E vão três – o chimbalau na Bayer

É o terceiro caso em que um júri dos EUA pronuncia uma pesada sentença contra a Monsanto, colocando de rastos a Bayer, que há apenas uns meses a comprou por 54 mil milhões de euros.

Mais uma vez cancro, mais uma vez o herbicida Roundup e o seu funesto glifosato.

A primeira condenação em 81 milhões de dólares, a segunda em 290 milhões e agora em mais de dois mil milhões de dólares. A Bayer anunciou que irá recorrer da decisão e espera que os veredictos sejam anulados em segunda instância – o que é pouco provável; mais provável será uma redução dos valores. Seja como for, os custos dos processos são substanciais e entretanto, o seu número nos EUA disparou para 13.400, com tendência crescente. [Read more…]

Partiu pela curva da estrada

Ao Emanuel

“Pai, o Porto ganhou ao Braga”
O sr. Marques abriu os olhos, olhou nos olhos e sorriu ligeiramente. Há dois dias que não conseguia fazê-lo.
A doença progrediu muito depressa. Quando chegou ao Hospital de S. João, há cerca de um mês, já estava condenado. Do pâncreas, o bicho fora para o fígado e pulmões e, agora no fim, para todo o lado.
A equipa médica informou a família há uma semana de que não havia nada a fazer. Puseram-no então na unidade de Cuidados Paliativos – as condições de que usufruiu nos últimos dias deixam-nos orgulhosos do nosso SNS.
Ontem à tarde, chamaram a família. Chegara o momento das despedidas. Os que mais o amavam estiveram presentes.
“Pai, o Porto ganhou ao Braga”
Foi a última coisa que ouviu. Abriu os olhos, olhou nos olhos e sorriu ligeiramente.
Como uma cotovia, começou a respirar cada vez mais baixinho até deixar de se ouvir. Partiu, “pela curva da estrada”, pouco depois das 18 horas.

«Na Vida que a Dor povoa,
Há só uma coisa boa,
Que é dormir, dormir, dormir…
Tudo vai sem se sentir.
Deixa-o dormir, até ser
Um velhinho… até morrer!
(…)
E os anos irão passando.
Depois, já velhinho, quando
(Serás velhinha também)
Perder a cor que, hoje, tem
Perder as cores vermelhas
E for cheiinho de engelhas,
Morrerá sem o sentir,
Isto é, deixa de dormir:
Acorda, e regressa ao seio
De Deus, que é donde ele veio” (Antonio Nobre)

Evangelização científica new age

A Scientific American não vende Ar de Fátima, mas vende milagres.

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Sobrinho Simões alerta

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O reputado patologista, Sobrinho Simões, chama a atenção para a existência de uma prática médica que está a causar enormes prejuízos a doentes e, infere-se, ao próprio Serviço Nacional de Saúde.

O cientista portuense, que é uma das maiores autoridades mundiais na sua área, refere-se ao sobrediagnóstico do cancro, em particular de pequenos e inofensivos cancros da tiróide, mama e próstata, que está a ter como consequência a existência de ciclos de tratamentos clinicamente inúteis e comprometedores da qualidade de vida das pessoas.

Embora defendendo o rastreio, que permite a detecção precoce da doença, Sobrinho Simões considera que a caça ao cancro tem conduzido a tratamentos não justificados de cancros demasiado pequenos, que não conseguiriam desenvolver-se no tempo de vida restante das pessoas e cujo tratamento provoca um sofrimento e uma degradação da qualidade de vida totalmente inúteis.

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Morreu de cancro

Doença prolongada não existe, senhores jornalistas. Cancro, chama-se cancro! Deixem de ter medo das palavras.

“E o trono é do charlatão”

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Charlatães e charlatonas que discutem seus assuntos, na travessa dos defuntos, instalados em poltronas. Foram logo estes versos que me ocorreram quando li hoje, na imprensa nacional, um artigo sobre o guru Deepak Chopra. A este, conheço-o dos títulos sempre muito bem posicionados nos escaparates das livrarias comerciais. Tanto quanto percebi, é um cozinhado de new age com ecos muito distantes de Katmandu, temperados com física quântica para totós. Vende extraordinariamente bem.

E assim se apresenta perante as audiências, com os seus refulgentes Dolce & Gabanna e os modos seguros de quem está habituado a enfrentar um público que quer acreditar.

