Mais um Passo(s) para delapidar o PSD

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Há 4 anos atrás era a favor. Há um mês atrás era a favor, de acordo com que o foi referido por um dos seus vices. Até a obsoleta Rádio Renascença deu com a marosca.
Hoje é contra, curiosamente, contra.

A questão é antiga mas ao mesmo tempo reveladora da desorientação geral em que vive nestes dias a liderança do PSD. Sem rumo político, quer no plano nacional quer na preparação das ansiadas autárquicas (nas quais, o PSD como histórico leader nacional e máquina caciquista que é pode estar à beira de um total e redondo colapso, colapso que certamente modificará muita coisa dentro do partido) com uma liderança de navegação à vista nos últimos meses, cheia das habituais posições modificadas, de ideias que oscilam entre o barato da feira da ladra e o horrível surreal e de uma choradeira sem fim (“porque fomos nós que ganhámos as eleições, pá”) aliada a uma desorientação colectiva no que diz respeito à preparação do acto eleitoral que se avizinha, denota-se a largas vistas que Coelho deu mais um Passos para a desgraça na questão do descida da TSU para as empresas caso a esquerda leve  a medida lavrada na concertação social a votação na AR.

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Autárquicas 2017: assim vai o PSD

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Um certo dia, andava eu em passeio virtual pelos rigorosos meandros da imprensa nacional, tento aceder ao site do Diário Económico, que ainda não se sabia bem se estava falecido, e, se estava, qual a causa da morte, e dou por mim no (novo) Jornal Económico. Fiquei sem perceber o que aconteceu, mas o certo é que fui lá parar hoje outra vez.

Diz o jornal – malta de Lisboa, bem informada – que José Eduardo Moniz foi sondado e poderá ser o candidato do PSD à câmara de Lisboa. Um candidato independente, claro está, que entre as dezenas de milhares de militantes que o partido tem não parece haver um que sirva. Ainda esteve para ser a D. Cristas, mas parece que não vai dar. [Read more…]

Entretanto, na “Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD” (*)…

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Aguarda-se que um partido que faz parte do Estado de Direito se demarque disto (e do resto) a qualquer momento.

* cf. descrição do grupo, apesar de ser uma página oficiosa.

[post actualizado para sublinhar que a página em causa é uma página oficiosa]

Se ao menos este tipo e c.ia alguma vez tivessem trabalhado…

Quem trabalha sabe que não há pontes. Mete dia de férias e é preciso que a empresa ou serviço aprovem. Mas quem é que se está para se preocupar com minudências quando se pode bater nos do costume?
imagePara a sumidade em causa, o problema da produtividade está no número de horas que a plebe trabalha. Foi com esse argumento que cortou 4 feriados, quis aumentar o horário laboral e inventou o banco de horas. E é por isso que agora volta à carga.

Deve ter ouvido falar que é o que fazem em Inglaterra. Será que também lhe disseram que lá há empresas que têm um horário de 37,5 horas semanais? E que quase todos os trabalhadores do UK têm 5,6 semanas de férias pagas?

Mas se o PSD e o seus militantes estão assim tão preocupados com a perda de produtividade, que vão trabalhar nos feriados. Dêem o exemplo e desamparem a loja. Agora, gostava mesmo era de ver o PSD propor uma solução para a encrenca do Novo Banco, que não ata nem desata, apesar de lá ter o seu boy a ganhar 25 mil por mês para tratar da venda, com os resultados que conhecemos. Mas, como sabemos, o problema da competitividade não está nos impostos que pagamos a mais por causa de andarmos a salvar bancos privados, mas sim na porcaria das pontes, que afinal são dias de férias.

Menezes, o retirado

O senhor Doutor levou uma paulada monumental no Porto e, confesso, pensei que seria para todo o sempre. Pelos vistos não foi, embora, me palpite que o sr. Retirado não conhece a Lei, mas, numa lógica de serviço público aqui fica:

“No caso de renúncia ao mandato, (…), não podem candidatar-se nas eleições imediatas nem nas que se realizem no quadriénio imediatamente subsequente à renúncia.” (Lei nº 46/2005, de 29 de agosto)

Ora, o senhor poder escrever que não se vai candidatar a Gaia. Mas, a única verdade realmente verdadinha é esta: Vila Nova de Gaia 2017 é um jogo que a Lei não lhe permite jogar. PONTO!menezes

Prestado este serviço público, poderia trazer aqui os episódios patrocinados pelo Sr. Retirado que lesaram os interesses dos Gaienses e delapidaram as contas deste lado do rio. Não me surpreendeu a banhada (sim, é mesmo para reforçar a repetição) que levou do outro lado do mesmo RIO (as maiúsculas aqui são uma piada) porque sabemos o que custaram, do lado de cá as condenações em tribunal.

