Um país em estado de alerta

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O Vendaval passou. Ao início da manhã de sábado tentei ligar para os meus pais, que moram numa aldeia com nome de erva para pastagem, ali ao lado do Louriçal, a segunda maior freguesia desse concelho-charneira que é Pombal. Foi lá que eu cresci. Quando era menina a luz eléctrica ainda não era ainda para todos, nas aldeias à volta. E muitas vezes a fragilidade do sistema deixava-nos serões de lareira e candeeiro a petróleo. A água chegava às torneiras através do poço no quintal, o telefone era quase exclusivo do posto público e nem nos filmes a preto-e-branco se falava de internet. Portugal, década de 70, portanto.

Na cidade, a luz, a água, o telefone e a internet foram-se nas primeiras horas da manhã. A maioria das estradas ficou intransitável e pejada de troncos de árvore, tombadas pelo vento. Desta vez, o resto não foi o que se sabe, porque se sabe muito pouco do que aconteceu. Na era dos contactos, os jornalistas souberam muito pouco, pois que sem telemóvel nem net, não se vai a lado nenhum. Mas à medida que passaram as horas e voltaram as comunicações foram pingando fotografias por toda a parte, e então foi possível perceber o estado de calamidade, anunciado desde sexta-feira. [Read more…]