Sou um democrata. Daqueles a sério. Defendo eleições, sou a favor de manifestações e protestos, desde que não violentas, sou totalmente a favor da liberdade de expressão, mesmo daqueles que a utilizam para defender a sua proibição.
Por ser um democrata, resisti a eliminar muitos dos comentários publicados por algumas personagens neste blogue. A tentação foi grande, reconheço, mas a liberdade de expressão ganhou o braço de ferro. No entanto, tudo o que é demais é moléstia, já dizia a minha avó.
Antes do nascimento do Aventar já os conhecia, os trolls. São seres necessitados de atenção e reconhecimento que povoam as áreas de comentários de jornais, sites de informação e, sobretudo, os blogues. Com destaque para os colectivos e generalistas. É uma festa. Utilizam de tudo. Desde argumentos abaixo do pensamento de cágado até palavreado agressivo, dando azo a algumas frustrações recalcadas, gritam, insultam e fazem uso do calão por tudo e por nada. Mais por nada que por tudo. Se lhes derem espaço vão cada vez mais longe, assumindo uma postura histriónica.
Enfim, os trolls e congéneres podem até animar um blogue mas só até certo ponto. Como tudo o que é demais é moléstia, quando ultrapassam os limites do mais do que o suportável, é preferível passarmos sem eles.






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