FMI manda Expresso escrever sobre o FMI

Esqueceram-se de mais alguns títulos.

  • FMI preocupado com os salários dos professores
  • FMI excitado com os números do desemprego
  • FMI elogia combate aos incêndios florestais
  • FMI desvaloriza problemas na CP
  • FMI não encontra problemas no Serviço Nacional de Saúde

Se é para fazer fretes, que sejam bem feitos.

Dois dedos de testa

Lê-se no PÚBLICO:

UTAO estima défice de 1,6% no semestre com impacto do Novo Banco

No período de Janeiro a Junho de 2018, destaca-se “o accionamento do mecanismo de recapitalização contingente do Novo Banco”, salientou a Unidade Técnica de Apoio Orçamental

E na TSF:

Bruxelas avisa: despesas com salários e carreiras vão pesar no défice

A Comissão Europeia reitera que a situação financeira de Portugal continua “largamente favorável”, mas reforça a importância de o país prosseguir a consolidação fiscal e reformas estruturais.

Esta segunda notícia, oportunamente semeada quando se discute o orçamento de estado, leva-me a pensar se esta gentinha da política acha que não temos dois dedos de testa. A resposta é óbvia.

Quanto à primeira notícia, então esse BES não tinha sido “resolvido” sem custos para o contribuinte? Pergunte-se à dona dona Cristas, que ainda por aí anda, apesar de entretida a ver passar os comboios (descobriu-os agora, mas nós avivamos-lhe a memória: “Ex-deputado do CDS nomeado presidente da CP“).

Curvas

Augusto Moita de Deus anda entretido com umas curvas engraçadas. Aqui vai mais uma. A das pessoas que entram em modo de contenção de danos quando um tema tem potencial para queimar rabos de palha.

Sobre o apalpanço

Em primeiro lugar, tudo é taxado, seja com impostos directos, indirectos ou, na maioria dos casos, com ambos. Em segundo lugar, o aumento de impostos não tem uma ligação directa com a redução consumo. Se assim fosse, poucos andariam de carro, já que quase 70% do preço dos combustíveis são impostos.

Este tipo de artigos, uns a apalpar a reacção pública, outros a lançar veneno, são o cimento do jornaleiro que embrulha publicidade em folhas de jornal. Destes, alguns até têm preço de capa.

A tal empresária

Há certas notícias que têm cheiro, logo as denunciando. Esta que serviu de base à escalada na comunicação social, primeiro, e no PSD e CDS, depois, ou vice-versa, é uma delas.

Recorte: Facebook

Que chatice, logo agora que o boy de ascensão meteórica se tinha estreado no jogo dos ultimatos.

Todo este aproveitamento à volta da desgraça de Pedrogão Grande fede. A intenção ficou clara logo com o caso do falso suicídio, sendo o que se tem seguido um mero corolário.

Jogos de spin e contra-spin

Pelo caminho, que se lixem as pessoas. Valores mais altos se levantam, nomeadamente, o poder. Esse que uns têm e os outros perseguem.

Do lado do governo, procura-se controlar os danos resultantes da fractura exposta que é a descoordenação do Estado. Os cortes nos serviços sucederam-se ao longo dos anos e, para piorar, os governos tratam de mudar as chefias para lá colocarem os seus correligionários, o que parece ter acontecido apressadamente em Maio passado  Nada de novo, não se desse o caso de a bomba ter  explodido agora. 

Quanto à oposição, assistimos à construção da narrativa. A estratégia é repetida e consiste fazer aparecer um conjunto de teses que vão sendo repetidas aqui e ali, num círculo de soprar o spin, para depois o cavalgar. Depois da tentativa falhada de escalar os suicídios, continuam a maximizar o lado emocional da questão, agora pela contagem dos mortos. Zero de racionalidade.  Nada de olhar para as causas estruturais da falha, até porque essas não vêm de há dois anos. São transversais e é fogo que todos queima. 

Entretanto, o dinheiro da solidariedade continua a crescer em juros e capital eleitoral algures. E o Estado já virou os holofotes para o que arde presentemente, deixando as cinzas para mais tarde – quem sabe se não as levará o vento. Pobres daqueles que apenas são gente para o Estado no momento de pagar impostos e de apelar ao voto.

Pergunta para um milhão

Porque é que dois jornais espanhóis entraram no jogo político da direita ibérica?

