A maior Offshore do mundo

É a “Cidade” de Londres, um Estado soberano, o ninho da civilização ocidental.

Jeremy Corbyn: o discurso da vitória

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«Crescemos porque há cada vez mais pessoas que estão fartas dos níveis grotescos de desigualdade, injustiça e pobreza. (…) Mas nada disso é inevitável. As coisas podem e vão mesmo mudar.» [Channel 4 News]

Postal já não sei de onde

Please proceed to departure gates

Este postal não tem fotografias. Porque apenas tirei duas hoje, uma delas selfie, enquanto fumava no aeroporto de Heathrow. Afinal este postal tem duas fotografias. Acordei um bocadinho depois das oito em Edimburgo. São quatro da manhã e estou praticamente a dormir, no sofá de minha casa, sentindo uma espécie de vazio, que o sono, de certeza, apagará. O voo de Edimburgo para Londres atrasou-se uma hora. O aeroporto de Edinburgo é muito organizado e moderno. Pela primeira vez entrei numa máquina que me fez um ‘body scan’. Não sei o que encontrou, se pode radiografar o princípio do vazio que sinto agora dentro. Seja como for, deixaram-me seguir para as portas de embarque. Estamos sempre a partir de qualquer lado, a atravessar portas, pessoas, dimensões e a derrubar barreiras, quando viajamos.
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Periferia Noroeste

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Londinium

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Perseguição

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Mulher polícia perseguindo miúdos que tomavam banho em Hyde Park, Londres 1926

Ténis de mesa: Marcos Freitas avança para a terceira ronda

Marcos Freitas nos jogos olímpicos de Londres

Foi uma partida brilhante, ganha por 4:0. No terceiro jogo, Marco Freitas recuperou de uma desvantagem considerável, onde o adversário tinha liderado até ao penúltimo  ponto.

Parabéns e venha a próxima partida (segunda-feira).

Foto

A Barriga de Londres

Nur, a atiradora e militar da marinha malaia, foi o centro das atenções nos Jogos Olímpicos: é que competiu na prova feminina de carabina de ar comprimido a 10m com uma barriga de 8 meses (estreia de uma atleta com uma gravidez tão avançada).

Escreveu o jornalista do Público: “Enquanto muitas mulheres com oito meses de gestação ficam em casa a descansar, a atleta da Malásia foi aos Jogos Olímpicos competir.”

Nur pediu à sua bebé para que não se mexesse, para ficar clama e Davana, que nascerá em Setembro, portou-se bem!!

Talvez não tivesse outra oportunidade e estar grávida não muda nada.” -disse.

Abertura dos jogos olímpicos: uma mixórdia de temáticas

Percebe-se o objectivo nacionalista mas podia ter interesse. Uma mixórdia de temas encaixados como um pé direito no sapato esquerdo.
Abertura dos jogos olímpicos - Londres 2012

Foto: BBC Sport

Londres – 2012, as Olimpíadas do Medo

Porta-aviões no rio Tâmisa: parte de pacote que inclui vigilância intensa sobre cidadãos e armas sônicas para dispersar manifestações.

Aparato de segurança nunca visto controlará cidadãos durante os Jogos. Eles terão se tornado cavalo-de-tróia para medidas de controle social? [Read more…]

Banksy volta a atacar, desta vez o trabalho infantil

Um génio é um génio e chama-se Banksy. Fazendo bandeiras para a festinhas da rainha. Ah, o império globalizado é tão bonito…

via Street Art Utopia

Vamos então teorizar sobre os pobrezinhos…

… e sobre as vítimas do capitalismo, do estado e do pai natal.

«E nós percebemos que, às vezes, há eruditas explicações desnecessárias. […] Londres, se quisermos ir por caminhos muito cultos, é hoje a metáfora perfeita do capitalismo, com as Bolsas na agonia e os bairros dos pobres a explodir. Mas eu prefiro o meu vídeo: uma manada de hienas à volta de uma cria ferida. Esta sangra e as hienas lambem-na e parecem ajudar, mas quando vêem que ela é fraca atacam. No vídeo, as hienas usam capuzes e a cria tem uma mochila que é roubada.» Ferreira Fernandes, DN, 10.Agosto.2011

 

 

via: vídeo e artigo

Nada justifica o vandalismo

Paris, Grécia,  Londres. Três capitais europeias, três verões, três cidades em tumulto. A moda de destruir os bens daqueles que estão na mesma condição dos “manifestantes” parece ter chegado para ficar. E se ainda não aterrou em Portugal não será por falta de vontade de alguns, pois já em 2009, ainda nem se suspeitava do que estava para vir, e já eu ouvia  suspiros na linha do “os gregos não brincam em serviço e os de cá são uns mansos”.

Indignados, manifestantes, rebeldes. Mas o que os indigna? Manifestam-se contra o quê? Espalham o caos para quê? Sabe-se que se queixam da sua parca condição mas nada fizeram quando os navios vindos da China traziam para cá contentores de Levis baratas e, na volta,  lhes levavam o emprego. Indigna-os não terem o plasma da montra e portanto fazem a justiça das montras partidas.

A mim mete-me asco esses que parasitam das benesses que a política lhes traz. Ainda há meses o PSD gritava contra os boys do PS e agora vejam-se os salários milionários que as nomeações estão a trazer. Impostos para uns, 3000 euros por mês para outros. Mas neste campo não existem virgens imaculadas. Do poder central ao regional e local, não há partido que não tenha telhados de vidro.

