A ruptura é excelente

Efectivamente, «a ruptura com uma prática do Partido Socialista». Exactamente: a ruptura.

China, estratégias locais e globais

O Primeiro-Ministro, António Costa, encontra-se neste momento de visita oficial à República Popular da China. No encontro que este sábado, 8 de Outubro de 2016, manteve com o líder chinês Xi Jinping, António Costa agradeceu o “apoio decisivo” dado pela República Popular da China à candidatura de António Guterres ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.
Segundo noticia a Rádio Renascença, este agradecimento do Primeiro-Ministro português foi o primeiro ponto do programa da visita oficial à China, durante o encontro com o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Zhang Deijiang, e posteriormente reiterado ao Presidente chinês, Xi Jinping.

António Costa recebido pelo líder chinês, Xi Jinping

António Costa recebido pelo líder chinês, Xi Jinping

[Read more…]

O Meio

© Público

© Público

O Partido Socialista é uma força social que cumpre um papel determinante no sistema político português. A sua acção doutrinária e operativa assenta numa matriz filosófica de grande relevância histórica, quer no contexto nacional, quer no contexto internacional, devendo-se à sua família política e filosófica alargada uma parte muito significativa daquilo que hoje é conhecido por “civilização ocidental”.
Ao Partido Socialista tem cabido a responsabilidade de ser um factor de equilíbrio dinâmico entre várias correntes de pensamento político, sendo o grau de dificuldade dessa tarefa singularmente elevado pela multiplicidade de tendências e visões do mundo que cabem dentro de uma organização plural, de génese humanista e tradição republicana.
Cabendo-lhe a função de ser o “meio”, de assegurar que a sociedade portuguesa é dirigida tendo em conta os princípios doutrinários e constitucionais de uma Democracia pluralista, não foram raras as ocasiões em que o PS pareceu ter adoptado posições políticas de “direita”, agindo num sentido que a muitos pareceu contraditório com a sua matriz ideológica e com os interesses específicos de uma significativa parte da população portuguesa que via no PS, legitimamente, um defensor dos seus direitos sociais.

[Read more…]

Queixa-crime contra o presidente da Câmara de Gaia

Entregarei amanhã, dia 30 de Setembro de 2016, nos órgãos judiciais competentes, uma queixa-crime contra Eduardo Vítor Rodrigues, actual presidente da Câmara Municipal de Gaia, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista.

A 28 de Agosto de 2016, o presidente da Câmara de Gaia publicou nas redes sociais um texto da sua autoria com o título “Gollum ou o culambismo”, documento que ficará seguramente a marcar o seu percurso enquanto homem e cidadão mas, mais do que isso, a figurar entre as maiores abjecções morais produzidas por um alto responsável político em exercício de cargo público.

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, não só atacou publicamente, de modo ignóbil e criminoso, o destinatário do seu escrito e a respectiva família, como rebaixou ao nível do grotesco a dignidade exigida à actividade cívica e política, a respeitabilidade do municipalismo português, da democracia representativa e dos órgãos de poder do Estado, aviltando pelo caminho a honorabilidade do próprio Partido Socialista, de que é um destacado dirigente nacional.

O dano causado pelo actual presidente da Câmara de Gaia será objecto de competente avaliação criminal, ficando, de todo o modo, evidente que Eduardo Vítor Rodrigues não possui os atributos políticos, éticos e humanos, indispensáveis à liderança de uma das mais importantes autarquias do país e a sua presença em orgãos dirigentes do PS é uma mancha na história deste importante partido da democracia portuguesa.

Quem não deve não teme

Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara de Gaia

Gaia, Dia do Município. Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues

A seguir a estas palavras, para as quais peço alguma paciência, está uma ligação para um texto escrito pelo Presidente da Câmara Municipal de Gaia e publicado ontem no seu perfil do Facebook. Julgo que quem se der ao trabalho de o ler e tiver ainda o sentido da decência, perceberá por que prefiro não o transcrever aqui.

