A tempestade

Nelson Zagalo

Faz hoje exatamente um ano que aconteceu a tragédia do incêndio do Pinhal de Leiria que arrastou toda a zona centro e chegou à Galiza. Na altura, foi o caos com a eletricidade, as redes móveis, assim como o apoio da Proteção Civil, para não falar dos media. Nessa altura, tanto rádio como imprensa online (TV não adianta falar), pouco ou nada ajudaram, nem antes, nem durante, nem depois. Porquê? Porque não era em Lisboa nem Porto, e no resto do país mais uma vez era fim-de-semana e não acontecem notícias ao fim-de-semana para se reportar na imprensa e rádio regionais.

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Benfica

estadio-benficaVende-se pedaço de estádio

Um país em estado de alerta

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O Vendaval passou. Ao início da manhã de sábado tentei ligar para os meus pais, que moram numa aldeia com nome de erva para pastagem, ali ao lado do Louriçal, a segunda maior freguesia desse concelho-charneira que é Pombal. Foi lá que eu cresci. Quando era menina a luz eléctrica ainda não era ainda para todos, nas aldeias à volta. E muitas vezes a fragilidade do sistema deixava-nos serões de lareira e candeeiro a petróleo. A água chegava às torneiras através do poço no quintal, o telefone era quase exclusivo do posto público e nem nos filmes a preto-e-branco se falava de internet. Portugal, década de 70, portanto.

Na cidade, a luz, a água, o telefone e a internet foram-se nas primeiras horas da manhã. A maioria das estradas ficou intransitável e pejada de troncos de árvore, tombadas pelo vento. Desta vez, o resto não foi o que se sabe, porque se sabe muito pouco do que aconteceu. Na era dos contactos, os jornalistas souberam muito pouco, pois que sem telemóvel nem net, não se vai a lado nenhum. Mas à medida que passaram as horas e voltaram as comunicações foram pingando fotografias por toda a parte, e então foi possível perceber o estado de calamidade, anunciado desde sexta-feira. [Read more…]

Convém recordar que Zeus é grego

Hollande já teve o primeiro aviso. Isto ainda acaba com o rapto da Europa.

Madeira: Será possível regressar à normalidade?

A tragédia provocada pela tempestade na Madeira é só mais uma prova da nossa fragilidade perante a natureza. Dizemos sempre isto quando as forças naturais nos afectam. Mas depressa o esquecemos quando tudo regressa à normalidade.

Mas não há regresso à normalidade para quem perdeu familiares ou amigos nesta tragédia.

Madeira: 32 mortos

Estão confirmados 32 mortos em consequência do mau tempo na Madeira. Uma calamidade sem precedentes, pelo menos que a minha memória alcance.

Como foi possível?

Madeira, mau tempo não dá tréguas.

As notícias da Madeira continuam escassas. Afirmou-nos uma leitora que não consegue contactar via telefone ou net com familiares na ilha, talvez por estarem cortadas as principais comunicações. Se acompanha a situação possibilitamos-lhe as ligações de que dispomos. Veja aqui, aqui, aqui, aqui, e ainda aqui. Algumas críticas ao ordenamento do território começam já a surgir.

Adenda: A nossa leitora Henriqueta Costa enviou-nos a seguinte mensagem:

Sou da Madeira e estou na Madeira, mais propriamente no Funchal.  O cenário é assustador até porque também aqui não conseguimos contactar com os familiares e conhecidos. Estamos em casa, neste momento sem TV, sem telefone e sem água. Esperemos que tudo se resolva depressa!

Esperemos que sim, Henriqueta. Os leitores que queiram utilizar a nossa caixa de comentários para saber ou prestar informações podem fazê-lo. O Aventar está à vossa disposição.