E diz, entre outras teorias convenientemente indemonstráveis através do método científico,  que uma das sua pacientes, doente com cancro, se curou seguindo as suas recomendações (é certo que ela não deixou de fazer também quiomioterapia) e que “os pacientes bem-sucedidos aprenderam a motivar a sua própria cura” e ainda que “a razão pela qual nem todos conseguimos levar o processo de cura até ao seu limite tem a ver com o facto de nos mobilizarmos de formas drasticamente diferentes”. O que poderá ser lido, como o faz o repórter David Marçal, que assina a peça, “se morrer de cancro, para Chopra a culpa é sua porque não se mobiliza”. [Read more…]

O inferno de Rosa

Por esta história terrível passam muitos dos males do país, em pinceladas largas. O desmantelamento do estado social, o mau funcionamento das instituições, a hipocrisia da igreja, a indiferença de todos nós.

Os médicos que matam a esperança

Laura Santos

filme-hijackingCom Capitão Phillips, pensava que iria ter apenas uma “tarde de cinema” para espairecer, com o meu muito apreciado Tom Hanks. Enganei-me.
Como muitos saberão, o filme baseia-se pelo menos no facto real de ter havido pirataria ao largo da Somália. Resumidamente: o navio de carga é assaltado pelos piratas e o nosso capitão Tom Hanks é feito refém.
Os militares americanos acabam por matar os piratas e salvar o capitão, mas ele, depois de uma fase de grande autocontrolo, já se encontra muito abalado, em estado de choque. A bordo do navio militar, uma enfermeira faz-lhe algumas perguntas para ver como reage. No final, repete-lhe, enquanto o deita numa cama: “You’re safe, now, captain, you’re safe!”. Ao ouvir estas palavras, as lágrimas começaram a correr-me pelo rosto. De repente, vi à minha frente a sala de espera do IPO, os rostos de tristeza com que lá me deparei, o rol de ameaças de morte precoce que os médicos me dirigiram, as biopsias que tive de fazer, as tentativas de concretizar o tratamento paliativo que me ofereciam, enquanto esperaria a morte, a necessidade de me aposentar da Universidade por “incapacidade”, as dores fortes que tenho tido por causa da mastectomia funda a que fui submetida, toda esta necessidade de manter o medo sob controlo, num país em que nem sequer tenho a possibilidade de uma morte assistida legal se tudo correr pelo pior. E, de repente, só quis que alguém me deitasse também numa cama para descansar e me dissesse: “You’re safe, now, Laura, you’re safe!”. [Read more…]

Remodelação do Governo (4)

Podem mudar os ministros todos, mas o maior cancro continua lá. Esse cancro chama-se Passos Coelho e vai continuar a alastrar.

Já um gajo não pode fazer um minete…

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Pois, parece que o cancro de garganta do actor Michael Douglas se deve ao VPH (Vírus do Papiloma Humano), transmitido através da prática de cunnilingus. Não percebo é a polémica em torno do assunto. A gravação da entrevista em que o actor fala abertamente do assunto pode ser ouvida aqui.
Se o homem admitiu que fez algumas mulheres felizes (talvez muito felizes), qual é o problema?
Ok, pronto, isso trouxe-lhe um problemazito grave de saúde, mas, c’os diabos!, só não acontece a quem não pratica.
Além disso, pode servir de alerta para a doença e os seus efeitos nefastos.
Mas, caros leitores e caras leitoras, que esta notícia não vos impeça de fazer a felicidade das vossas companheiras.
Já nos roubaram tanta coisa, não nos roubem agora o prazer de um minete.

Ai, se o PPC e o Gaspar descobrem esta fonte de rendimentos…

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A história é simples e resume-se em poucas palavras. É um novo passatempo que está a fazer furor em Taiwan, mais concretamente, na cidade de Taichung. Quando um idoso está com cancro em estado terminal, aceitam-se apostas que tentam acertar em que momento a pessoa morrerá. Os apostadores são, muitas vezes, familiares e até médicos! Trata-se de uma nova moda de apostas por aqueles lados e consta que já abriram mais de 10 casas de jogo à custa desta actividade. Quem são os grandes impulsionadores da expansão deste nicho de mercado? Clubes de idosos (tipo casa de repouso, estão a ver?) disfarçados de instituições de solidariedade, que assim lucram e muito (vejam os números referidos em ambas as notícias) à custa de idosos doentes, provenientes sobretudo de famílias empobrecidas.