O «spin» dos 10 mil milhões funcionou

Ninguém mais quis saber dos sms do Centeno (estão bem é uns para os outros).

O perdão fiscal e o boletim económico inconveniente

Ainda o perdão fiscal estava quentinho, a sair do forno ministerial, e já o PSD tinha descoberto tudo.

Todos os portugueses já tinham compreendido que a execução orçamental para o presente ano não estava a correr bem. O Governo finalmente reconheceu-o. E reconheceu hoje ao admitir que necessita de uma receita extraordinária. Caiu a máscara ao Governo“, vincou o deputado do PSD Duarte Pacheco, em declarações aos jornalistas no parlamento. (via TVI24)

Duarte Pacheco deu, ainda, mais uma larga passada na sua tese, afirmando que “esta é provavelmente a primeira das medidas adicionais que o Governo precisa enviar para Bruxelas para evitar sanções“.

Mas não é que o spin lhe saiu pela culatra? O Banco de Portugal, anunciou hoje, no Boletim Económico de Outubro, onde não é tido em conta este perdão fiscal, que um défice de 2,5% do PIB em 2016 é um objectivo exequível.

A estalada assentou de tal forma que Passos Coelho lá tratou de arranjar hoje outro assunto onde bater, algo que não fosse o défice a que ele nunca, nem de perto, se aproximou.

As más notícias já não são de confiança, é o que é.

Adenda: leio noutra noticia entretanto saída que a tese da máscara também foi usada por Passos Coelho. Parece que, afinal, o spin é para avançar, independentemente da realidade.

Como transformar uma boa notícia em má notícia

Simples. Usa-se um “mas” para diminuir o que houver de positivo.

Censura no Facebook de Marco António Costa

Comentário apagado da página de Marco António Costa

Comentário apagado da página de Marco António Costa

Por duas vezes deixei um comentário num post de Marco António Costa e por duas vezes ele o apagou. A imagem acima é uma cópia desse comentário, quando colocado pela segunda vez. O post em causa é este: [Read more…]

Manual de Spin – Versão da Direita

JN e as bolas de berlim

A história é simples. Uma foto de um vendedor de bolas de berlim a ser entrevistado por um reporter do JN circulou no Facebook e arredores como estando a ser multado por um fiscal das finanças. Seguiu-se muita exaltação e a afirmação categórica de o mal ter encarnado em forma de geringonça. Dias antes tinha sido o escândalo de se querer taxar o sol, outra notícia plantada para gerar escandaleira.

A técnica também é simples. Pega-se em algo plausível, atiça-se a indignação e matam-se dois coelhos com uma cajadada, o de se ganharem clicks e o de se malhar na esquerda. Se é verdade ou não, pouco importa depois de ser atingido o objectivo.

A equipa “Maria da Luz” parece continuar em laboração.

(continua)

Não, os ingleses não foram aos magotes pesquisar no Google o que é a UE

brexit

Na sexta-feira, estava o abanão do Brexit ainda fresco quando o Washington Post escrevia que “muitos britânicos poderão nem saber em que é que votaram”, num artigo com um título desdenhoso afirmando “Os britânicos estão a pesquisar freneticamente  sobre o que é a UE, horas depois de votarem pela saída“.

No entanto, a notícia espalhada pelo Washington Post, e amplamente disseminada, é falsa. Este jornal baseou-se num tweet gerado pela ferramenta Google Trends, a qual analisa em tempo real o que é que as pessoas estão a pesquisar. [Read more…]

Actividade económica mantém queda iniciada no governo de Passos Coelho

O título deste post, propositadamente provocatório, é factual, como veremos mais à frente, e poderia ser uma alternativa àquele que o Jornal de Negócios fez há dias, numa machete digna de susto. Camilo Lourenço, jornalista de economia, logo atestou, pelo sarcasmo, que a coisa estava feia.
 
2016-06-17 camilo lourenco fb
Depois lemos o artigo, vemos os gráficos incluídos e concluímos algumas coisas.

