A escultura portuguesa ficou hoje mais pobre

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A cultura portuguesa, nomeadamente a escultura, ficou hoje mais pobre com a morte de Jaime Azinheira que, para além de um escultor de referência, foi também professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde deu aulas até 2005.

Jaime Azinheira licenciou-se em Escultura na Escola Superior de Belas Artes do Porto onde fez também o seu doutoramento.

As suas esculturas salientavam-se por serem feitas em materiais frágeis, como o papel ou gesso, através de uma técnica original e única de moldagem.

Os seus trabalhos de escultura de uma enorme singularidade, cenográficos, são objectos artísticos muito expressivos.

Nos seus trabalhos Jaime Azinheira serviu-se de figuras caricatas, em situações do dia a dia, muitas vezes monstruosas, mas sempre com um lado humano muito patente.

Uma grande parte da sua obra que marca de forma indelével a escultura portuguesa pode ser vista na Casa Museu Teixeira-Lopes, em Vila Nova de Gaia e no Museu Amadeo de Souza-Cardoso, na cidade de Amarante.

Bloco de mármore

Nós temos em nós,

como um bloco de mármore para o escultor,

uma infinidade de modos de ser. E vamo-los sendo na aprendizagem da vida e

nos 1000 acidentes desse aprender.

                    

                       (Vergílio Ferreira, Pensar, 1992)

Ângelo de Sousa – 1938-2011

Ângelo de Sousa/ sem título, 2009 / acrílico sobre tela 150×115 cm.


 

Ângelo de Sousa em “Tudo o que sou capaz”