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Se lamentou, ninguém lhe ouviu um pio

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Por causa do SMS de António Domingues a Mário Centeno – qual dos dois terá sido o bufo, para que uma mensagem entre duas pessoas se transformasse em tema nacional? – o deputado Hugo Soares lamentou “veementemente a situação a que a Caixa chegou, estando a ser gerida por SMS e email. Eu também lamento veementemente que representantes eleitos como o deputado recebam prendas de empresários ou que aleguem “motivos de força maior” para faltar ao trabalho e ir a França assistir a jogos da selecção mas não é de lamentos que quero falar. O que me traz aqui são as SMS’s e uma pergunta que deixo no ar para o sotôr Hugo Soares: também lamentou veementemente quando Portas abriu uma grave crise política e o país foi gerido por SMS? Se lamentou, ninguém lhe ouviu um pio.

Foto: Lusa@TVI24

Grupo “PSD – Distrital de Lisboa”: conivente com haters, intransigente com a discórdia

Remoção selectiva de posts no grupo “PSD – Distrital de Lisboa”

O grupo do Facebook “PSD – Distrital de Lisboa” é um poço de partilhas por parte de haters. Entre posts de gosto duvidável e de manipulações facilmente desmontáveis, exulta-se perante a doença e previsível morte de Mário Soares.

A parte realmente surpreendente é isto ter lugar explícito num partido político. Diriam que qualquer um pode publicar nesse grupo. É verdade, eu próprio o fiz, como se constata na imagem supra. No entanto, o meu post foi apagado, enquanto que as porcarias que lá são despejadas lá continuam.

O grupo tem dois administradores, que podem apagar ou moderar os posts como entenderem. Optaram por apagar o meu e permitir que o resto lá ficasse. A conclusão é óbvia, não concordam com o que publiquei, mas concordam com o restante.
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Requiem pela velha guarda

gaiapsdO Jornal de Notícias apresenta-nos hoje mais um exemplo do que não deve ser a política.
Por Vila Nova de Gaia, a vida laranja não está fácil. Legitimamente, os militantes escolheram um Presidente para a Concelhia que, ao que tudo indica, será o candidato à Câmara Municipal. Até aí, um processo democrático e inquestionável.
Ora, tal acontecimento parece ter lançado alguns revivalistas num caos político, a caminho de um túnel que, me parece, não ter saída.
Percebo as insónias, mas estas de nada servem porque, sem legitimidade democrática, procuram apresentar-se como representantes de algo que, verdadeiramente não são. O passado, por definição, já passou e não há qualquer fuso político que permita a Gaia voltar a um tempo que … já era.
Percebo a angústia, mas até um Deputado tem obrigação de conhecer a Lei.

Repare caro leitor na simplicidade do legislador:

“No caso de renúncia ao mandato, (…), não podem candidar-se nas eleições imediatas nem nas que se realizem no quadriénio imediatamente subsequente à renúncia.” (Lei nº 46/2005, de 29 de agosto)

E, se o impedimento é legal, creio que será ainda maior pelo lado das pessoas que por cá vivem. Aquelas que votam. [Read more…]

Jornalismo precário e dependente

O Primeiro-Ministro António Costa, na comunicação de Natal destacou duas dimensões da nossa vida comum: a precariedade laboral e a educação. Ontem a Comunicação Social fez o favor de mostrar a importância de ambas – o não-caso de Vila Nova de Gaia e a escuta a Santos Silva mostram como o jornalismo português está demasiado dependente de interesses, eventualmente diversos e onde a boa-educação está, há muito, à margem da profissão.

Em Gaia, à falta de melhor, uma jornalista resolveu escrever um conjunto de falsidades e, sabendo eu, que a jornalista teve acesso documental à informação verdadeira, pergunto:

-em que momento a senhora se esqueceu da sua carteira profissional? No momento em que talvez se fosse vingar de algum acontecimento passado? Ou no momento em que talvez estivesse a ajudar alguém?