Fui alertado durante o dia de ontem por várias pessoas ligadas ao Partido Socialista e à Câmara Municipal de Gaia para um texto publicado pelo Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues e cujo teor, de uma violência inusitada, se dirigia a mim.

Ao deparar-me com o texto, se assim se pode chamar, e após a demorada e atenta leitura das 1931 palavras que o compõem, em nenhuma delas encontrei o meu nome, Bruno Santos. Toda a gente do meio político e municipal percebeu que o texto se dirigia a mim, mas o Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues foi capaz de montar um ataque pessoal e político do mais violento e ignominioso que tenho visto, sem ter tido a coragem mínima de dar nome ao alvo da sua fúria, sem ter escrito uma única vez o meu nome. 1931 palavras e nem uma única vez aparecem essas duas: Bruno Santos.

[Read more…]

Conheci o PS antes de ser virgem

Santana Castilho *

A análise das políticas propostas e a análise do discurso dos que comunicam em representação dos partidos permite estabelecer padrões previsíveis de comportamento político. Aí temos o PS, fazendo-se de virgem, a patentear, agora que se inicia o primeiro ano lectivo sob sua inteira responsabilidade, o que fui antecipando e criticando, ainda a presente legislatura não tinha arrancado: a vacuidade de soluções para os verdadeiros problemas da Educação.

À míngua de preparação e de estudo dos problemas durante os últimos quatro anos em que foi oposição, o PS recorreu ao baú dos adquiridos ideológicos de sempre para repetir os erros, que nunca reconheceu, dos últimos quatro anos em que foi Governo. [Read more…]

A Câmara de Gaia ainda é do PS ?

Não é a primeira vez que António Rocha, um sombrio desconhecido, mas actual Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara de Gaia, ataca publicamente, no seu Facebook, o Partido Socialista e o seu Governo.
Escreveu António Rocha no dia 31 de Julho de 2016:

“A propaganda anda com o nome pelas ruas da amargura. A comunicação política, um elemento central da relação entre eleitos e eleitores, ou seja, da democracia, pode ter muitos nomes. Claro que para os grandes teóricos puristas da democracia, que estão sempre preocupados com a manipulação dos eleitores (devem pensar que são crianças influenciáveis) há sempre o superior exemplo chinês, com tantos admiradores em Portugal.
Ter um ministro da propaganda, no caso concreto da China, é virtuoso porque assim o povo, quando um dia o deixarem votar, se encontrará completamente esclarecido.”

[Read more…]

Não há fumo sem fogo

O ex-vice-presidente da câmara de Braga, Vítor Sousa, detido na passada quinta-feira, no âmbito do processo dos Transportes Urbanos de Braga, foi ontem colocado em liberdade, mediante o pagamento de uma caução no valor de 100 mil euros. O antigo número dois de Mesquita Machado, segundo o Tribunal de Braga, está fortemente indiciado de corrupção passiva para ato ilícito e de administração danosa.

O “compromisso ético” de António Costa é para cumprir?

foto@lusa

foto@lusa

Na mesma altura que aprovou as listas de candidatos a deputados a Comissão Política do PS aprovou também, por unanimidade, um ” compromisso ético “.

Esta foi uma iniciativa de António Costa, entendida como uma resposta aos processos judiciais que envolviam José Sócrates e Armando Vara, que foi subscrita por todos os candidatos a deputados socialistas nas últimas eleições legislativas.

Na altura enalteci a corajosa proposta de António Costa que tinha por base a transparência e a moralização da vida política e pública.

[Read more…]

António Costa indigitado Primeiro-Ministro.

antonio-costa
O Presidente da República acaba de indigitar António Costa como Primeiro-Ministro de Portugal. E tudo indica que teremos já, na próxima sexta-feira, novo governo.

Como é público votei em Pedro Passos Coelho mas, neste momento, quero desejar a Antonio Costa os maiores sucessos porque o sucesso do seu governo será o sucesso do nosso País.

