As PPP são uma forma de fazer obra, colhendo os dividendos eleitorais, mas deixando a factura para outros pagarem. Já aquilo a que a malta da coligação chama de PPP sociais é um spin para dar a ideia de que se está a fazer algo que tem antecedentes, quando na verdade é “apenas” a privatização da Segurança Social, algo novel, portanto.
Mas este governo está a fazer uma coisa tipo PPP e que, de facto, é uma reedição do passado. Falo deste suposto reembolso fiscal, a realizar no ano que vem, caso este ano corra bem. Tirando o facto de não termos tido um único governo que não tenha recorrido a orçamentos rectificativos e, portanto, as “coisas” nunca correram bem, estamos perante uma situação em que um governo faz usufruto de dinheiro no presente, deixando a responsabilidade de pagar para quem vier a seguir (se etc. e tal).
Tal e qual as PPP. Basta, aliás, ver toda a propaganda feita à volta desta suposta futura devolução (que promessa mais frouxa!) para se comprovar que há dividendos eleitorais em causa. Mas há outros, nomeadamente os de tapar buracos nas contas, graças ao excesso de impostos, camuflando os problemas.
Um governo que estivesse de facto preocupado com a economia e confiante no sucesso das suas políticas teria de imediato baixado os impostos, capitalizando um verdadeiro ganho eleitoral. Não o fazendo, temos que concluir que não está preocupado com a economia ou, alternativamente, não tem confiança nos seus resultados. E, não o fazendo, está, como referido acima, a aplicar o princípio das PPP: quem vier a seguir que se amanhe.
Agora, gente da oposição, é só pegar nestes parágrafos escritos em cima do joelho e construir um discurso. Não têm de quê.






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