Regresso em grande…

Aí está o muito aguardado álbum da banda de Thom Yorke… Para aqueles que como eu sabe a pouco ouvir uma música dos Radiohead, podem clicar aqui

Celebrar a Europa

Filhos e Pais, juntos, em Palco. Para celebrar a Europa.

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Dia 30 de abril no Europarque. Rigorosamente a não perder (vídeo).

Crónicas do Rochedo VI – Música

Enorme…


Descobri Bowie ainda na adolescência, durante a fase Berlim. Nunca mais deixei de ouvir o camaleão. Deixo aqui a minha homenagem a alguém que nunca cedeu a tendências. Como fã apenas lhe posso dizer obrigado. R.I.P.

Um feliz 2016

A todos os autores, comentadores e leitores do Aventar. Deixo aqui para quem não conhece C. Duncan, uma música do álbum “Architect”, a meu ver dos melhores de 2015.

Feliz Natal

Desejo a todos os autores do Aventar, comentadores e leitores, sem excepção…

Madonna ama o pai

 

Andávamos na primária e a canção da moda começava com um bucolismo ingénuo – “Adoro o campo as árvores e as flores / jarros e perpétuos amores” – e depois adensava-se em enigmáticas referências à fauna do bas fond. A Sónia Maria perguntava-me:

–  Tu sabes o que são “pedrastas”?

E eu encolhia os ombros e respondia que devia ser uma espécie de pedregulho, qualquer coisa que se chuta e rola pela encosta.

Íamos completando as letras das canções de que gostávamos na sebenta, e cantarolávamos todo o dia, ainda longe dos walkmen e dos mp3 que me trouxeram tantas horas de felicidade, tão providencial consolo, e uma irremediável redução da capacidade auditiva. Fazíamos a coreografia do “Walk like an egyptian”. Cantávamos numa língua que soava a inglês mas não o era. Aliás, se alguma vez aprendemos inglês foi para entender as letras das canções, o resto foi ruído.

Bem, mas foi por então que apareceu o enigmático “Papa don’t preach”. Não sabíamos o que era “don’t”, muito menos “preach”. A “Papa” chegávamos e não levávamos a coisa para o Vaticano porque tínhamos visto o videoclip e percebíamos que não era por aí. Inglês só teríamos a partir do 5º ano, e se era certo que poderíamos perguntar a um adulto que entendesse alguma coisa, muito melhor era tentar adivinhar. O “preach” era particularmente intrigante. Não chegámos a nenhuma conclusão. Passaram os dias, já ouvíamos outras canções, quando a Sónia Maria aparece triunfante, com uma foto da Madonna recortada da Bravo, e com os olhinhos brilhantes sob a franjinha que sempre lhe conheci. [Read more…]