Assassinos a soldo matam cidadãos cancerosos na Grécia

De acordo com esta notícia, há uma rede clandestina de médicos na Grécia que trata de cidadãos – a palavra “doentes” é redutora – que, sofrendo de cancro, não têm direito a tratamento, porque não têm seguro de saúde.

Esta situação configura aquilo a que se pode chamar americanização do sistema de saúde grego e é uma parte do processo de privatização do mundo ocidental, em nome de ideologia nenhuma. É tudo comércio e é garantido que a Roma de hoje pagará a traidores.

Em Portugal, temos, também, um governo de cínicos que anda a vender a ideia de que os problemas económicos do país se devem às despesas do Estado Social, fazendo de conta que não sabem que a governação tem sido um constante desvio de dinheiros públicos, gastos em favores privados.

Mesmo que este fosse um problema exclusivamente grego, nunca deveria ser um problema exclusivamente grego, porque temos de ser maiores dos que as bestas iluminadas que se limitam a dizer que “não somos a Grécia”. A verdade é que somos muito parecidos com os gregos, uma vez que temos no governo gente como Samaras e, tal como os gregos, já começámos a perder direito à Saúde, entre outros alegados privilégios garantidos por uma Constituição cada vez mais ameaçada.

Ao negar tratamento a cidadãos que têm cancro, o governo grego está a garantir que morrem. Não há eufemismos possíveis: é homicídio. Os governantes gregos são assassinos a soldo, porque estão a ser pagos para matar.

Somos a Grécia, não tarda nada.