Maria de Belém, uma mulher sem “caráter”

carater

Maria de Belém nunca poderá ser Presidente de todos os portugueses, a partir do momento em que escolhe, para o seu cartaz, apenas uma das duas grafias admitidas pelo AO90. No mínimo, em lugar de “carácter” deveria estar “cará(c)ter” ou “carácter/caráter”, até porque há crianças que, devido a este anúncio, podem ficar privadas de uma facultatividade obrigatória por lei.
Deste modo, a candidata presidencial está a excluir os eleitores de acordo com o modo como pronunciam uma palavra, o que constitui uma discriminação inaceitável e é um mau princípio de campanha para a Presidência da República, cargo que deveria promover a união, mesmo sabendo que não foi o que aconteceu nos últimos dez anos.

[Read more…]

“Portugal deve manter a austeridade?”,

pergunta-nos o The Telegraph. Respondamos.

Professores “da esquerda” e “muito arrogantes”?

Segundo a RTP, Francisco Assis terá dito que não aceitava a “arrogância de alguns setores da esquerda portuguesa” e terá denunciado a “pressão inaceitável de outros setores muito arrogantes”. Lamente-se, de novo, o recurso à coloquialidade.

A reafectação dos factores

CRI_117154

Stephen Antonakos (1926–2013): Incomplete Circle (five-unit drawing with blue and red incomplete circles), 1975. Copyright:© 2015 Stephen Antonakos (http://bit.ly/1HIjMoX)

Como sabemos, foi recentemente apresentada a versão para debate público do Projeto (sic) de Programa Eleitoral do Partido Socialista. Entretanto, durante uma conferência de imprensa, António Costa afirmou que as medidas apresentadas num relatório coordenado por Mário Centeno “inspiram e vão motivar a elaboração do programa do Governo”.

É preocupante que determinadas opções apresentadas no relatório possam inspirar a elaboração do programa do Governo do Partido Socialista.

Na página 9 do relatório, podemos ler “adequada reafectação dos fatores produtivos”. Um forte aplauso para a adopção de ‘reafectação‘ quer nesta página 9, quer na página 65 — “reafectação territorial e funcional de funcionários públicos” e “reafectação de funcionários excedentários” — e uma vaia monumental às ‘afetação‘ das páginas 14, 25, 64, 73 e 74 .

Sejamos claros: a grafia ‘fatores‘, além de não pertencer ao repertório ortográfico português europeu, não é companhia que se recomende a uma reafectação. Em português europeu, como sabemos, “reafetação dos fatores” *[ʀjɐfɨtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ fɐˈtoɾɨʃ] não existe: a formulação grafemicamente satisfatória é “reafectação dos factores” [ʀjɐfɛtɐˌsɐ̃ũ̯ duʃ faˈtoɾɨʃ]. [Read more…]

O projeto e a acção

acção socialista

O Partido Socialista tem um projeto (sic) de programa eleitoral e um jornal que se chama Acção Socialista. Anteontem, foi apresentada a versão para debate público do Projeto (sic) de Programa Eleitoral. Como o Projeto (sic) é para debate público, convinha que se discutisse publicamente aquilo que o PS “procurará dinamizar”. Por exemplo, convém debater

A implementação das ações [sic] necessárias à harmonização ortográfica da língua portuguesa e da terminologia técnica e científica, nos termos dos acordos estabelecidos.

Harmonização gráfica da língua portuguesa” é exactamente a mesma expressão adoptada na página 59 do documento estratégico orientador Agenda para a Década (ou Agenda pára a Década? — a dúvida mantém-se) e é algo que nem sequer o aspirante a dinamizador das “ações (sic) necessárias à harmonização ortográfica da língua portuguesa” consegue fazer na sua própria estrutura, pois apresenta-nos um Projeto (sic) e tem um jornal que se chama Acção Socialista.

Aliás, o Acção Socialista presta um esclarecimento («O “Acção Socialista” já adotou [sic] as normas do novo Acordo Ortográfico») ortograficamente desarmonioso e que encerra em si mesmo uma contradição, uma incorrecção e uma inexactidão.