Aliás, também Os truques da imprensa questiona a jornalista:

“1. Ou Margarida Gomes não sabia do arquivamento, o que é pouco verosímil, tendo em conta que a jornalista terá contactado o DIAP para confirmar a existência da queixa e, se sabia da queixa, sabia necessariamente também do seu arquivamento.

2. Ou Margarida Gomes preferiu nunca mencionar de forma explícita o arquivamento da queixa, optando por deixar no ar uma eventual investigação em curso, favorecendo a sua narrativa e o enviesamento do caso e utilizando para isso uma redacção ardilosa ou mesmo manhosa (o que significa uma queixa “estar” no DIAP? Pode incluir “estar” (arquivada) no DIAP? Num caixote do lixo? Numa gaveta? Ou em fase de inquérito?”

Uma coisa dou como certa, Jornalismo, não é de certeza e a ética não se faz assim.

Percebo a banhada autárquica que se aproxima do PSD e até imagino como gostariam de recuperar Gaia, mas não creio que seja a sul do Porto que a cavalgada de Rui Rio para a liderança laranja vai ser questionada. A derrota do PSD e de Passos Coelho vai mesmo acontecer e Rui Rio vai chegar lá, mas não creio que esse seja um problema de Gaia. Logo, não creio que este tipo de notícias tenha uma génese partidária. Nacional, claro. [Read more…]

Até na mensagem de Natal, Passos?

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Na mensagem de Natal dirigida aos fiéis da São Caetano à Lapa, Pedro Passos Coelho voltou a faltar à verdade, ao afirmar que o seu partido não alinha em “encenações, opacidade e ocultações. É claro que, e porque ainda existe esperança para o PSD, nem todos os militantes daquele partido alinham ou alinharam nos vários casos em que Passos Coelho ou alguns dos seus mais próximos colaboradores alinharam em “encenações, opacidade e ocultações”. Politicamente moribundo, o ainda líder do PSD atravessa inclusive um momento em que a oposição interna finalmente decidiu sair do armário e iniciar uma pequena rebelião com intuito de depor o comandante-chefe laranja. É o golpe de Estado. [Read more…]

Um esgoto com eco na Distrital de Lisboa do PSD

Há um site de anónimos, um tal Direita Política, que nem link merece, que é um autêntico esgoto de mentiras e manipulações óbvias. Está, de alguma forma, ligado ao PSD, já que toda a propaganda difundida é em prol deste partido, seja pelo enaltecimento dos soundbites laranjas, sejam por sistematicamente procurar denegrir os partidos à esquerda.

O nível de baixaria é estratosférico e essa deve ser a principal razão para nenhum dos tristes assinar o que escreve. Agora que Mário Soares está internado, o último vómito regurgitado foi de exaltação face à sua doença.

Poder-se-ia pensar que tais porcarias fossem ignoradas oficialmente pelos partidos – oficiosamente já vimos que não o são -, mas não é o caso. São partilhadas na página da Distrital de Lisboa do PSD. Não uma vez, mas recorrentemente.

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Com que então, agora o Tribunal Constitucional já não é um empecilho

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Os blogues da direita relatam a coisa: o PSD quer fazer queixinhas ao Tribunal Constitucional. Ainda há pouco tempo, o TC era uma instituição retrógrada e a transformar numa  “Secção Constitucional” do “Supremo ou da Relação”.

O líder parlamentar do PSD [Luís Montenegro] admitiu, em entrevista à Rádio Renascença, a possibilidade de extinguir o Tribunal Constitucional

“O PSD já teve um líder que o defendeu [a extinção do TC]” 

Teresa Leal Coelho disse que o deputado tinha no currículo a “mancha” de ter sido juiz do Tribunal Constitucional

Decisão exige “coragem política”, diz Noronha Nascimento: Presidente do Supremo defende extinção do Tribunal Constitucional

Ter memória é chato.

Pobre Passos, nada lhe corre bem

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Segundo o Público, que para o caso deve ser considerado uma fonte relevante, não fosse David Dinis o seu director, o candidato do PSD para a Câmara Municipal do Porto está escolhido. Trata-se de Álvaro Almeida, professor e antigo presidente da Entidade Reguladora da Saúde. Um independente.

