A fome por um emprego e por um futuro

José, 28 anos, está em greve de fome até conseguir emprego. Está cansado de enviar currículos e portefólios e de não receber respostas (nem negativas, muito menos positivas). Podemos encontrá-lo na rua de Santa Catarina, no Porto. Se alguém tiver uma oferta de emprego para este rapaz (designer de comunicação, licenciado pela Faculdade de Belas Artes), dê-lhe uma mão! Ele depende disso. Ele gostaria de falar com Passos Coelho… É melhor tirar os «cavalinhos da chuva», José.

José, quantos e quantas há como você que perderam a conta aos currículos enviados e às respostas esperadas? Gente muito mais velha que o José.
Não fique sentado e de cabeça baixa, à espera. Vá à luta. Bata à porta, toque campainhas. As oportunidades e o futuro não vêm ter connosco nem caiem do céu.
Está à espera que alguém se abeire de si, lhe levante o queixo e o rosto para o alto e lhe ofereça um emprego? Eu respeito o que está a fazer e desejo-lhe muita sorte, mas acha justa a sua atitude?
Estou só a pensar alto…