O nacional-tachismo é uma vergonha mas não justifica o estado miserável a que chegámos. E não será um eventual vandalismo importado de Londres que algo mudará. Precisamos de um paradigma económico diferente, sem empresas encostadas ao estado e onde a concorrência internacional tenha regras.

Comecem por ganhar nas urnas, em vez de querem conquistar as ruas. Nada justifica o vandalismo.

Hooligans

-Tenho lido por aí algumas mentes um pouco mais exaltadas, certamente entusiasmadas pelo Verão, época do ano onde sempre se bebe um pouco mais para refrescar, tentando evitar delírios provocados pela subida de temperatura, que nos últimos dias tem afectado o território português. Em Portugal e não só, há quem pretenda ver no comportamento dos arruaceiros ingleses, sinais de uma revolução que tarda, mas lamento meus caros, não passam de um bando de desordeiros, vulgares ladrões, reles escumalha, que se julga no direito de possuir telemóveis topo de gama ou roupa de marca, sem terem de pagar. Por cá também existem alguns, como em qualquer outro país do mundo. Não vejo saques em padarias ou supermercados para matar a fome, aquilo é outra coisa, hooliganismo a fazer lembrar as temíveis claques de futebol nos anos 80, que após algumas vítimas foram colocadas na ordem pela senhora da foto e banidas dos estádios, permitindo ao futebol inglês ser hoje um lugar respeitável, local de festa, com a presença de famílias enchendo estádios, bem diferente do que se passa por cá. David Cameron nem precisa procurar muito longe inspiração para resolver a questão, bastará percorrer os quadros na sede do seu partido.

 

Afloat upon etheral tides…

Durante a sua longa História, Londres já sobreviveu a:

– Aos romanos.

– Às invasões dos saxões.

– Á conquista normanda

– A João Sem Terra

– Aos barões.

– À guerra das Rosas

– A Henrique VIII

– Á Revolta de Wyatt

– À armada de Felipe (Que não consegue entrar em Londres)

– Ao Gundpowder Plot

– À guerra civil

– Á morte do Rei.

– Ao Grande fogo.

– A uma revolução.

– Á Revolução Industrial.

– Á loucura do King George

– Ao Parlamento.

– A católicos

– A protestantes

– A várias pestes e doenças (the english sweating).

– Á extrema pobreza.

– A ser capital do Império.

– Á grande depressão

– Às bombas da 2º guerra mundial.

– A Margaret Thatcher.

Londres é uma das mais importantes cidades da História. Já viu de tudo. Westminster Abby já presenciou toda a espécie de temores. Já várias vezes durante a sua História se pensou que era o fim. Os saxões pensaram-no quando os normandos invadiram. Os católicos quando Henrique VIII decidiu separar-se da Igreja, Elizabeth quando sentiu a Armada a chegar, Charles quando viu que ia ser morto, Dickens quando viu em que Londres se encontra, as pessoas no metro que ouviram as bombas a cair-lhes por cima.

Nunca acabou. Continua lá de pé, firme, a antiga capital de um império, o berço de muitas convenções, boas e más. Tenhamos fé. A História é assim. Problemática, cheia de altos de baixos. Mas Londres com a sua sabedoria sabe que isto, tal como tudo o resto, vai passar.

London goes beyond any boundary or convention. It contains every wish or word ever spoken, every action or gesture ever made, every harsh or noble statement ever expressed. It is illimitable. It is Infinite London. – Peter Ackroyd, in London: a biography.

Os motins são grandes e os Clash foram os seus profetas

Sempre achei que os Clash não eram apenas uma das melhores bandas de sempre (a melhor não existe), e que havia ali algo de transcendente, místico, uma cena dessas.

E confere. Vejam em 4 cantigas como tudo o que se está a passar em Inglaterra tinha sido escrito, e cantado.

1. Tudo começou assim, como de costume:

Police On My Back

2. Segue-se o enquadramento social e político

Guns Of Brixton [Read more…]

A Telefónica quer vivamente a PT!

A “road show”, como diria o outro, está na estrada! A fina flor está em Nova Yorque a tentar convencer os accionistas e tudo o que cheire a dinheiro que cá a gente, está para dar e vender, não é nada como nos andam a difamar, que temos problemas, que não vamos conseguir pagar o que devemos, invejosos, é o que é…

A Telefónica quer a VIVO toda( 46 milhões de clientes), já tem metade, a outra metade têm-na a PT, é uma questão de dinheiro, mais tarde ou mais cedo. O que está em jogo é uma empresa, no Brasil, que já é a maior contribuidora de lucros no universo da empresa Portuguesa, cresce num mês, em termos de clientes, o que a PT cresce num ano,  num país que cresce a um ritmo seis vezes superior ao nosso.

A Telefónica, que já é uma das principais accionistas da PT, oferece um preço muito superior à cotação em bolsa, tentando desta forma convencer o Estado português, que tem uma “golden share” que pode travar tudo, a vender e assim ver os seus problemas das contas públicas resolvidos. Mas vender seria vender os dedos e os anéis. Perante isto , a Telefónica lançou uma OPA hostil, sobre 100% do capital da própria PT! Agora quer a PT e a VIVO!

A Telefónica é cerca de quatro vezes maior que a PT e moram ambas num condomínio onde imperam as regras,  que têm que ser cumpridas. Não podem viver nas bolsas de Nova Yorque e Londres com regras próprias, como é essa história das “golden shares”,  em que um accionista ultraminoritário pode decidir se sim ou não a uma OPA!

Mesmo que seja um Estado!