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A confirmar-se a informação presente nesta notícia, ficamos a saber duas coisas. A primeira é que o PSD não conseguiu, entre dezenas de milhares de militantes, encontrar um candidato válido, capaz de se bater com Rui Moreira. A segunda, apesar de não ser tão afirmativa, mas antes algo que o Público “apurou”, é que Rui Rio será convidado para mandatário da campanha, naquilo que seria considerado, segundo as informações do jornal, um sinal de compromisso do potencial substituto de Passos Coelho com o partido. No improvável cenário do PSD ganhar a eleição no Porto, a vitória poderia transformar-se num quebra-cabeças para Passos: no município para o qual não conseguia um candidato do aparelho, seria um independente a resolver o problema. Com a bênção do seu mais recente pesadelo. Como se o impasse em Lisboa não fosse já mau demais. Pobre Passos, nada lhe corre bem.

Foto: Luís Barra/Expresso

Pedro Marques Lopes explica

o mais recente tiro no pé do PSD.

A demência

A líder do CDS Assunção Cristas estava na tribuna, mas da direção social-democrata nem sombra. E assim o puxão de orelhas do Presidente da República só terá chegado a Passos Coelho pelas notícias do dia.

Na evocação da Restauração da Independência, data que ontem se assinalou, Marcelo Rebelo de Sousa foi assertivo ao sublinhar que o 1.º de Dezembro é um “feriado que nunca devia ter sido suspenso”, por ser a data que em que se celebra e se celebrará “sempre” a “nossa pátria e a nossa independência”.

Palavras que ninguém do PSD ouviu no local, porque, segundo referiu fonte do partido ao DN, a cerimónia de Lisboa não era oficial. Tendo chegado ao partido – que “esteve representado em várias iniciativas que ocorreram pelo país, com deputados, autarcas e dirigentes do partido” – um convite da Sociedade Histórica da Independência de Portugal que “no mínimo, não passava de uma provocação”, justifica a mesma fonte. [DN]

Isto é no gozo ou é para levar a sério? Uma cerimónia com o Presidente, Governo e demais representantes do Estado não é oficial? Ou é uma nova variação da tese da usurpação?

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O regresso da Rosa

A Rosa reapareceu na Informação da RTP3.
É o 18 e são falsos. É o PSD de dentro, de dentro do PS.

É preciso ajudar Passos Coelho

a acabar o seu mandato de deputado com dignidade.

Passos Coelho

A Esquerda deve agora, repito, agora, defender, com os devidos recato e inteligência, o actual líder da oposição. No interesse da própria Esquerda e no interesse do país.
Eles vêm aí.

Breaking news: PSD elogia a Geringonça

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É o drama, o horror e a tragédia para os milhares de apoiantes radicalizados do PSD. Pela voz de Luís Montenegro, o maior – apesar de cada vez mais pequeno – partido da oposição reagiu aos números do INE que revelam um crescimento económico de 1,6% no terceiro trimestre de 2016. E a reacção, dado o histórico recente de paranóia e demagogia, era tudo menos expectável:

Há uma boa notícia para o país, que de alguma forma surpreende todos aqueles que perspetivavam nas últimas semanas um crescimento inferior

Claro que, convenhamos, quem perspectivou um crescimento inferior ao agora conhecido foi precisamente o PSD, que em conjunto com o partido liderado pela sua candidata à CM de Lisboa, continua a apostar todas as fichas nas potenciais desgraças disponíveis. Contudo, a retórica catastrofista não só já não colhe frutos como estará, especulo eu, relacionada com os sucessivos trambolhões que todas as sondagens têm proporcionado ao PSD. Vai daí convém trocar a cassete, gasta e sem conteúdo, e substituí-la por uma outra com maior adesão à realidade. Afinal de contas, não é todos os dias que Portugal lidera o que quer que seja na zona euro.

A alergia da direita aos direitos

73938-capitalismoDeus não está muito bem, graças a si mesmo, Marx sobrevive com dificuldades, a Esquerda vai andando e a direita está catatónica, pelo menos em Portugal.

Catatónica, mas à espreita e nunca silenciosa, que isto aqui, felizmente, é uma democracia. Nos últimos dias, dois representantes dessa amável facção falaram sobre direitos, termo que obriga os seus utilizadores à toma de doses maciças de anti-histamínicos.

