Sons do Aventar

RIP

Ele é tão evidentemente estúpido… É um rufia, um cão, um porco, um aldrabão, um artista da mentira, um vadio que não sabe do que está a falar

E quem o disse foi o Robert de Niro. É esta capacidade que os homens das artes têm: expressar o que nós temos dificuldade em dizer. E, tudo o que se possa dizer sobre o imbecil do Trump será pouco, mas os U2 também já nos ajudaram a expressar o que vai na alma do Mundo perante tal personagem.

Excitante

Da melhor música que se faz em Portugal. Com a colaboração de Brian Eno.

Music is my drug…

Estou a ficar velho! É a conclusão que retiro quando dou conta terem passado 20 anos desde o lançamento de Placebo, álbum de estreia da banda londrina com o mesmo nome, fundada pelo genial Brian Molko & Stefan Olsdal… A 7 de Outubro sairá o álbum A Place For Us To Dream,” que revisitará a carreira desta banda que conta várias passagens por Portugal e uma legião de fãs de Norte a Sul…

Regresso em grande…

Aí está o muito aguardado álbum da banda de Thom Yorke… Para aqueles que como eu sabe a pouco ouvir uma música dos Radiohead, podem clicar aqui

Celebrar a Europa

Filhos e Pais, juntos, em Palco. Para celebrar a Europa.

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Dia 30 de abril no Europarque. Rigorosamente a não perder (vídeo).

Crónicas do Rochedo VI – Música

Enorme…


Descobri Bowie ainda na adolescência, durante a fase Berlim. Nunca mais deixei de ouvir o camaleão. Deixo aqui a minha homenagem a alguém que nunca cedeu a tendências. Como fã apenas lhe posso dizer obrigado. R.I.P.

Um feliz 2016

A todos os autores, comentadores e leitores do Aventar. Deixo aqui para quem não conhece C. Duncan, uma música do álbum “Architect”, a meu ver dos melhores de 2015.

Feliz Natal

Desejo a todos os autores do Aventar, comentadores e leitores, sem excepção…

Madonna ama o pai

 

Andávamos na primária e a canção da moda começava com um bucolismo ingénuo – “Adoro o campo as árvores e as flores / jarros e perpétuos amores” – e depois adensava-se em enigmáticas referências à fauna do bas fond. A Sónia Maria perguntava-me:

–  Tu sabes o que são “pedrastas”?

E eu encolhia os ombros e respondia que devia ser uma espécie de pedregulho, qualquer coisa que se chuta e rola pela encosta.

Íamos completando as letras das canções de que gostávamos na sebenta, e cantarolávamos todo o dia, ainda longe dos walkmen e dos mp3 que me trouxeram tantas horas de felicidade, tão providencial consolo, e uma irremediável redução da capacidade auditiva. Fazíamos a coreografia do “Walk like an egyptian”. Cantávamos numa língua que soava a inglês mas não o era. Aliás, se alguma vez aprendemos inglês foi para entender as letras das canções, o resto foi ruído.

Bem, mas foi por então que apareceu o enigmático “Papa don’t preach”. Não sabíamos o que era “don’t”, muito menos “preach”. A “Papa” chegávamos e não levávamos a coisa para o Vaticano porque tínhamos visto o videoclip e percebíamos que não era por aí. Inglês só teríamos a partir do 5º ano, e se era certo que poderíamos perguntar a um adulto que entendesse alguma coisa, muito melhor era tentar adivinhar. O “preach” era particularmente intrigante. Não chegámos a nenhuma conclusão. Passaram os dias, já ouvíamos outras canções, quando a Sónia Maria aparece triunfante, com uma foto da Madonna recortada da Bravo, e com os olhinhos brilhantes sob a franjinha que sempre lhe conheci. [Read more…]

Sugestão musical

A minha primeira sugestão musical em 2015 vai para o 3º single daquele que foi para mim o melhor álbum de 2014. Infelizmente não consegui estar em Portugal no passado mês de Novembro…

A todos

Os leitores e autores do Aventar desejo um Feliz Natal.