Tá chunga apostar assim na morte de outros…

Crueldade

Um dos meus DVD’s preferidos é uma colectânea de dezoito curtas sobre Paris. Chama-se Paris, je t’aime, título nada surpreendente quando se trata da cidade do amor. Lançado em 2006, aborda a cidade de pontos de vista tão diferentes e com estilos tão distintos, que creio que cada um de nós lá encontra a sua história, aquela que nos comove ou mexe connosco, ou nos faz rir à gargalhada, ou simplesmente nos faz parar e pensar.
Tenho tido muitos bons momentos com essas maravilhosas histórias de amor. Embora não seja muito romântica, há coisas que mexem comigo, com a minha sensibilidade. Uma delas é precisamente a curta que se passa na Bastilha. [Read more…]

Precisamos da Anocas – NIB 0035 0429 00053055000 65

O Fernando Moreira de Sá explica por que razão precisamos da Anocas.

Se muitos derem pouco, conseguiremos muito. Comecem já.

Assassinos a soldo matam cidadãos cancerosos na Grécia

De acordo com esta notícia, há uma rede clandestina de médicos na Grécia que trata de cidadãos – a palavra “doentes” é redutora – que, sofrendo de cancro, não têm direito a tratamento, porque não têm seguro de saúde.

Esta situação configura aquilo a que se pode chamar americanização do sistema de saúde grego e é uma parte do processo de privatização do mundo ocidental, em nome de ideologia nenhuma. É tudo comércio e é garantido que a Roma de hoje pagará a traidores.

Em Portugal, temos, também, um governo de cínicos que anda a vender a ideia de que os problemas económicos do país se devem às despesas do Estado Social, fazendo de conta que não sabem que a governação tem sido um constante desvio de dinheiros públicos, gastos em favores privados.

Mesmo que este fosse um problema exclusivamente grego, nunca deveria ser um problema exclusivamente grego, porque temos de ser maiores dos que as bestas iluminadas que se limitam a dizer que “não somos a Grécia”. A verdade é que somos muito parecidos com os gregos, uma vez que temos no governo gente como Samaras e, tal como os gregos, já começámos a perder direito à Saúde, entre outros alegados privilégios garantidos por uma Constituição cada vez mais ameaçada.

Ao negar tratamento a cidadãos que têm cancro, o governo grego está a garantir que morrem. Não há eufemismos possíveis: é homicídio. Os governantes gregos são assassinos a soldo, porque estão a ser pagos para matar.

Somos a Grécia, não tarda nada.

Dia Mundial da Música

Sou suspeita…

A Música é minha companheira desde os seis ou sete anos. Não me lembro de a ter antes. Num piano de cauda de brincar feito de plástico e pernas de madeira que a minha mãe tinha à venda na mercearia, eu tocava os primeiros sons. De tanto uso, conquistei o Piano: a minha mãe não o vendeu. Hoje, procuro que a música seja também a companheira para a vida dos meninos e meninas que aprendem Piano comigo.

A Música é uma excelente companhia, seja ouvindo, seja fazendo-a.

Mas está demonstrado que, para além do prazer que se tira, a Música contribui para o nosso bem-estar físico: “mexe com a totalidade do ser humano”.  Um determinado trecho musical pode, ao nível físico, “alterar o ritmo cardíaco e respiratório, a pressão sanguínea, a produção hormonal, as ondas cerebrais, tendo até resultados sobre o sistema cognitivo”.  [Read more…]

Vão morrer e vão, por isso que se fodam

Governo estuda cortes em tratamentos para o cancro e a SIDA

Olha a vida, ó freguesa! Tão baratinha!

Os alegados socialistas, os putativos sociais-democratas e os democratas-que-se-dizem-cristãos, esses parasitas da Democracia, andam, há mais de trinta anos, a cevarem-se uns aos outros à custa dos nossos melhores pedaços. Como é natural, e para confirmar o adágio, estão, agora, a roer-nos os ossos.

Depois de terem, portanto, desperdiçado todos os recursos que lhes pusemos nas mãos sapudas, dizem-nos, com o descaramento dos criminosos sem consciência, que é preciso fazer cortes, que o Estado tal como o conhecemos já não faz sentido, entre outras agressões. Tem sido assim na Educação e é assim na Saúde.