Rui Rio, candidato a líder da direita, depois de ter despovoado culturalmente o Porto, vai já prevenindo que os governos deram às pessoas direitos insustentáveis, como se os direitos fossem ofertas governamentais e não consequência da justiça e da evolução da humanidade ou como se os direitos necessários fossem dispensáveis. A desonestidade intelectual da grande maioria que vem do CDS até aos órfãos da direita do PS (que é muito grande) insiste, há anos, na ideia de que o problema de Portugal está nos gastos com o Estado Social e não nos desvios de dinheiro pertencente ao Estado Social, para salvar bancos e para pagar as dívidas públicas insustentáveis e nunca sujeitas a auditorias. Rui Rio, tal como Sócrates e Passos Coelho, é apenas um empregado bancário e presidente pouco clandestino das grandes empresas que gostam de lucros elevados alimentados por salários baixos. Para Rio, o país fica no interior das salas em que se reúnem os conselhos de administração. Lá fora, estão as pessoas, espécie cujo único direito é trabalhar por pouco dinheiro e respirar baixinho, como diria Luís Montenegro. [Read more…]

Rui Rio a querer levar a água ao seu moinho

Apontou a segurança social como exemplo de direito não sustentável. Se é um direito, pode ser recusado? E o buraco da banca, foi um direito? Quanta insustentabilidade não se resume a pagar a factura do BPN, do BES e do BANIF?

Se esta sopa requentada, impregnada de discurso sobre viver acima das possibilidades, é a alternativa a Passos Coelho, então muito obrigado, mas já tivemos que chegue para uma congestão.

Rui Rio, supõe-se, não é parvo, pelo que estará consciente das críticas que afirmações destas lhe trazem. Sobra, portanto, a intencionalidade das palavras, uma espécie de declaração dirigida, não aos eleitores, mas sim àqueles que podem mexer os cordões para o fazer chegar ao poder. Esses mesmos que ganharam com a política pafiosa de empobrecimento do país. Uma proclamação simples, na qual se lê nas entrelinhas “o Passos está em queda, mas podem apoiar-me sem risco, que eu continuarei a obra.” O discurso para os eleitores virá depois, devidamente polido, como no lobo vestido de cordeiro.

O nervosismo de Carlos Carreiras

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Carlos Carreiras, um dos mais fiéis súbitos da corte passista, reagiu com incómodo à entrevista de Rui Rio, sugerindo que o ex-autarca do Porto se candidate às Autárquicas. Seria um alívio, para Carreiras, se Rio seguisse esse curso. Afinal de contas, o coordenador autárquico do PSD está a demonstrar uma absoluta falta de competência para encontrar alternativas para os dois grandes centros urbanos, e, desta forma, matava dois coelhos com uma só cajadada: mantinha o ventilador do passismo ligado, adiando a anunciada morte política do chefe, e enviava Rio para o matadouro, onde o outro Rui, o Moreira, com uma alargada base de apoio popular e partidária, o retalharia alegremente, enfraquecendo a posição do mais recente pesadelo de Passos Coelho.

Compreende-se o nervosismo de Carreiras. O fim político de Passos Coelho poderá retirá-lo da ribalta laranja e remetê-lo para o exílio político em Cascais, que não sendo propriamente o inferno na terra, não tem paralelo com o poder de ser um dos homens fortes do líder do maior partido da oposição. Os poleiros, grandes ou pequenos, deixam sempre saudades a quem vive para eles.

Foto@Jornal de Negócios

Muros e pontes

Não queria comentar isto, mas com a insistência no tema e a ridícula e empertigada interpelação que o PSD fez sobre este assunto, não resisto. Não, oh alaranjadas criaturas, os cartazes que ornam as entradas do Web Summit, que terminam com o justo propósito de “fazer pontes, não muros”, não são uma proclamação anti-Trump. Se esquecermos a gralha da primeira versão – entretanto corrigida -, esta metáfora, com esta exacta formulação ou outras muito semelhantes, é antiga como a noite. Não foi inventada por Hillary Clinton – donde a sintomática indignação do PSD que, pelos vistos, anseia por agradar ao novo chefe. Já a encontramos, implícita ou explicita, em textos antigos, em documentos de evangelização e ecuménicos, em obras de filósofos. O grande – enorme! – Isaac Newton (se os laranjas não sabem quem é,vão ao Google) escrevia “construímos muros de mais e pontes de menos”. E, só para ficarmos nos Newton, Joseph Newton escreveu, dois séculos depois, “as pessoas estão sós porque constroem muros em vez de pontes”. E até o Papa Francisco, há já algum tempo, afirmou, em Auschwitz, “lancem-se na aventura de construir pontes e destruir muros, vedações ou redes”. E não vale a pena continuar. O problema, portanto, não é da Câmara de Lisboa, oh PSD, que atacais, fogosos, sem antes procurar informação.
O problema é o da vossa arrogante iliteracia.