Ainda não terminou, mas…

2014 é para mim o ano de Mike Hadreas…

Imperdível

Para todos os que gostam de boa música

Explicação aos Músicos

Hoje, no Dia Mundial da Música, acompanhamos as notícias que dão conta das políticas insensíveis e boçais de que são vítimas os Conservatórios deste país. E se a proximidade e os afectos me fazem lamentar, desde logo, a situação no Conservatório de Coimbra, o que vejo e ouço faz-me solidário com todos os que sofrem idênticos ataques. Um governo que, ostentando a perversidade dos estúpidos aliada à persistência bronca dos obcecados, nem sequer consegue fingir a ilustração com que outras direitas poliam os seus desvarios, levanta-nos a inevitável pergunta sobre as razões de tanta cegueira. O Vate, da lonjura dos tempos, explica-nos:

O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, conjuras e rapinas.
(William Shakespeare)

É o caso.

Música da semana – VII

Uma vez mais destaco o talento do inigualável Mike Hadreas.

Sons do Aventar :: U2 :: Songs of innocence

Songs of innocence

Songs of innocence

 

Já uma vez escrevi: os U2 até podiam lançar um disco de fados que eu o compraria para juntar à minha colecção. Porém, uma coisa é coleccionar. Outra é gostar. E sou assaltado por justas dúvidas da qualidade que teria tal obra.

As mesmas dúvidas que tenho com os últimos dois álbuns dos U2 (“How to dismantle an atomic bomb” de 2004 e “No line on the horizon de 2009”). Nem me atrevo a comparar com “War” de 1983, “The Unforgettable Fire” de 1984 ou “The Joshua Tree” de 1987 – estes dois últimos são os meus preferidos sendo que se fosse obrigado a escolher “o melhor” não teria qualquer dúvida: “The Joshua Tree”. Ainda hoje é obrigatório na minha playlist e a ele volto sempre que me apetece ouvir boa música. Ou seja, todos os meses.

Esta madrugada fui surpreendido com uma prenda da Apple: descarregaram automaticamente e de borla o novo trabalho dos U2, “Songs of Innocence”. Não teve nada de inocente. Uma borla que serve todas as partes envolvidas: os U2 pela promoção e sabendo que nos tempos que correm não é a vender música que se ganha dinheiro (é a vender concertos), a Apple que sabe como poucos publicitar os seus produtos sem gastar grande coisa em publicidade e eu que, independentemente da qualidade da obra, teria de a adquirir na mesma.

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Música da semana – VI

Continuando a explorar o inesgotável filão de boa música da escandinávia, esta semana escolho Agnes Obel.

Música da semana – V

A Escandinávia parece ser um inesgotável filão de excelente música…

 

Música da semana – IV

Novo álbum do músico de Bristol será colocado à venda no próximo dia 08 de Setembro.

Vítor Rua: o que ser músico significa

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Imagem daqui

A TSF tem uma rubrica chamada «A Playlist de…» (e a palavra playlist estraga logo tudo). Toda a sorte de mais e menos famosos entregaram já nas mãos da TSF as suas preferências musicais, confidenciando na rádio as histórias e razões ligadas às escolhas que compõem a dita … playlist, assim chamam na TSF à música da vida das pessoas. A ideia – pôr no ar música escolhida por quem a ouve e gosta dela, pelas razões particulares que nos ligam às coisas – é em si boa. É o tipo de programa que fica sempre bem numa rádio que quer ser o espelho da sociedade a que as suas emissões se destinam. É também um dever de pluralidade e de memória, em favor da música de diferentes gerações. A música que cada um ouve é uma parte de si. Para aqueles que não se importam de a partilhar, uma rubrica assim vem a calhar – e sortudos os que possam ouvir com agrado, e se possível empatia, essa música de razões subjectivas que a rádio transmite.

Mas a música que cada um ouve é também uma caixa de mistério, uma escolha que em princípio não responde a nenhuma razão mercantil, e que habitualmente não passa na rádio. Isso é bom, uma lufada de ar fresco na névoa pesada e repetitiva da música para grande consumo com que constantemente nos moem o juízo (mas não foi sempre assim). Claro que melhor ainda seria a rádio deixar-se justamente de playlists, que não servem nem a música nem os verdadeiros músicos (que também os há falsos, em grande número até), mas os interesses intermediários e parasitas da criação musical e das indústrias que gravitam em torno dela. Sucede que a dado passo também as rádios sucumbiram aos imperativos dos mercadores de discos, concertos e cervejas, e estragaram tudo (mas a XFM existiu mesmo, e não é possível esquecê-la).