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Às vezes, o tiro sai pela culatra

2016-06-16 tiro pela culatra

Recordando:

ADSE: «(…)o Tribunal de Contas refere que, em Setembro de 2015, a ADSE usou excedentes gerados em 2014 e receitas próprias de 2015 para pagar mais de 29 milhões de euros ao Serviço Regional de Saúde da Madeira que resultou da utilização de unidades de saúde por beneficiários da ADSE entre 2010 e 2015. O Tribunal considera que dois secretários de Estado do anterior Governo “comprometeram dinheiros da ADSE para fazer face a uma despesa que é do Estado e que devia ter sido satisfeita pela dotação orçamental do SNS.”»

CGD: “A Caixa Geral de Depósitos tem, pelo menos, 1.300 milhões de euros em risco no resgate ao Novo Banco.”
O BES foi só mais um prego entre os tiros que o antecederam (p.ex. BPN) e que lhe sucederam (p. ex. BANIF). Um mealheiro do bloco central.

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Aprovado após


O destaque do Metro de hoje foi para o número de alterações que o orçamento teve até ser aprovado. A repetição, portanto, dos pacotes de texto, perdão, notícias, criadas nos laboratórios da direita, para colarem uma imagem de amadorismo à governação. Junta-se à estratégia o uso de diversos epítetos, como geringonça, esquerda radical, habilidosos e só falta dizerem ilegítimos, apesar de a cada arroto se ouvir falar de uma suposta usurpação. Se prejudica a imagem do país perante os sacrossantos mercados? Claro que sim e aí reside o sonho húmido da direita. Esperar que o pior aconteça, para poderem voltar ao poder. Portugal à frente, my ass.

Podiam os metros de papel impresso trazerem uma notícia diferente? Sem dúvida. Poderiam falar da procura de consenso para chegar ao resultado. Muitas vezes se fala em prepotência na governação. Ter um governo que é obrigado a negociar é a maior garantia de se ter o interesse geral à frente de agendas ideológicas.

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Bilhete do Canadá – coisas que se dizem

Prós e Contras – esta semana discutiu os bancos. Ressaltaram três nomes de lucidez e coragem: Ricardo Cabral, Marco Ferreira Capitão e Carlos Firme.

José Vitor Malheiros  diz que  A UE não nos inspira nem nos mobiliza. Pelo contrário: cada vez mais envergonha-nos.

Dinheiro chinês para Diário de Notícias, Jornal de Notícias e TSF – haja maneira de os pôr de olhos em bico. Coisa gira.

Duarte Marques ataca  governo  pela demissão do presidente do CCB – este grunho de Mação sabe o que é Cultura?

Deputado Amaral (CDS) considera incorrecto o “empurrão” dado a António Lamas – perdeu a memória. Já se esqueceu do empurrão que deu, com o punho fechado, nas costas de Maria José Nogueira Pinto por esta ter posto o dedo no nariz do Portas.

Conselho Superior de Finanças Públicas  é independente  – é o que garante a imprensa dita de referência. Porque é que eu tenho a desconfiança de se tratar de um quarto independente com porta para a escada? No caso, Santana à Lapa.

Passos Coelho garante que fracasso do Governo não terá que passar por eleições –  Pois. Ele aparece  e o país inteiro, em delírio, entroniza-o. É assim que “eles” começam. Depois pensam ser o Napoleão.

Assunção Cristas está preocupada com o orçamento – assim declarou, entre bolinhos e copinhos, numa feira.  Enquanto ela anda entretida com esta preocupação, o Nuno Melo vai andando, caladinho,  e faz-lhe a cama à meia volta.

Umas pastilhas resolvem isso

Fotografia: Luís Carregã

Pelos corredores da direita circula um novo spin que procura colar Costa a Marcello Caetano. A tese? Costa foi para o YouTube falar aos portugueses, logo há base para evocar as Conversa em Família, como aqui se fez, por exemplo.

Mas se é para usar o argumentário ad dictatorem, ninguém levará a mal que recordemos o homem que teve Salazar como suporte. Pois não?

Nota: Alguém que avise o Obama que ele não inovou e que, apenas, teve mau gosto ao imitar Marcello.

Cavaco e as falsas opções de escolha

O mundo comentador tem andado animado sobre o que Cavaco irá decidir. Irá dar posse ao governo PS apoiado pelo PCP e pelo BE? Ou irá manter o governo do PSD/CDS em gestão? O fiel da balança, dizem, está naquilo que o Cavaco considerar mais estável. Esta é uma falsa questão.

