Jogos Olímpicos: A roupa em excesso

Já aqui tínhamos alertado para as múltiplas dimensões da diversidade olímpica, do basket ao volei, da Croácia ao Brasil.

O Público de hoje volta ao assunto porque em Londres a polémica vai alta em torno do equipamento das meninas do volei de praia, ou se quiserem, da falta dele.

Escândalo grita a Rainha! A Vitória, acrescento eu!

Depois admiram-se da modernidade árabe de ocultar o corpo feminino. São estas as mentalidades da era moderna? Acham estranho jogarem de bikini? Queriam que jogassem de burka?

Eu continuo a encontrar MUITO interesse na coisa olímpica, sendo que neste caso nem me parece ser essa a questão principal:

Então não dá para perceber que as meninas estão a jogar pedra-papel-tesoura? Parece-me uma tremenda falta de atenção ao próprio jogo. Das duas uma: ou jogam volei ou jogam pedra-papel-tesoura!

Se for esta a opção, pedra-papel-tesoura, seria melhor explicar à menina de azul que só pode fazer um gesto de cada vez: ou faz tesoura ou pedra. OK? Vamos lá ser rigorosos nestas coisas!

Primeira medalha portuguesa nos Jogos Olímpicos

A Barriga de Londres

Nur, a atiradora e militar da marinha malaia, foi o centro das atenções nos Jogos Olímpicos: é que competiu na prova feminina de carabina de ar comprimido a 10m com uma barriga de 8 meses (estreia de uma atleta com uma gravidez tão avançada).

Escreveu o jornalista do Público: “Enquanto muitas mulheres com oito meses de gestação ficam em casa a descansar, a atleta da Malásia foi aos Jogos Olímpicos competir.”

Nur pediu à sua bebé para que não se mexesse, para ficar clama e Davana, que nascerá em Setembro, portou-se bem!!

Talvez não tivesse outra oportunidade e estar grávida não muda nada.” -disse.