O parecer pedido pelo Ministério da Saúde ao Conselho Nacional da Ética para as Ciências da Vida (CNECV) para se descobrir maneiras de se poupar nos tratamentos do cancro é, só por existir, meio caminho andado para a obscenidade. As declarações do presidente do dito Conselho são tão pornográficas que não deviam passar na televisão sem bolinha vermelha no canto:

 “Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo. Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros? Tudo isso tem de ser muito transparente e muito claro, envolvendo todos os interessados”

Vivemos, portanto, numa sociedade tão atrasada que “não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo”? Se não podem ser todos, como escolher os que terão direito a tudo? Se não é legítimo gastar 50 mil euros para se ter mais dois meses de vida, quer isto dizer que dois meses de vida valem menos que 50 mil euros? Para quando a publicação das tabelas com o preço da vida? E quem não puder comprar mais vida? Quanto faltará para que o ministério dito da Saúde peça ao Conselho-Nacional-alegadamente-da-Ética-para-as-Ciências-parece-que-da-Vida um parecer sobre a possibilidade de legalizar o infanticídio das crianças que revelem tendência para adoecer? Isso é que era poupar!

O presidente do CNEVC chama-se Miguel Oliveira da Silva e diz-se que é médico.

Já o sentimos na pele, Sr. PM

Um português ou uma portuguesa dorme agora menos horas, mas estraga mais o colchão de tantas voltas que dá na cama. O sono não chega, não obstante o cansaço de mais horas de trabalho (para ganhar menos). É a ansiedade, a pressão, o stress, a insegurança, o futuro dos filhos, o futuro dos filhos, o futuro dos filhos.

Ontem tive mais três motivos que me tiraram o sono: o restaurante onde costumo almoçar (cada vez menos) está a trespassar (depois de reduzir o preço da diária há cerca de um ano); o testemunho na primeira pessoa de uma mulher com dois filhos que se vê desempregada; e o pedido de uma aluna na casa dos vinte («Professora, se souber de algum trabalho…»).

É a crise e o desemprego a tocar-nos na pele. Sentimos os seus cheiros.

Recordo, a este propósito, as palavras do jurista Paulo Marcelo (Económico, 29/5): “O desemprego está a tornar-se um lugar-comum; que o digam as mais de 819 mil pessoas que não encontram trabalho. O desemprego espalha-se como um cancro, atingindo 14,9% da população activa). Este valor foi ultrapassado no espaço de apenas 4 meses, estando a passos largos dos 16%, sendo Portugal o terceiro país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde o desemprego mais cresceu desde julho de 2011.

Como prevenir esta doença? Não há ninguém imune.

Mas temos que seguir em frente. Levar com a nossa vida adiante!

(Dn online )

A doença maldita

Por Noémia Pinto

Há doenças que são uma merda, perdoa-me a expressão. E tu és das piorzinhas que por aí andam. Atacas pela calada, matas lenta e silenciosamente. Apoderas-te de quem é forte e a tua cobardia leva-te a desferir sempre os golpes mais baixos, minando primeiro todas as formas de defesa dos teus inimigos e só depois dando a cara. És repulsivo. De repente, pessoas que tinham saúde transformam-se em marionetas, bonecos nas tuas mãos experientes na arte de matar. Pessoas que, na maior parte das vezes, nada fizeram para que as maltratasses tanto. [Read more…]

Pastel de Nata

A cura pelo pastel de nata ou «natoterapia», como escreveu hoje Miguel Esteves Cardoso, em mais uma crónica totalmente dedicada à sua amada Maria João, que recupera da cirurgia (a um tumor do cérebro há cerca de quinze dias).

Diz-nos como Maria João se delicia com um simples pastel de nata e que o come como uma autêntica princesa.

É um texto muito bonito, romântico. E depois? Quem não gosta de pastel de nata e de uma declaração de amor? [Read more…]

"O maior escândalo do século na medicina"

“O maior escândalo do século na medicina”

( Façam o sacrifício de ler, pois creio que vos trará algum proveito)

Exerço clínica há quase 50 anos, desde uma clínica um tanto primitiva da primeira fase da minha vida, em plena serra da Gralheira e no interior da Guiné, até à clínica especializada da maior parte da minha vida. Portanto, tenho direito a algum crédito naquilo que digo. E o que digo não é bom nem agradável.

Clama o Sr. Wolfgang Wodang, presidente da Comissão de saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que a campanha da “falsa pandemia de gripe, criada pela Organização Mundial de Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, é o maior escândalo do século na medicina”. Ele vai pedir um inquérito para analisar a pressão que os laboratórios terão exercido sobre a Organização Mundial de Saúde. De facto, mais grave do que isto não é fácil conceber.