  1. Imaginemos que Cavaco considera que um governo PS/PCP+BE é instável. Neste caso, manterá o governo PSD/CDS em funções e haverá eleições lá para Março.
  2. Por outro lado, vamos supor que Cavaco considera um governo PS/PCP+BE estável e mandata Costa para formar governo. Imaginemos ainda, neste cenário, que, afinal, este governo de esquerda não será estável. Então, se as coisas correrem muito mal, haverá eleições lá para Março, assim se caindo na situação 1. Se correrem mais ou menos poderá haver eleições lá para o meio do mandato, o que corresponde a uma situação melhor do que a 1. E se tudo corre bem, haverá daqui a quatro anos, e a situação é muitíssimo melhor do que a 1.

Note-se que, para se avaliar se uma situação é melhor ou pior, se está a utilizar o padrão Cavaco, segundo o qual importa ter estabilidade.

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É que o problema é exactamente esse

maria luz 5

O perfil falso a vangloriar-se do trabalho feito

Consegue a esquerda fazer chegar as suas mensagens ao mais comum dos cidadãos? Será que apenas alcança – em debates, publicações e iniciativas – circuitos e universos («reais» ou «virtuais») demasiado restritos? Com a ilusão de comunicar de forma ampla, quando na verdade não sai dos aquários em que se move, mobilizando essencialmente os «mesmos de sempre», as militâncias e os já convencidos? [Nuno Serra]

Blogs e outros meios funcionam em circuito fechado, para um público que já está informado, seja ele de esquerda ou de direita. Trocam-se argumentos mas não se convence ninguém, já que cada um tem as suas posições bem cimentadas, tenha ou não razão. Ambos os lados esperam convencer uma suposta audiência, mas têm, eles mesmos, as suas opiniões congeladas.

Há uma enorme massa populacional que não acompanha o dia a dia do país. Possivelmente, com os pacotes de TV por cabo e com a Internet a comer audiência à televisão, nem sequer segue os noticiários dos canais abertos. E quando segue, convenhamos, pouco fica a saber, pois estes optam por um formato de repetidor de mensagens dos diversos protagonistas, sem um trabalho complementar de validação da mensagem. É mais barato. E poderá haver colagem ao poder, mas será sempre ao poder estabelecido, seja de direita ou de esquerda.

Como é que se chega a esta massa? Com mensagens simples e simplificadas. A coligação fê-lo com mensagens falsas. Contou com um verdadeiro exército, composto por três vértices: [Read more…]

Grandes títulos

“Infra-estruturas de Portugal melhora prejuízos para 12,3 milhões” [i]. Só falta falar da segunda derivada, como o outro.

PPP fiscais

As PPP são uma forma de fazer obra, colhendo os dividendos eleitorais, mas deixando a factura para outros pagarem. Já aquilo a que a malta da coligação chama de PPP sociais é um spin para dar a ideia de que se está a fazer algo que tem antecedentes, quando na verdade é “apenas” a privatização da Segurança Social, algo novel, portanto.

Mas este governo está a fazer uma coisa tipo PPP e que, de facto, é uma reedição do passado. Falo deste suposto reembolso fiscal, a realizar no ano que vem, caso este ano corra bem. Tirando o facto de não termos tido um único governo que não tenha recorrido a orçamentos rectificativos e, portanto, as “coisas” nunca correram bem, estamos perante uma situação em que um governo faz usufruto de dinheiro no presente,  deixando a responsabilidade de pagar para quem vier a seguir (se etc. e tal).

Tal e qual as PPP. Basta, aliás, ver toda a propaganda feita à volta desta suposta futura devolução (que promessa mais frouxa!) para se comprovar que há dividendos eleitorais em causa. Mas há outros, nomeadamente os de tapar buracos nas contas, graças ao excesso de impostos, camuflando os problemas.

Um governo que estivesse de facto preocupado com a economia e confiante no sucesso das suas políticas teria de imediato baixado os impostos, capitalizando um verdadeiro ganho eleitoral. Não o fazendo, temos que concluir que não está preocupado com a economia ou, alternativamente, não tem confiança nos seus resultados. E, não o fazendo, está, como referido acima, a aplicar o princípio das PPP: quem vier a seguir que se amanhe.

Agora, gente da oposição, é só pegar nestes parágrafos escritos em cima do joelho e construir um discurso. Não têm de quê.

