Vais pintar a eternidade com a tua liberdade, Antoni Tapiès.
Antoni Tàpies 1923/2012
Ângelo de Sousa – 1938-2011
Ângelo de Sousa/ sem título, 2009 / acrílico sobre tela 150×115 cm.
Ângelo de Sousa em “Tudo o que sou capaz”
Texto para um amigo

(jaime casais)
(Este meu amigo, arquitecto e pintor galego que vive na Corunha, pediu-me para escrever um pequeno prefácio ou texto de apresentação para um livro seu a sair em breve. Transcrevo-o aqui para aqueles que, eventualmente, se interessem por estas coisas da pintura).
JAIME CASAIS
Este livro, há muito tempo esperado, sobretudo a partir do dia em que tivemos o privilégio de ver o volte-face da pintura deste grande artista e amigo, Jaime Casais, está para breve. O amigo Jaime quis dar-me a honra de o prefaciar. No entanto, como na altura em que escrevi este texto ainda o livro estava em projecto, eu preferi dar-lhe não o título de prefácio, propriamente dito, o que implicaria uma abordagem da obra nas suas diversas vertentes, mas o nome do autor. Até porque, para mim, é mais grato falar do autor e da sua obra, mesmo sem livro, do que propriamente fazer a clássica análise de um livro. E quer o autor quer a obra são do meu profundo conhecimento. Para felicidade minha. [Read more…]
Rambo – não o dos socos o das telas
Fazer opinião sobre uma pessoa sem a conhecer é um perigo, a maior parte das vezes um exercíco injusto, e que não aproveita a ninguem.
O actor americano Sylvester Stallone, cujos filmes eram um arraial de pancadaria e que ele próprio, era um exemplo de mal representar, deu-me uma lição de todo o tamanho. O homem em pequeno foi extremamente pobre, teve uma paralisia facial, que lhe dava aquela expressão “sem expressão” ( o que para um actor…) passava o filme todos sem um riso, sem uma careta, com o ar de ser um tipo atormentado, porque outra coisa não era capaz de fazer e ía mostrando o “cabedal”.
Pois não é que Sly é um conhecedor e apreciador de arte e um pintor cotado a nível internacional?
Uma das mais importantes galerias de arte da Europa, a Galeria de Arte Moderna de Zurique, expôs sete quadros seus depois de o seu curador ter visitado o artista em Hollywood. Tinham-se conhecido um ano antes em Zurique quando Stallone, convidado para o Zurich Film Festival, foi apanhado na galeria a apreciar a arte exposta do pintor Colombiano Fernando Botero.
Muito antes de ser actor Sly, dedicava-se à pintura e assinava com Mike Stallone, mas a pintura estava fora de questão por ter uma vida economicamente tão dificil. Teve que ganhar a vida por outros meios até ser apresentado a grandes nomes do cinema que o ajudaram a dar a volta e a recuperar a paixão e o talento pelas telas.
Ao perguntarem-lhe porque nunca se mostrou como pintor, Sly respondeu : “Acho que sempre houve um estigma em relação aos artistas-cantores, artistas-actores. Compravas um “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club band” se fosse feito por um actor?
O preconceito, as ideias feitas, fazem-nos perder coisas boas da vida!
PS: pela verdade que devo aos leitores, eu não comprava porque não sei o que é.








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