Claro que, como diz o povo, “tarde piaste”, ou “agora agarra-lhe no cu com um gancho”, ou ainda “agora adianta-te um grosso”. Com cinco mil milhões no papo, a indústria farmacêutica faz um manguito e farta-se de rir à gargalhada. Só não estará totalmente satisfeita, porque uma boa parte da população já tem os olhos mais ou menos abertos, muitos médicos e outros agentes de saúde não são otários, e, portanto, marimbaram-se para o esquema, mandando às urtigas as vacinas, senão não eram cinco mil milhões, mas dez mil, quinze mil ou vinte mil milhões. A não ser que os governos já as tenham todas pagas, mesmo as não utilizadas. Se assim for, só lhes resta ensopá-las com batatas.

De pés bem assentes na minha vida e experiência clínicas, com a responsabilidade que sempre procurei ter, mas de pé atrás pelas inúmeras patranhas a que há anos estou habituado, e também avisado desde início desta “pandemia” pela análise lúcida e isenta de muita gente, quer do mundo médico quer do mundo político, como por exemplo o Prof. Vaz Carneiro e Ignatio Ramonet, eu não tomei a vacina, não a prescrevi nem a aconselhei a nenhum dos meus pacientes, nem tão pouco aos meus familiares, nomeadamente filhos, noras e netos. E não estou arrependido. Nem eles, creio eu. [Read more…]

Tratar o cancro

Ainda todos nos lembramos da discussão sobre as maternidades, que o Prof .Correia de Campos queria fechar e concentrar os meios técnicos e humanos, num menor número de unidades com vista à excelência.

Começou aí a cair um dos homens que mais sabe de Política de Saúde em Portugal, e que toda a vida se preparou para a Gestão da Saúde Pública.

O argumento, contra utilizado até à nausea, é que as crianças passariam a nascer nas ambulâncias por não se chegar a tempo aos hospitais.

O número mínimo de partos para que uma maternidade ofereça serviços de qualidade seria de 1 200/ano. Há muitas unidades que nem chegam a metade e, é óbvio que quando os casos são mesmo sérios acabam nas tais unidades que têm serviços de excelência. Estejam ou não longe!

Agora vamos ver como é que os nossos políticos vão tratar este assunto do tratamento do cancro. As capacidades e especialidades médicas envolvidas são de tal ordem, em termos de quantidade e qualidade, que dificilmente o argumento poderá ser o mesmo. A tentação é seguir as vozes que se vão fazer ouvir das populações e dos profissionais que poderão ser afectados. Mas aqui o que importa é a excelência do tratamento, e não é uma viagem cómoda e tecnicamente acompanhada que fará a diferença.

Não se podem aceitar argumentos de “economicismo” ou “politiqueiros“, ou populistas, o assunto é demasiado sério, nesta doença os argumentos são os que abrem caminho para os doentes, para o seu tratamento ao nível do “estado da arte“, à excelência!

Vamos lá ver se também vamos ter telefonemas em directo nas televisões vindas de dentro das instituições do Ministério…

E para quem não sabe ler?

É contada na 1ª pessoa e com algum sentido de humor porque de um humorista se trata, mas poderia ter sido bem mais dramática se não fosse detectado o erro humano a tempo e horas. Senão vejamos. Ou antes… passemos à leitura do caso contado por António Feio que, como todos sabemos, anda a contas com um bichinho malvado que lhe quer causar estragos e que ele quer debelar com muita determinação e força.

"Na semana passada fiz a minha primeira sessão de quimioterapia. O meu Oncologista receitou-me um medicamento para os enjoos (SOS) que eu muito cautelosamente fui comprar à farmácia. Eram 13h30 e estava eu à porta da Farmácia para aviar a receita. Para espanto meu, percebo que a Farmácia fecha à hora de almoço. Ok. A solução era voltar uma hora mais tarde e assim o fiz. 

Quando voltei pouco antes das 14h30 (hora de reabrir) esperei que a porta abrisse. Esperei e continuei a esperar até às 14h45. E lá chegou uma senhora a falar ao telemóvel que devia estar a tratar de um assunto muito importante porque a porta primeiro que abrisse ainda demorou mais uns cinco minutos.

Finalmente consegui entregar a receita à senhora da Farmácia. Confesso que o ar da senhora era no mínimo assustador. A receita (ainda a tenho comigo, assim como o recibo do remédio) tinha escrito METOCLOPRAMIDE.

Paguei e vim-me embora.

