítor Rodrigues – e agora ilibado pelo Ministério Público – proferiu, na altura, as seguintes afirmações, constantes do Despacho de arquivamento da Procuradoria da República da Comarca do Porto, ao qual foi possível ter acesso:

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Abuso de poder e instrumentalização da Justiça

A Lei nº 29/87, de 30 de Junho, conhecida por Estatuto dos Eleitos Locais, confere aos autarcas o direito “a apoio nos processos judiciais que tenham como causa o exercício das respectivas funções” (Artigo 5º), e estabelece que “constituem encargos a suportar pelas autarquias respectivas as despesas de processos judiciais em que os eleitos locais sejam parte, desde que tais processos tenham tido como causa o exercício das respectivas funções e não se prove dolo ou negligência por parte dos eleitos” (Artigo 21º).

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O Professor Doutor de Gaia

No passado dia 13 de Janeiro houve um site anónimo que decidiu recuperar uma notícia dada originalmente pelo jornal Público há cerca de um ano sobre as relações entre o actual executivo da Câmara de Gaia e as principais IPSS do Concelho. A notícia refere que “familiares directos do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e do vice-presidente, Patrocínio de Azevedo, a adjunta da presidência e autarcas de juntas de freguesia, todos com responsabilidades políticas no PS, integram a direcção de três das principais instituições de solidariedades social do concelho, a quem a autarquia entregou o negócio das Actividades de Tempos Livres (ATL) nas escolas, que eram geridos pelas associações de pais.”

O presidente da autarquia de Gaia, que faz questão em assinar o seu nome com o prefixo “Professor Doutor”, decidiu, mais uma vez, usar o Feicebuque para fazer prova do seu elevado nível intelectual. Num texto que apagou pouco depois de ter publicado, o “Professor Doutor” de Gaia escrevia o seguinte:

“Uns porcos fascistas, sob anonimato, puseram a circular uma cena a dizer que eu dei emprego a toda a Família na Câmara. Como isso é totalmente mentira, vai para tribunal. Como são anónimos, escapam a levar na tromba”.

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Carta aberta ao secretário-geral do Partido Socialista

Ao Secretário Geral do Partido Socialista
Dr. António Costa

Assunto: Processo Disciplinar 11/2017 aberto pela Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, com vista à minha expulsão do PS, por “Desrespeito aos princípios programáticos essenciais e à linha política do Partido, violação de compromissos assumidos, em geral actos que acarretem sérios prejuízos ao prestígio e ao bom nome do Partido”.

Camarada,

Enquanto cidadão da República Portuguesa no pleno uso dos seus deveres e direitos consagrados constitucionalmente, cumpre-me informá-lo do seguinte:

  1. Os prejuízos ao prestígio, honra e bom nome, não do Partido Socialista, mas de mim próprio, estão a ser dirimidos em local competente, que é o Tribunal Judicial da Comarca do Porto, Órgão de Soberania da República Portuguesa e única instância à qual reconheço legitimidade para julgar crimes de difamação e injúrias como os que levarão ao banco dos réus, na sequência do despacho de pronúncia do Juízo de Instrução Criminal do Porto, o arguido, sob Termo de Identidade e Residência, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, vice-presidente da Federação Distrital do Porto do PS e membro do Secretariado Nacional.
  2. Em nenhuma circunstância aceitarei sem a correspondente denúncia e o respectivo combate cívico, tentativas de influenciar politicamente processos-crime que cabe aos Tribunais da República julgar – e não à Federação Distrital do Porto do PS -, ou que me seja movida uma perseguição pessoal, profissional e agora política por causa do legítimo uso que faço dos meus direitos constitucionais, designadamente o de levar a Juízo outros cidadãos da República que contra mim cometam crimes, independentemente da posição que esses cidadãos detenham em estruturas político-partidárias ou outras.
  3. Não reconheço legitimidade, nem idoneidade, à Comissão Federativa de Jurisdição, nomeadamente, mas não só, na pessoa da instrutora deste vergonhoso Processo Disciplinar, uma deputada do PS à Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia, cujas dependências funcionais e políticas a tornam absolutamente incompetente, por manifesto conflito de interesses e iniludível parcialidade, para instruir contra o signatário o que quer que seja.
  4. Execro, enquanto cidadão de um Estado de Direito Democrático, a PIDE e a memória dos tribunais plenários do Estado Novo, assim como execro a Inquisição e os Autos de Fé do tempo dos Torquemadas, mantendo-me fiel ao espírito e à letra da Declaração de Princípios do Partido Socialista e leal à tradição cuja divisa obriga a combater em toda a parte os três grandes inimigos do Homem – a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.
  5. Aguardarei, sem mais, a minha expulsão do Partido Socialista agora anunciada que, no actual quadro de total subversão dos princípios fundadores do PS, aceitarei com subida honra.

