a greve virada do avesso

o povo apoia ao Presidente do Chile em 1972 contra a greve dos burgueses

Confesso ter sido grevista, mas de greves viradas do avesso. Não foi por acaso, como narro em outros textos meus, que organizei sindicatos quando morava no Chile, mais de 40 anos antes de este dia de greve em Portugal. Sindicatos rurais e industriais. Todos eles contra o patronato dos proprietários dos meios de produção que pagavam mal, as vezes esquecias esse pagamento, despediam a o seu amanho, contratavam à sua laia, o operariado para eles era apenas força de trabalho. Força de trabalho não como a definida por Karl Heinrich Pembroke Marx, essa que ele associava a mais-valia dos proprietários dos meios de produção. Era simplesmente força de trabalho, serviam para todo. A Revolução Francesa não tinha passado pela América Latina, ou, si passara, foi rapidamente esquecida. A liberdade de procurar meios de produção, não existia, porque esses meios eram raros e escassos. A fraternidade, apenas nas Missões que pessoas como os membros da minha família organizava para converter aos trabalhadores em servos obedientes e submissos à divindade, porém, ao patrão que, a olhos dos que nada tinham, era o seu representante na terra. Bem sei por ter participado em missões de católicos nas terras da nossa família, apenas que eu ia falando de forma diferente ao dos padres missionários, em presença deles. Referia como o trabalho era mal pago, como não havia leis de protecção aos trabalhadores, como a divindade não punia aos transgressores donos, mas sim aos que produziam mercadorias, mal paga e sem mais valia, que era para o patrão. Os sacerdotes católicos não entendiam esse o meu discurso,

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