Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Os oligarcas russos, como os seus congéneres chineses ou angolanos, navegam livremente nas águas neoliberais do capitalismo de casino, distribuindo as suas fortunas por diferentes ilhas paradisíacas, onde mais do que não se colocar a maçada de ter que pagar impostos, é possível depositar legalmente o produto de todo e qualquer crime, desde que efectuado na ordem dos milhões. É para isso que servem os paraísos fiscais: são o porquinho mealheiro da máfia contemporânea. O mercado livre também é isto.
Não deixa de ser curiosa, a facilidade com que os regimes autoritários e totalitários se movimentam na economia global, alegadamente construída sob a lógica da liberdade do indivíduo, e que, paradoxalmente, subsiste, em larga medida, da subjugação de milhões de indivíduos, à mercê do chicote ou da bota cardada, como acontece na China ou com as monarquias absolutas do Golfo, sem as quais o modelo económico que nos governa de facto entraria em colapso já amanhã.
[Read more…]«Crescemos porque há cada vez mais pessoas que estão fartas dos níveis grotescos de desigualdade, injustiça e pobreza. (…) Mas nada disso é inevitável. As coisas podem e vão mesmo mudar.» [Channel 4 News]
Este postal não tem fotografias. Porque apenas tirei duas hoje, uma delas selfie, enquanto fumava no aeroporto de Heathrow. Afinal este postal tem duas fotografias. Acordei um bocadinho depois das oito em Edimburgo. São quatro da manhã e estou praticamente a dormir, no sofá de minha casa, sentindo uma espécie de vazio, que o sono, de certeza, apagará. O voo de Edimburgo para Londres atrasou-se uma hora. O aeroporto de Edinburgo é muito organizado e moderno. Pela primeira vez entrei numa máquina que me fez um ‘body scan’. Não sei o que encontrou, se pode radiografar o princípio do vazio que sinto agora dentro. Seja como for, deixaram-me seguir para as portas de embarque. Estamos sempre a partir de qualquer lado, a atravessar portas, pessoas, dimensões e a derrubar barreiras, quando viajamos.
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Mulher polícia perseguindo miúdos que tomavam banho em Hyde Park, Londres 1926
Foi uma partida brilhante, ganha por 4:0. No terceiro jogo, Marco Freitas recuperou de uma desvantagem considerável, onde o adversário tinha liderado até ao penúltimo ponto.
Parabéns e venha a próxima partida (segunda-feira).
Nur, a atiradora e militar da marinha malaia, foi o centro das atenções nos Jogos Olímpicos: é que competiu na prova feminina de carabina de ar comprimido a 10m com uma barriga de 8 meses (estreia de uma atleta com uma gravidez tão avançada).
Escreveu o jornalista do Público: “Enquanto muitas mulheres com oito meses de gestação ficam em casa a descansar, a atleta da Malásia foi aos Jogos Olímpicos competir.”
Nur pediu à sua bebé para que não se mexesse, para ficar clama e Davana, que nascerá em Setembro, portou-se bem!!
“Talvez não tivesse outra oportunidade e estar grávida não muda nada.” -disse.
Percebe-se o objectivo nacionalista mas podia ter interesse. Uma mixórdia de temas encaixados como um pé direito no sapato esquerdo.