Vem tudo isto que já vai longo a propósito da entrevista que Fernando Guimarães, homem da rádio e também do Aventar, fez a Vítor Rua, uma pessoa que aposto que jamais aceitaria participar numa rubrica chamada «A playlist de…». [Read more…]

Música da semana – III

Último single do álbum “Morning phase”, o 12º em estúdio na carreira do californiano Beck Hansen, músico que já passou diversas vezes em Portugal e que tive a grata oportunidade de assistir ao vivo…

Música da semana – II

-Já com alguns anos de carreira, a londrina Lily Allen é a minha escolha da semana.

Música da semana

Impressionante a quantidade de boa música com origem em Seattle. Para quem não conhece, recomendo Mike Hadreas,conhecido na indústria musical como Perfume Genius…

Expulsar ciganos com música

O autarca de Landen (Bélgica), Gino Debroux, queria expulsar um grupo de ciganos que acampou na cidade. A conversa com o líder da comunidade não correu bem e o autarca lembrou-se de contratar um DJ para pôr música a tocar a 95 decibéis junto do acampamento.

Acontece que o DJ escolheu começar com o “Sultans of Swing” e o resultado foi pôr a criançada toda do acampamento aos pulos. [Read more…]

Sons do Aventar – The National – Primavera Sound Porto

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Escrever sobre o concerto dos The National na noite de ontem no NOS Primavera Sound do Porto não é fácil. Acreditem. Nada fácil. Por isso este vai ser longo…

O Parque da Cidade (Porto) é especial e quem “descobriu” o seu potencial para um festival como este merece receber as “Chaves da Cidade” numa próxima cerimónia da CMP ou mesmo uma Comenda pelas mãos do PR. O local é irreal de tão bom. A fauna não fica a dever muito ao espaço. São poucos os festivais que se organizam por cá onde se consegue assistir a concertos sem ter de aturar hordas de bêbados ou teenegers histéricos/as a tudo o que acontece e ao que ainda está para acontecer. Isso e malta de costas para o palco na conversa, literalmente a marimbar-se para a música e a incomodar quem está ali pela música, como acontece em demasia no SW. Aqui, tirando uma ou outra excepção, estamos todos pela música aproveitando o espaço e o ambiente. É por isso que, juntamente com Paredes de Coura, este é o “meu” festival. A escolha das bandas é de excelência e o público idem.

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Sons do Aventar – Arcade Fire no RiR

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O António de Almeida, aqui no Aventar, escreveu que nunca foi ao Rock in Rio por não apreciar o conceito. Compreendo-o. Ontem, por causa dos Arcade Fire, fui pela primeira vez ao RiR. Andei anos a resistir. Até gosto do conceito “festivais” (Paredes de Coura e o Primavera são muito bons) e apenas não conhecia o RiR. Aquilo é uma espécie de “Disneyland Paris”.

Francamente, o RiR é totalmente diferente. Ontem fiquei na dúvida: ou o RiR não é para os Arcade Fire ou será que os Arcade Fire não são para o RiR? Independentemente da velha “guerra de números” destas coisas (a organização diz que eram mais de 47 mil almas a assistir, valor que só se for com IVA e já na taxa esperada para os próximos tempos pós TC, 25%), a verdade é que foram bem menos que nos outros dias, a acreditar nos tais números. Sinceramente, os Arcade Fire são uma banda para um “Primavera Sounds” ou “Paredes de Coura” e não para um festival como este. São públicos muito distintos e tirando os “ferrinhos” da banda, o resto da malta não é apreciadora do estilo nem tão pouco da forma.

O concerto foi bom. Não tanto, na minha opinião, como afirma Vítor Belanciano. Foi bom, ponto. Não foi excepcional. E o som não estava grande espingarda, sobretudo mais atrás (o vento não ajudou). Depois de umas horas passadas sobre o espectáculo, sou levado a concluir que os Arcade Fire não são para o RiR. No fundo, pelo que me apercebi, uma parte importante também não vai ao RiR pela música e não o escrevo como uma crítica negativa. Faz parte da filosofia da coisa. Não é por eu gostar mais do “Parque Warner” que vou afirmar que o “Disneyland Paris” é mau. São diferentes.

Por isso, contas feitas, soube a pouco para quem gosta destes fantásticos canadianos.

Para quem não assistiu

Nunca fui ao Rock in Rio. Não aprecio o conceito. Mas se estivesse em Lisboa hoje, muito provavelmente teria aberto uma excepção, para assistir a uma das minhas bandas preferidas, Arcade Fire. Fica aqui um vídeo com uma pequena amostra das capacidades desta fabulosa banda canadiana.