Quanto à contradição, das duas, uma:

1) «O “Acção Socialista” não adoptou as normas do novo Acordo Ortográfico»

ou

2) «O “Ação Socialista” adotou as normas do novo Acordo Ortográfico».

Tertium — ou seja, «O “Acção Socialista” já adotou as normas do novo Acordo Ortográfico» — non datur.

No que diz respeito à incorrecção, efectivamente, o número 1396 do Acção Socialista, além de ter ‘diretora’ (sic), ‘reacionárias’ (sic), ‘dececionadas’ (sic), ‘deceção’ (sic), ‘rutura’ (sic) e ‘ótica’ (sic), contém ‘perspectiva’, ‘actual’, ‘objectos’, ‘actividade’, ‘activismo’, ‘abstracto’ e ‘aspectos’.

Por fim, a inexactidão: “novo acordo ortográfico”. Como escrevi há uns tempos, “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990” é o nome da coisa.

Aproveitando a coincidência de encontrarmos esta matéria extremamente controversa no projecto de programa eleitoral do Partido Socialista e de António Costa ter admitido “proceder a partir de agora a uma discussão mais focada sobre as matérias mais controversas constantes no projeto [sic] de programa eleitoral“, ficamos então à espera dessa “discussão mais focada”.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

António Costa desaconselha voto no PS, no PSD e no CDS

O líder socialista afirma que há uma alternativa à política de austeridade.

Seguro sai pela porta traseira…

…e cruza-se com Sócrates a entrar.

1, 2, alto e troca o passo.

Tanto secretismo. Tanto mistério. Seguro e Costa já dançam(ram) a coladinha ou preferiram dançar a lambada?

de seguro morreu o velho

o partido socialista cumpriu hoje a sua tradição histórica\catarse enquanto titular do papel de maior partido da oposição. enquanto oposição, os líderes socialistas portugueses têm o estranho hábito de largar o primeiro boneco que têm à mão nos primeiros 3 anos de legislatura, deixá-lo afundar com o partido e intervir a 1 ano das legislativas, lançando aquele que realmente será o próximo primeiro-ministro. bailado protagonizado entre Costa e Seguro nas vésperas do último congresso socialista e a paz podre mantida no mesmo, culminada na histórica votação albanesa que acalmou e aclamou o inseguro (e in-sonso) tozé, conhece agora o seu verdadeiro significado.

Costa precisava de tempo. tempo para vencer a Câmara Municipal de Lisboa. tempo para fortalecer a sua posição num dos maiores cadernos eleitorais do país. Costa sabia a milhas que a re-eleição na CML estava garantida. contudo, Costa queria certificar-se do número exacto de votos que conseguiria alcançar em Lisboa. Costa tratou de negociar com Seguro: “Tozé, sabes perfeitamente que mexendo os meus peões mando-te abaixo num instante. Sei bem que és o líder da máquina e que dominas uma parte significante das concelhias, mas, politicamente, não tens carisma, não sabes ler nas entrelinhas e tão pouco percebes de timings de actuação política. Ficas à condição até às europeias” – assertivo é afirmar que a pressa era afinal de contas muita. assim como a pressão. [Read more…]

sem surpresas (mas com um certo ar de alarme)

pela primeira vez desde que tenho consciência cívica e política (desde os meus 11\12 anos) decidi não assistir a uma noite eleitoral. deixei o professor marcelo a pregar aos incautos, o dr. karamba marques mendes a adivinhar o número exacto dos próximos cortes orçamentais, a Judite de Sousa (sem ou com Montenegro; com ou sem equívoco na pessoa) num saco do Pingo Doce e a televisão desligada de forma a poupar energia e pagar menos à China Three Gorges. encontrei-me com a minha princesinha AMF e fomos ao cinema ver Grace of Monaco de Olivier Dahan. apesar da história ser batida, o filme de Dahan acaba por ser bastante interesse e, no plano técnico, é simplesmente fantástico. desde os planos à direcção das cenas, passando pelo límpido som de voz nos diálogos entre personagens.