Porta-aviões no rio Tâmisa: parte de pacote que inclui vigilância intensa sobre cidadãos e armas sônicas para dispersar manifestações.
Aparato de segurança nunca visto controlará cidadãos durante os Jogos. Eles terão se tornado cavalo-de-tróia para medidas de controle social? [Read more…]
Um génio é um génio e chama-se Banksy. Fazendo bandeiras para a festinhas da rainha. Ah, o império globalizado é tão bonito…
… e sobre as vítimas do capitalismo, do estado e do pai natal.
«E nós percebemos que, às vezes, há eruditas explicações desnecessárias. […] Londres, se quisermos ir por caminhos muito cultos, é hoje a metáfora perfeita do capitalismo, com as Bolsas na agonia e os bairros dos pobres a explodir. Mas eu prefiro o meu vídeo: uma manada de hienas à volta de uma cria ferida. Esta sangra e as hienas lambem-na e parecem ajudar, mas quando vêem que ela é fraca atacam. No vídeo, as hienas usam capuzes e a cria tem uma mochila que é roubada.» Ferreira Fernandes, DN, 10.Agosto.2011
Paris, Grécia, Londres. Três capitais europeias, três verões, três cidades em tumulto. A moda de destruir os bens daqueles que estão na mesma condição dos “manifestantes” parece ter chegado para ficar. E se ainda não aterrou em Portugal não será por falta de vontade de alguns, pois já em 2009, ainda nem se suspeitava do que estava para vir, e já eu ouvia suspiros na linha do “os gregos não brincam em serviço e os de cá são uns mansos”.
Indignados, manifestantes, rebeldes. Mas o que os indigna? Manifestam-se contra o quê? Espalham o caos para quê? Sabe-se que se queixam da sua parca condição mas nada fizeram quando os navios vindos da China traziam para cá contentores de Levis baratas e, na volta, lhes levavam o emprego. Indigna-os não terem o plasma da montra e portanto fazem a justiça das montras partidas.
A mim mete-me asco esses que parasitam das benesses que a política lhes traz. Ainda há meses o PSD gritava contra os boys do PS e agora vejam-se os salários milionários que as nomeações estão a trazer. Impostos para uns, 3000 euros por mês para outros. Mas neste campo não existem virgens imaculadas. Do poder central ao regional e local, não há partido que não tenha telhados de vidro.
O nacional-tachismo é uma vergonha mas não justifica o estado miserável a que chegámos. E não será um eventual vandalismo importado de Londres que algo mudará. Precisamos de um paradigma económico diferente, sem empresas encostadas ao estado e onde a concorrência internacional tenha regras.
Comecem por ganhar nas urnas, em vez de querem conquistar as ruas. Nada justifica o vandalismo.
-Tenho lido por aí algumas mentes um pouco mais exaltadas, certamente entusiasmadas pelo Verão, época do ano onde sempre se bebe um pouco mais para refrescar, tentando evitar delírios provocados pela subida de temperatura, que nos últimos dias tem afectado o território português. Em Portugal e não só, há quem pretenda ver no comportamento dos arruaceiros ingleses, sinais de uma revolução que tarda, mas lamento meus caros, não passam de um bando de desordeiros, vulgares ladrões, reles escumalha, que se julga no direito de possuir telemóveis topo de gama ou roupa de marca, sem terem de pagar. Por cá também existem alguns, como em qualquer outro país do mundo. Não vejo saques em padarias ou supermercados para matar a fome, aquilo é outra coisa, hooliganismo a fazer lembrar as temíveis claques de futebol nos anos 80, que após algumas vítimas foram colocadas na ordem pela senhora da foto e banidas dos estádios, permitindo ao futebol inglês ser hoje um lugar respeitável, local de festa, com a presença de famílias enchendo estádios, bem diferente do que se passa por cá. David Cameron nem precisa procurar muito longe inspiração para resolver a questão, bastará percorrer os quadros na sede do seu partido.
Sempre achei que os Clash não eram apenas uma das melhores bandas de sempre (a melhor não existe), e que havia ali algo de transcendente, místico, uma cena dessas.
E confere. Vejam em 4 cantigas como tudo o que se está a passar em Inglaterra tinha sido escrito, e cantado.
Police On My Back
Guns Of Brixton [Read more…]
A “road show”, como diria o outro, está na estrada! A fina flor está em Nova Yorque a tentar convencer os accionistas e tudo o que cheire a dinheiro que cá a gente, está para dar e vender, não é nada como nos andam a difamar, que temos problemas, que não vamos conseguir pagar o que devemos, invejosos, é o que é…
A Telefónica quer a VIVO toda( 46 milhões de clientes), já tem metade, a outra metade têm-na a PT, é uma questão de dinheiro, mais tarde ou mais cedo. O que está em jogo é uma empresa, no Brasil, que já é a maior contribuidora de lucros no universo da empresa Portuguesa, cresce num mês, em termos de clientes, o que a PT cresce num ano, num país que cresce a um ritmo seis vezes superior ao nosso.
A Telefónica, que já é uma das principais accionistas da PT, oferece um preço muito superior à cotação em bolsa, tentando desta forma convencer o Estado português, que tem uma “golden share” que pode travar tudo, a vender e assim ver os seus problemas das contas públicas resolvidos. Mas vender seria vender os dedos e os anéis. Perante isto , a Telefónica lançou uma OPA hostil, sobre 100% do capital da própria PT! Agora quer a PT e a VIVO!
A Telefónica é cerca de quatro vezes maior que a PT e moram ambas num condomínio onde imperam as regras, que têm que ser cumpridas. Não podem viver nas bolsas de Nova Yorque e Londres com regras próprias, como é essa história das “golden shares”, em que um accionista ultraminoritário pode decidir se sim ou não a uma OPA!
Mesmo que seja um Estado!

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

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