Não há fumo sem fogo

O ex-vice-presidente da câmara de Braga, Vítor Sousa, detido na passada quinta-feira, no âmbito do processo dos Transportes Urbanos de Braga, foi ontem colocado em liberdade, mediante o pagamento de uma caução no valor de 100 mil euros. O antigo número dois de Mesquita Machado, segundo o Tribunal de Braga, está fortemente indiciado de corrupção passiva para ato ilícito e de administração danosa.

O “compromisso ético” de António Costa é para cumprir?

foto@lusa

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Na mesma altura que aprovou as listas de candidatos a deputados a Comissão Política do PS aprovou também, por unanimidade, um ” compromisso ético “.

Esta foi uma iniciativa de António Costa, entendida como uma resposta aos processos judiciais que envolviam José Sócrates e Armando Vara, que foi subscrita por todos os candidatos a deputados socialistas nas últimas eleições legislativas.

Na altura enalteci a corajosa proposta de António Costa que tinha por base a transparência e a moralização da vida política e pública.

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António Costa indigitado Primeiro-Ministro.

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O Presidente da República acaba de indigitar António Costa como Primeiro-Ministro de Portugal. E tudo indica que teremos já, na próxima sexta-feira, novo governo.

Como é público votei em Pedro Passos Coelho mas, neste momento, quero desejar a Antonio Costa os maiores sucessos porque o sucesso do seu governo será o sucesso do nosso País.

Maria de Belém, uma mulher sem “caráter”

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Maria de Belém nunca poderá ser Presidente de todos os portugueses, a partir do momento em que escolhe, para o seu cartaz, apenas uma das duas grafias admitidas pelo AO90. No mínimo, em lugar de “carácter” deveria estar “cará(c)ter” ou “carácter/caráter”, até porque há crianças que, devido a este anúncio, podem ficar privadas de uma facultatividade obrigatória por lei.
Deste modo, a candidata presidencial está a excluir os eleitores de acordo com o modo como pronunciam uma palavra, o que constitui uma discriminação inaceitável e é um mau princípio de campanha para a Presidência da República, cargo que deveria promover a união, mesmo sabendo que não foi o que aconteceu nos últimos dez anos.

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“Portugal deve manter a austeridade?”,

pergunta-nos o The Telegraph. Respondamos.

Professores “da esquerda” e “muito arrogantes”?

Segundo a RTP, Francisco Assis terá dito que não aceitava a “arrogância de alguns setores da esquerda portuguesa” e terá denunciado a “pressão inaceitável de outros setores muito arrogantes”. Lamente-se, de novo, o recurso à coloquialidade.

A reafectação dos factores

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Stephen Antonakos (1926–2013): Incomplete Circle (five-unit drawing with blue and red incomplete circles), 1975. Copyright:© 2015 Stephen Antonakos (http://bit.ly/1HIjMoX)

Como sabemos, foi recentemente apresentada a versão para debate público do Projeto (sic) de Programa Eleitoral do Partido Socialista. Entretanto, durante uma conferência de imprensa, António Costa afirmou que as medidas apresentadas num relatório coordenado por Mário Centeno “inspiram e vão motivar a elaboração do programa do Governo”.

É preocupante que determinadas opções apresentadas no relatório possam inspirar a elaboração do programa do Governo do Partido Socialista.

Na página 9 do relatório, podemos ler “adequada reafectação dos fatores produtivos”. Um forte aplauso para a adopção de ‘reafectação‘ quer nesta página 9, quer na página 65 — “reafectação territorial e funcional de funcionários públicos” e “reafectação de funcionários excedentários” — e uma vaia monumental às ‘afetação‘ das páginas 14, 25, 64, 73 e 74 .

Sejamos claros: a grafia ‘fatores‘, além de não pertencer ao repertório ortográfico português europeu, não é companhia que se recomende a uma reafectação. Em português europeu, como sabemos, “reafetação dos fatores” *[ʀjɐfɨtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ fɐˈtoɾɨʃ] não existe: a formulação grafemicamente satisfatória é “reafectação dos factores” [ʀjɐfɛtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ faˈtoɾɨʃ]. [Read more…]