a campanha foi degredante. do surfer rosa (bem que queria ir ver os pixies para a semana ao primavera sound mas mas todo o argent é escasso nos dias que correm) nos currículos escolares aos vírus despesistas. de reminiscências do holocausto que não foi vivido em verso à governação socratina. Até o filósofo (cientista política, teorético político) teve que se meter na querela e vir a público lavar roupa suja. Sócrates himself, teve ali uns 7 orgasmos seguidos durante os 3 episódios em que pode comentar a campanha. discutiu-se tudo excepto política europeia. discutiu-se tudo excepto os problemas que neste momento precisam de ser resolvidos na europa bem como os que estão a rebentar. como a deflação. o partido socialista ainda tentou lançar a discussão sobre a mutualização da dívida na fórmula desusada de eurobonds mas… com tamanha babugem estavam à espera que a malta andasse informada e estivesse minimamente ciente dos projectos europeus defendidos pelos candidatos?

[Read more…]

eu cá não sou de intrigas nem de meias verdades

Esmiuço com atenção o Boletim Estatístico publicado pelo Banco de Portugal.

A dívida galgou os 130% do PIB, quedando-se agora nos 132,4% do PIB. Esse vírus despesista chamado Partido Socialista, dizem eles. Essa esquerda que só tem ideias quando há dinheiro, repetem. Esse socialismo que só existe quando há dinheiro, concluem. O Tratado Orçamental obriga que o Estado Português reduza a sua dívida pública a 60% mas apesar das previsões de redução apresentadas pelo governo para os próximos anos, não existe fórmula para que isso aconteça senão voltar a castigar os contribuíntes e a procura interna. Sabendo para já que o risco de deflacção é uma realidade. A deflacção poderá arrastar consigo mais uma surte de falências e desemprego. Menos receita a entrar nos cofres do estado por via das contribuições e mais despesa contraída em apoios sociais. (Faça-se tábua rasa e corte-se ainda mais nas condições de acesso ao benefício de apoios sociais, pensarão). Enquanto o défice estrutural do Estado (leia-se o estado gastar menos do que aquilo que recebe), a dívida continuará a aumentar porque, logicamente, o estado terá que pedir emprestado aos mercados para cumprir as suas obrigações. Desengane-se portanto quem pensa que a dívida pública e o défice estrutural são elementos desligados. São elementos intimamente ligados. Quase gémeos. Esqueçam todo o argumento que foi apregoado aos 7 ventos pela Ministra das Finanças e pelos seus tutelários do ICGP de que o Estado teria uma almofada financeira significativa para fazer face às suas obrigações no próximo ano. É pura mentira. [Read more…]

Luís Amado vs. Retórica do Rato

Luís AmadoEnquanto uma catrefada de comentadores e bojardadores politiqueiros bojarda todos os dias supostamente à Esquerda, com brios de Esquerda, e sobretudo a partir da trincheira enlameada do PS, temos excepcionalmente um socialista, um português, um homem, que, por sistema e em tudo o que vai dizendo, ousa ir ao arrepio desse dictat hoje extremista, radicalista, hiperbolicista, da dita Esquerdice Furiosa, Mal-Humorada e Sempre-de-Mal-com-a-Vida. Luís Amado. [Read more…]

Troyka e Tresleitura Segurista

Seguro, como sempre, está a ver mal «a enorme relutância da Troyka» em indulgenciar o PS e a sua poção mágica para o défice. Não é que a Troyka tenha sentido uma enorme relutância na flexibilização do défice português. Não. A Troyka, quer dizer, a delegação técnica dela, o que deve ter é necessariamente uma enorme relutância em sentar-se à mesa com o PS, Partido que a convocou em primeiro lugar, Partido que se comporta como se a não tivesse convocado, Partido que já não subscreve [ou diz que não subscreve] o que assinou, o que implicaria pelo menos a boa-vontade de reformar e reformular o assinado, um tal Partido-Farsa só poderia suscitar repugnância, relutância e outras palavras terminadas em ânsia, no plano interno e externo, pois torna estas missões repletas de atrito, risco e incerteza e a incerteza com credores paga-se caro. Nem carne nem peixe, tal como o seu líder, eis um Partido-Sonso de e para Tansos a merecer rejeitância agora e para sempre, amem.