 

Vila Nova de Gaia, 15 de Dezembro de 2017

Bruno Santos
Militante 149536

PS quer suspender militantes

Segundo dá nota o jornal PÚBLICO, a direcção do Partido Socialista prepara-se para instaurar processos disciplinares aos militantes – foram centenas – que integraram listas que concorreram contra o próprio PS nas ultimas eleições autárquicas. Nada a dizer, a não ser cumpra-se a lei e os estatutos do partido.

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Ainda além da troika?

Nenhuma dúvida há-de restar no espírito da maioria dos portugueses sobre os méritos evidentes da Geringonça e os benefícios que o governo do Partido Socialista, apoiado pelos partidos da esquerda parlamentar, trouxe à sociedade portuguesa. Não é possível negar esta evidência, mais ainda em face da memória, recente mas perene, da mais brutal legislatura da democracia portuguesa, liderada pelo governo PSD/CDS.

Dito isto, em circunstância alguma deve considerar-se o actual governo, assim como a maioria que o apoia, imune ao erro e à crítica, e não deve também esquecer-se que no PS, partido plural e diverso nas suas sensibilidades sociais e ideológicas, há muito quem veja com relutância – para usar um eufemismo –  o processo de reposição dos direitos individuais, económicos e sociais, devastados pelos quatro anos além da troika que caracterizaram a anterior legislatura e o retrocesso civilizacional por ela provocado.

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Negócios da Índia

sakhti
Desde o seu planeamento em 2006 que o novo Parque Empresarial de Águeda, o Parque Empresarial do Casarão, obra pensada, projectada e comercializada pelo executivo socialista aguedense, executivo que cessará funções este devido à impossibilidade de Gil Nadais se recandidatar ao cargo, está envolto numa enorme polémica e é motivo de discussão entre os munícipes.

A longa demora nas obras, a falta de empresas interessadas na aquisição de lotes no referido espaço para construir unidades de produção, a desistência verificada por parte do LIDL em ali se sediar com um novo entreposto de mercadorias para a região centro, devido às péssimas acessibilidades rodoviárias de acesso ao Parque, o excessivo despesismo cometido pela autarquia em 2012 na instalação de postes de alta e média tensão no parque quando ainda não existia nenhuma empresa a laborar no espaço, aliada a um forte consumo energético 24 sobre 24 horas da iluminação pública que se verificou desde 2012 até aos dias de hoje, para literalmente nada produzir foram alguns dos problemas publicamente levantados sobre a forma em como foi gerido todo o processo por parte do executivo camarário aguedense.

Porém, os problemas não se resumem ao que acabei de enunciar…

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Lasciate ogni speranza, voi ch’entrate*

A Secretária-Geral-Adjunta do Partido Socialista assina hoje um texto de antologia num jornal diário da cidade do Porto. Com o título de “Inquietação vs. Esperança”, Ana Catarina Mendes escreve um artigo que poderia perfeitamente passar despercebido e constituir apenas mais um testemunho tardio do movimento de entropia que aflige o mundo, particularmente aquele mundo saído da Revolução Francesa, cujos pilares eram a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade. Mas o seu testemunho não deve passar despercebido, pois Ana Catarina Mendes, líder de um movimento social e político herdeiro dessa trilogia e cuja filosofia assenta no princípio doutrinário da laicidade, agora reza.

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O “apparatchik estalinista de segunda categoria” e a transcendência epistemológica da abstenção violenta

As sondagens que colocam o Partido Socialista no limiar da maioria absoluta devem-se aos acordos à esquerda e ao excelente trabalho de, entre outros, Pedro Nuno Santos. No dia em que o PS regressar à “abstenção violenta”, acaba.

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