Exame Psiquiátrico Para Condutores

carro-arma
Em Braga, à saída do comboio, salto para a espinha da minha bicicleta dobrável e faço-me à rua do Caires. Duas faixas em cada sentido, uma delas quase sempre ocupada por malta do “Movimento Volto Já”.
Ultrapassa-me um condutor num Fiat branco, a uma nesga de me derrubar.
Pára mais à frente (à espera de alguém que vinha já). Paro ao lado da criatura que abre o janela e a quem, educadamente, tentei passar um pouco de cultura geral e gotículas de Código da Estrada. Nem todos os condutores o conhecem porque nem todos tiraram a carta, apenas a pagaram.
“Isso era dantes no meu tempo, agora tens que ter cuidado porque os carros dão-te um toque e vais c’o caralho”. Assim.
– O senhor está enganado, actualize-se.

E fui-me embora.
Uns minutos depois, a albina criatura volta a cruzar-se comigo num STOP, que não respeita. Pára o carro já com o focinho no meio da minha faixa. O gajo ri-se e eu, educadamente, faço-lhe um gesto simpático a querer significar “Tu não ’tás bom da cabeça. Trata-te”.
Pergunta: não deveriam os condutores serem sujeitos a exames psiquiátricos a cada, sei lá, cinco anos? “

Lá vão ter de alterar o Código da Estrada outra vez

codigo da estrada