Fact check

(clicar para ampliar)

A malta que apoia o governo fez um boneco com o que eles gostavam que pensássemos do programa do PDS/CDS. Só se esqueceram de ter em conta a realidade.

Adenda: diagrama original

Que jeito que daria se fosse uma campanha suja

Infelizmente, o único que sujou alguma coisa foi o próprio. Que do alto do seu moralismo cínico andou a pregar para os outros o que não praticou.

Cofres cheios…

cofres cheios

Eis que o PSD encontrou a sua causa fracturante em tempo de eleições

desconfianca

Enquanto se fala dessa base de dados de pedófilos não se fala do estado do país. É a causa fracturante laranjinha, devidamente musculada comme il faut a uma direita que se preze, na mesma linha usada por Sócrates para ocupar o vazio da política, esse mesmo que resultaria de não se querer falar do que se fez e do que se vai fazer. Junta-se ao tema presidenciais. Haja chouriços para encher, que isso de Direito é coisa de piegas.

A armadilha

Quem siga a politiquice terá reparado no recorrente tema “presidenciais”. Guterres avança? E Marcelo? Santana acha mesmo que se esqueceram da incubadora? E aquela personagem do Batman irá a votos? Enfim, uma novela recorrentemente alimentada por PSD e PS.

Compreende-se que assim seja, já que essa é a próxima eleição. Ou não será esse o caso?

Pois o caso é, de facto, outro. A seguir teremos eleições legislativas, das quais pouco se fala, sendo a agenda mediática alimentada com uma eleição secundária neste momento.

É uma estratégia que interessa simultaneamente ao governo e ao PS. Ao primeiro para adiar a discussão do que será o próximo programa de governo e ao segundo para adiar a discussão do que será o próximo programa de governo. Ambos procuram fugir da explicitação do que será a sua futura governação, a saber, a continuação da política de mais impostos, mais cortes e mais privatizações.

E quanto menos se falar do que vão fazer mais manso andará o povo, sem que cresça espaço para uma solução Syriza por cá. Infelizmente, ainda vamos sofrer muito até que o arco do poder caia.

Expresso time machine

Explicação: [Read more…]

Filhodaputalogia

O cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico está fartinho de disfarçar e atenuar o facto cristalino de Sócrates ter gamado em comissões, directa ou indirectamente, centenas de milhões de euros ao Estado, parte dos quais foram colocados em offshores em nome de familiares seus: vem no Correio da Manhã, tipifica o modo de contornar todas as eventualidades próprio dos variadíssimos corruptos impunes, imunes, intocáveis, protegidos, que temos por aí. O cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico disfarça retoricamente o mais que possa que Sócrates se rodeou de escroques e meliantes, pelo menos nas onerosas assessorias, como a do cabrão brochista anónimo e assessor socratesiano típico «Luís, estou bem assim ou assim?» para vender chouriços de patranha e optimismos fode-contribuinte, pelas TV, homilias rascas pelas TV, sermões gesticulatórios de encher, pelas TV, e assinar contratos comissionistas com empresas amigas, bancos amigos, contratos esses que lesaram o País em milhares de milhões de euros e destruíram o desafogo fiscal das próximas gerações. [Read more…]

A inércia

imageUma das características das máquinas é a sua intrínseca inércia, que as faz continuar a trabalhar durante algum tempo, mesmo depois de finda a energia que a alimenta. Dizem que o PS teve uma enorme máquina de campanha e eu acrescento que a respectiva  ignição aconteceu  logo em 2005 e que, sem dúvida, continua a funcionar.

Logo na segunda-feira foi Ana Gomes com as suas declarações bombásticas; na terça-feira, de repente, o ministério das finanças fez sair um documento sobre as medidas que o Governo e o Banco de Portugal irão implementar até ao fim do ano à conta da troika; nesse mesmo dia à noite, Teixeira dos Santos saiu da toca e apareceu a falar na TV; também na terça-feira, a Antena 1 descobriu uns peritos que vieram falar sobre o fim da ADSE, também por causa da troika.

Onde estavam estas pessoas apenas há uns dias? Que súbito conhecimento adquiriram, que no domingo não tinham mas agora fazem chegar à comunicação social?

A máquina da propaganda continua embalada. É da inércia.