A História não voltará a ser a mesma

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A partir de um texto de Manuel Loff (no Público), e que por acaso tem uma afirmação muito discutível sobre o fado, fica para outro dia, Vítor Cunha decide desbravar os caminhos da História. Intrépido, arrasa toda a historiografia que consensualmente define a criação dos estados modernos vulgo nações nos últimos 200 anos, como banalissimamente Loff refere.

Nada disso, com o entusiasmo de quem pega num algoritmo complexo sem saber a tabuada, e a sabedoria de quem na semana passada demoliu o cálculo de probabilidades tal como era conhecido na véspera, Vítor Cunha quer a Padeira de Aljubarrota metida ao barulho, e manda um doutorado tomar chá de malvas com a ” sua tese dos 200 anos que não explica nada excepto vergar a construção de uma nação ao tempo necessário para incluir Marx“. A teoria da conspiração no seu melhor. [Read more…]

O Portugal da fé

banha da cobra

As redes sociais reabriram as portas ao empreendedorismo do vígaro  viral.

O vígaro viral agarra numa treta há muito adormecida na net, dá-lhe um título apelativo e mete-a a circular nos facebooks deste mundo, onde haverá sempre um ingénuo a partilhar de borla. Objectivo? o retorno à página comercial que é a alma do negócio.

Há muitos, fui parar ao Portugal Mundial (googlem, não linko vígaros), por via de um aviso sobre micro-ondas. Embora uns milhões de humanos, coisa pouca, andem a consumir alimentos cozinhados ou aquecidos no aparelho vai para uns anos, uma catraia terá descoberto que aquilo altera o DNA e depois o nosso organismo não o reconhece e se fôssemos uma planta num vaso morríamos. É isso e o milagre do sol telecomandado pela senhora que corneou o carpinteiro, ontem comemorado, e não vem a despropósito, a página Portugal Mundial é filha do “portal” Portugal Místico, onde se vende Cristaloterapia, Homeopatia de Bach e Sincronização Cerebral, muito embora se afirmem

um portal com pessoas por trás que ‘trabalham’ de forma gratuita e voluntária mas que pagam (e não é pouco) pela sua manutenção, monitorização e existência online.

O negócio tem rendido pouco, e ainda bem. Partilhem disparates, partilhem, sempre ajudam à conversão da Rússia.

Fotografia:  Eduardo Gageiro, Vendedor de banha da cobra, Lisboa, 1957