Hoje dá na net: Elis

Elis Regina ao vivo, em 1973. Se fosse viva, a Pimentinha, hoje, estaria a recuperar da festa de anos de ontem, depois de completar 67 anos.

Elis Regina, a água de março

Tardia homenagem a ELIS REGINA

Completaram-se ontem 30 anos do desaparecimento de Elis Regina; para mim e para muitos, muitos mesmo, a melhor cantora brasileira de sempre. Como, de resto, foi assinalado pelo ‘Expresso’.

Apesar do atraso de um dia, não resisto a recordar Elis com imensa saudade. Tive a felicidade de a ver e ouvir no antigo ‘Cinema Roma’, em Lisboa. No espectáculo foi acompanhada pelos sons do ‘Tamba Trio’, tendo-se exibido também o cantor Jair Rodrigues – foi uma espécie de reprodução do programa O Fino Bossa, uma parceria de sucesso na TV Record.

De voz de sonoridade especial e expressiva, naturalmente entrelaçada no ritmo e na poesia das canções, Elis volatizava com talento e alma as emoções do que cantava.

Hoje encheria certamente uma grande sala. Grande até demais para o êxtase intimista provocado pela sua voz, naquela noite do início dos anos 70; um arrebatamento que me dominou, mas impossível de traduzir por palavras.