Portugal, país exportador de carne humana

Vi e ouvi nas notícias das 19 na televisão, as palavras de um membro do Ministério da Ciência e da Educação que disse estas palavras: Portugal deve-se orgulhar de ser capaz de exportar jovens licenciados em medicina, em medicina dentária, em farmácia, em direito, enfermagem, em ensino e outras profissões liberais, orgulho da nossa Nação

Qual foi o membro do governo que gere o saber em Portugal que disse estas desleixadas palavras? Bem sei quem é, mas não o identifico pela vergonha que causa em mim o atropelo aos direitos humanos que implica esta ideia nefasta. Formados por nós, na base do nosso saber académico e dos impostos que pagamos para sustentar às Universidades públicas e colaborar com as privadas, são pessoas que o país precisa para assistir aos doze milhões de habitantes que existem no nosso país lusitano.

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Desabafos

Se há coisa que não suporto são snobes intelectuais. Não gosto de pessoas convencidas no geral, mas as pessoas convencidas que depois acham que são intelectuais é uma coisa que me chateia especialmente.

Nunca na vida me consideraria "intelectual", muito menos aos 16 anos. E sinceramente, não é algo que espere vir a considerar-me. Eu esforço-me por ler de tudo, ver de tudo, e ouvir quase tudo. Não tenho problemas nenhuns em ter na mesa de cabeceira Proust, Gore Vidal, Evelyn Waugh, ou Anthony Trollope, e ao mesmo tempo, ter o Harry Potter, Dan Brown e aquilo a que hoje em dia chamamos literatura light. É um facto que o meu livro preferido é um do Garcia Marquez e não o "Diabo veste prada", mas isso não quer dizer que eu não o tenha lido; nem que seja para dizer que não gostei.  E também é um facto que quando saíram os últimos três livros do Harry Potter eu estive na livraria à meia noite. Atenção: não estou a dizer que não suporto pessoas que não gostam de determinado tipo de livro, ou filme ou música. Se eu não gosto de rap não ouço, ou se não gosto de ficção cientifica não vou ler livros sobre isso. Mas rejeitar algo à partida porque não parece intelectual, ou inteligente ou erudito, é algo que me irrita. E irrita-me ainda mais a superioridade com que essas pessoas olham para os restantes. Já avisei quem de direito: se algum dia me tornar assim têm autorização para me dar um estalo.