Durante esse dia e os seguintes, os tais sintomas de enjoos e náuseas provocados pela quimioterapia deitaram-me completamente abaixo. Fui mesmo obrigado a cancelar os espectáculos que tinha a norte do País.

Na sexta-feira fui ter com o meu oncologista para lhe pedir qualquer coisa que me aliviasse o mal estar. Ele assim o fez e receitou-me um outro remédio que comecei a tomar logo e que rapidamente começou a fazer efeito. No Sábado, Domingo e Segunda, voltei a sentir-me bem.

Hoje fui novamente ao Hospital para fazer a segunda sessão de quimioterapia e, qual não é o meu espanto, quando falava do meu estado de má disposição da semana passada e mostrava os comprimidos que andava a tomar, quando percebi que o remédio que eu andava a tomar para os enjoos não era para os enjoos mas sim para a Diabetes. Em vez do tal METOCLOPRAMIDE, estava a tomar METFORMINA.

A senhora da Farmácia tinha-me, pura e simplesmente, dado um medicamento errado.

Não só passei vários dias a tomar um remédio que não me aliviava, como ainda por cima, me diminuía os níveis de açúcar no sangue!!!

Podia só ter tido um ataque de hipoglicemia.

Este texto é só um desabafo.

Agora saiam da frente que eu vou ali abaixo "TRATAR DA SAÚDE" à senhora da Farmácia. Ou não fosse hoje o DIA MUNDIAL DA SAÚDE (LOL)"

 

Parece uma "Conversa da Treta" mas foi de verdade! Dá para acreditar? Como é possível existir pessoas com tamanha incapacidade para o bom desempenho das suas funções profissionais?Em lugares como este não é suposto estar alguém de idoneidade comprovada para a função? Assim… não!!!! Sempre ouvi dizer que: – "com a saúde não se brinca"

A VIDA É LINDA …   SORRIA  PARA ELA!

Todo este engano e mais que se têm verificado,são em minha opinião por culpa dos médicos e dos políticos não só dos farmaceuticos.

Senão vejamos: Porque carga de água  90%  dos médicos continuam a escrever aquela letra chamada de médico, que eu raramente entendo uma letra quanto mais uma palavra. Será que este tipo de escrita não pode enganar um farmaceutico, quando se trata de um medicamento com nome parecido como foi o caso desta situação?

Porquê os politicos não criam lei para que estes senhores sejam obrigados a escrever  letra bem legível ou até de imprensa para evitar situações gravíssimas para os doentes.

 

 

 


 

A Lurdes está a fazer o que sempre fez. Lutar!

Au mulheres Rocha são fortes, convictas, cheias de talentos vários, mil vezes melhores que os homens Rocha. E as duas gerações a seguir que já estão aí vão no mesmo caminho.

 

A Lurdes nasceu e viveu até ao antigo 7º ano no meu bairro, no Bairro do Cansado, em Castelo Branco. É da idade da minha irmã mais nova e sempre que eu impunha a minha autoridade de irmão mais velho, a Lurdes corria-me à pedrada e metia-me em casa.

 

Veio para Lisboa e tirou medicina, é a primeira mulher da família que tirou um curso superior, junta à determinação e capacidade de trabalho, outros talentos, como uma boa voz que faz ouvir nas festas de família, escreve e tem dois livros publicados e pinta quadros magníficos que eu ainda não consegui surrepiar, nem um.

 

Pois a Lurdes está aí no Porto, a travar a sua última batalha. Há dez anos teve que tirar as duas mamas e agora algo maldito que começou com uma dor, coisa de somenos, mas que se veio a revelar  um inimigo implacável.

 

Aguentou um tratamento intensivo fortíssimo mas no último dia diversos orgãos começaram a desistir. Ela não desiste, diz ao irmão para lhe apertar a mão para ver como ela está cheia de força, diz aos filhos que não quer que nenhum deixe de cumprir as suas obrigações, só não tem coragem de chamar a mãe.

 

É que a mãe não a deixaria  tirar os vários tubos  que a apoquentam, a mãe é  feita da mesma natureza, tem 82 anos e é a pessoa mais serena que conheço. Sempre a conheci, a tomar conta de todos. Dos filhos, do pai dos filhos e das crianças, que como eu, não tinham ninguem em casa durante o dia.

 

A Lurdes sempre tomou conta de todos, dos filhos, do pai dos filhos e dos doentes que não pagam por serem pobres. E tomou conta da minha irmã que é da idade dela.

 

Se a maldita lhe der uma hipótese que seja, a Lurdes vai tomar conta dela!