Three Times Troykated

A Troyka mata? Mata. O PS, quando é Governo, também mata, esfola e enterra, coisa que só se sente especialmente quando esse partido é exonerado de funções mediante o plebiscito eleitoral e vai embora, resultado normalmente extraído a ferros, custoso e ranhoso. Depois de terem falido o País, desejam continuar a mandar e-mails. Nós, Portugueses, por alguma razão especial que Mário Soares explicaria, fomos defumados, deFMIados, ‘troykados’ em 1977, 1983 e agora em 2011 pela mão de Governos PS. É uma vergonha? É. Mas natural. Tão natural e mortífera como o próprio PS.

Pluralidade Unitária, Salada de Esquerda

Pega-se no Partido Comunista, no PEV e no Bloco; pega-se noutros Partidos e movimentos, miríade de siglas e acrónimos, recordam-se por momentos os genomas de PSR, UDP e Política XXI; faz-se memória do MDP/CDE, um minuto de silêncio chega, e do PCTP/MRPP, com os seus cromos e fósseis redivivos e a salada plural de Esquerda está pronta a mostrar a perna suculenta, nua, ao PS. Será que vão todos para a cama?!

E um dia, Governo.

Recomeçaria, então, a segunda parte do PRECoito Interrompido: uma Democracia do Povo e para o Povo. E o Capital a esvair-se para mais longe.

O Que Vai o PS Segurista fazer?

1. Vai a Belém, pela enésima vez, exigir a dissolução do Parlamento, antes que fique evidente para toda a gente que os culpados da presente crise política são exclusivamente os ex-governantes do PS, a actual direcção do PS, a dívida colossal que os primeiros geraram, a incapacidade para dançar o tango soteriológico do País com quem está ao leme, e não o impasse governamental diante do precipício eleitoral do corte permanente de 4,7 mil milhões de euros. Seguro tem medo. Dependendo do que diga e do que faça, o seu PS definhará na simpatia dos putativos eleitores, enquanto o grosso do eleitorado geriátrico olhará para o PSD-PP como olharam os que aplaudiram Passos de pé, na Sé Patriarcal, reconhecidos por se manter em funções e por ser e parecer o salvador da Pátria em contraste com Portas. Os portugueses, se forem inteligentes, pouparão um Governo que fez tudo o que a Troyka quis e mais faria, se não fosse tão violento, impopular e grotesco do ponto de vista das respectivas consequências sociais e eleitorais.

2. Vai mudar de Secretário-Geral, suscitar um Costa Tostado, um Ferro Cara-de-Cu, um caramelo qualquer mais vociferante, recrudescer a crítica ao Governo, ao Presidente, à Troyka, à Comissão Europeia, ao FMI e ao BCE, pedindo eleições já, pedinchando mais tempo e mais dinheiro, fazer e dizer tudo o que as sereias diriam a Ulisses, antes que seja tarde para apanhar o eleitorado doido, disposto, nas sondagens, a mais demagogia xuxa; antes que se veja condicionado nas próximas eleições, tal como o PSD e o PP, com compromissos de salvação nacional entretanto assumidos.