Afinal, o “bem-estar” dos portugueses melhorou entre 2011 e 2015

Rui Naldinho

Duarte Marques é um especialista naquilo a que comumente se chama, no jargão, bacoradas. Ele consegue ler um documento do INE de tal forma enviesado, que tudo o que dali retira é a parte que lhe der mais jeito. É uma espécie análise à José Gomes Ferreira.

Na realidade, a partir de 2014, o bem estar dos portugueses começou a melhorar face a 2011, 2012 e metade do ano 2013, porque o Tribunal Constitucional obrigou o governo de Passos Coelho a repor rendimentos, contra a sua vontade, tanto a funcionários públicos como a pensionistas. Devemos agradecer ao TC essa melhoria, e não, ao governo que Duarte Marques elogia. Mais, não tivessem os partidos da oposição levado ao organismo máximo que fiscaliza as leis em Portugal, o TC, a questão dos cortes nos rendimentos e estivéssemos nós à espera do anterior Presidente da República, ainda hoje nos manteríamos na mesma.
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Nuno Crato ao SOL: “Houve quase uma fatwa da Fenprof contra mim”

Se calhar, a incompetência própria ajudou. E o falhanço no arranque do ano lectivo 2014/2015 também.

Preço de Amigo

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© Miguel Baltazar

Afirma o insigne deputado da República e presidente da Assembleia Geral da Rádio Popular – Electrodomésticos, SA, Dr. Luís Montenegro, que a este preço António Domingues (Presidente da CGD) não seria contratado pelo PSD. Não esclarece se o contrataria a preço de amigo ou com desconto em cartão.

Numa altura em que as dificuldades materiais são tantas e a compra de gestores públicos se afigura uma despesa incomportável – há mesmo quem a considere supérflua – é de algum modo reconfortante saber que há na Assembleia da República quem realmente se preocupe em poupar.

© Fernando Timó—teo

Eis o que há a dizer sobre o deputado da “Peste Grisalha”

A heteronormatividade do virgem ofendido
Luís Aguiar-Conraria
Os tribunais são useiros e vezeiros em sentenças que limitam a liberdade de expressão e são repetidamente contrariados pelo TEDH. Se precisar, recorra a crowdfunding. Muitos, como eu, contribuirão.

Os deputados deviam sempre primar pela instrução e nortear-se pelo princípio da elevação. Não espanta que ao insulto digam não: sim à liberdade de expressão, mas sempre com educação. Não precisam de acreditar em mim, basta verem este vídeo até ao fim:

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O fim da Geringonça

O fim político de Passos Coelho aconteceu no dia em que foi criada a Geringonça. Mas o início da Geringonça marca igualmente o começo do seu fim. É da natureza das coisas.
É essa a missão do próximo líder do PSD: acabar com as veleidades da Esquerda.

A estratégia de um perdedor

Rui Naldinho

Se o domínio presencial do PSD no comentário político das televisões em sinal aberto me faz alguma confusão, pela intoxicação permanente do público sem qualquer contraditório da outra parte, no caso da blogosfera, onde existe o “livre arbítrio”, não vejo que perigo possa existir em veicularem-se opiniões de forma sistemática, a favor ou contra uma ou mais entidades, desde que elas não promovam o terrorismo, o tráfico sexual, pedofilia, tudo coisas condenadas pela Lei.

Há dezenas de blogs para todos os gostos e feitios! Cada um lê o que quer, e interage como quiser. Criar um blog não é assim uma tarefa que exija mundos e fundos. Além disso a direita tem vários blogs que não fazem outra coisa senão pura propaganda politica.

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PSD em queda livre

ppc

As sondagens, é sabido, valem o que valem. Mas quando sucessivas análises revelam uma tendência comum, neste caso o afundamento do PSD nas intenções de voto dos inquiridos, torna-se difícil de ignorar os sinais. As eleições de ontem nos Açores foram apenas mais um desses sinais, que parecem demonstrar que os portugueses se afastam cada vez mais da letargia reinante no nº9 da São Caetano à Lapa.  [Read more…]