O Réptil de Cavaco

Não adianta chorar, bimbos do PS! Não vivemos sob o regime dos PEC. Não é o PEC provisório IV que dita a nossa vida financeira presente. Vivemos, sim, sob o Memorando de Entendimento e os seus ditames. Para o mal e para o bem, temos-lhe obedecido e é a partir dele que qualquer coisa de sólido pode surgir. Não vale a pena falar do magno chumbo, por toda a oposição, não apenas do PEC IV, mas de toda a forma opaca, corrupta e burlona de conduzir os Negócios de Estado pela mão do elenco catastrófico dos sócrates. A lei que provisoriamente nos rege é, pois, a do Memorando de Entendimento, escrito e assinado pelo Governo PS da altura, com os números da altura, mas também pelo PSD e pelo PP. De fora de tal assinatura que compromete e vincula, PCP-PEV e BE. Já se sabia da inevitável e provisória recessão e das previsíveis e provisórias dificuldades da economia. Já se sabia que o grau de obediência e de cumprimento nacionais faria proporcional o grau de ganhos em moralidade negocial, alta, no caso da Irlanda, baixa, quase nula, no caso da Grécia, precisamente pelas razões subjacentes de lealdade ao acordado. Entre uma longa intervenção externa e uma intervenção de médio prazo, intensa e dolorosa, sim, mas curta no tempo, PSD e CDS escolheram abreviar os nossos tormentos, intensificando-os no período mais curto possível. Foi uma escolha. Custosa. Patriótica. [Read more…]

Relatório PPP e o Gorducho Rui Paulo

Quem veio a terreiro contestar com marginalidades o argumentário do Relatório da Comissão das PPP, e logo com um sorriso cheio de dentes plantado no rosto, foi o deputado do PS, Rui Paulo Figueiredo. Mais uma relíquia do socratismo no respectivo grupo parlamentar. Para o improvisado porta-voz dos Governo Sócrates, que não do PS, os factos elencados pelo relatório pouco importam. A primeirinha coisa a fazer, antes de mais, foi politizá-los reduzindo-os à longa batalha politiqueira medíocre entre o danoso Partido Socialista e o desastrado PSD, faces da mesma moeda má do Regime. O que é que aflige e afadiga o risonho e anafado Rui Paulo Figueiredo?! Não é o facto de os contribuintes e o Estado Português estarem esmagados de compromissos e de dívidas à Banca que financiou as PPP, esmagados pelas obrigações do Estado aos concessionários protegidos por cláusulas leoninas. Isso é uma bagatela para o Ruizinho.

O que incomoda é que a Comissão de Inquérito das Parcerias Público-Privadas não tenha abortado as suas conclusões, mas tenha feito uma encenação, uma manobra de diversão para afastar a Opinião Pública da realidade e da actual governação troyko-europeia por interposto Governo-PSD-CDS-PP. Será uma encenação que paguemos de modo grotesco o que resultou da avidez obreira desmedida e comissionista dos Governos Sócrates, apesar do acidente que se desenhava a grande velocidade?! [Read more…]

Sou contra a *co-adoção de crianças por casais do mesmo sexo

Estava sossegado a tomar o meu café, depois de umas páginas sobre o Cícero e o Timeu de Platão, quando, sei lá bem porquê, comecei a ler as notícias do dia e me deparei com um título fundador (já S. Tomás de Aquino lembrava, no De Ente et Essentia e bem acompanhado pelo Estagirita, que “[q]uia parvus error in principio magnus est in fine”). Decidi, muito rapidamente, trazer de novo ao Aventar aquela que é, aparentemente, uma das mais enigmáticas bases do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90): a XVI.

Segundo o Público, «[d]epois de Áustria, Finlândia, Alemanha e Israel, Portugal é o quinto país onde a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada». Acrescentaria que, sendo o quinto país em que a co-adopção de crianças por casais homossexuais foi aprovada, Portugal será muito provavelmente o primeiro a não saber escrevê-la. Salvo honrosas e excelentes excepções, como o Público.

Efectivamente, segundo a base XVI do AO90, «[n]as formações com prefixos (como, por exemplo […]  (co- []), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) Nas formações em que o segundo elemento começa por h: […], co-herdeiro […]; b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento […]; Não se emprega, pois, o hífen […] Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente […] coeducação».

Ora, sabendo nós [Read more…]

Tudo em Família

Tudo em FamíliaDe resto, carjacker que rouba povojacker tem mil anos de perdão.