Da série que se lixem as eleições

Afinal já há oportunidades para os jovens em Portugal. Será mais uma resma daqueles estágios que o governo usa para mascarar os números do desemprego em Portugal?

Dias Europeus do Emprego

Este site IEFP talvez interesse a quem procura emprego.

A fome por um emprego e por um futuro

José, 28 anos, está em greve de fome até conseguir emprego. Está cansado de enviar currículos e portefólios e de não receber respostas (nem negativas, muito menos positivas). Podemos encontrá-lo na rua de Santa Catarina, no Porto. Se alguém tiver uma oferta de emprego para este rapaz (designer de comunicação, licenciado pela Faculdade de Belas Artes), dê-lhe uma mão! Ele depende disso. Ele gostaria de falar com Passos Coelho… É melhor tirar os «cavalinhos da chuva», José.

José, quantos e quantas há como você que perderam a conta aos currículos enviados e às respostas esperadas? Gente muito mais velha que o José.
Não fique sentado e de cabeça baixa, à espera. Vá à luta. Bata à porta, toque campainhas. As oportunidades e o futuro não vêm ter connosco nem caiem do céu.
Está à espera que alguém se abeire de si, lhe levante o queixo e o rosto para o alto e lhe ofereça um emprego? Eu respeito o que está a fazer e desejo-lhe muita sorte, mas acha justa a sua atitude?
Estou só a pensar alto…

31 de Agosto ou recomeçar de novo

Recomeçar de novo… sempre gostei desta frase.

O realizador Joachim Trier (1974) coloca-a em questão no seu filme Oslo, 31 de Agosto que deve estar a estrear por estes dias: esta é a história de um homem novo, 34 anos, que se pergunta se ainda é possível recomeçar de novo.

J.T. pergunta ainda: «Tínhamos obrigação de ser felizes. Porque é que não somos?»

Porque é que não somos felizes, não obstante termos vidas confortáveis?

As críticas são muitas boas. Talvez seja uma boa sugestão para Sair de casa!

Agora que acabaram as férias e voltamos ao trabalho, recomeçamos de novo, de certa forma.

Mas há outros recomeços importantes a implementar… É positivo termos este sentimento de que nos são dadas outras oportunidades…

E outra coisa: «a obrigação de sermos felizes»…

Estar desempregado é uma oportunidade para…

Segundo Passos Coelho, ser despedido ou estar desempregado pode ser uma oportunidade. Concordo e acho que, politicamente, é uma frase brilhante, reveladora de grande sensibilidade social. Vejamos algumas oportunidades imediatas:

– Ir à pesca (se alguém pagar a licença).

-Conhecer melhor a sua cidade (a pé).

– Apanhar beatas do chão (se não for fumador pode pô-las no caixote do lixo  ajudando a limpar as ruas).

– Estar à porta dos cafés a conversar animadamente com quem lá está dentro a consumir.

– Alimentar pombos nos jardins (se alguém fornecer o pão).

– Jogar à sueca (enquanto se virem os naipes do baralho e as cartas não se desfizerem).

– Caçar gambozinos (sempre fornecem alguma proteína). [Read more…]

Nós temos influência

 

É difícil enterdermo-nos ou aceitarmo-nos como sendo apenas um grãozinho de areia no deserto e contudo… nós temos influência.

O jornal i já tem 3 anos e só hoje é que me apeteceu comprei um. Valeu a pena.

Fartei-me de sublinhar a entrevista que fizeram ao bastonário da Ordem dos Psicólogos, Telmo Mourinho Baptista, a propósito do 1º Congresso nacional a decorrer até sábado, 21, onde se falará – entre outras coisas, julgo eu – da crise e das soluções dadas pela psicologia.

Cumpra-se a igualdade de direitos e oportunidades e fiquem lá com o Dia da Mulher

Se há celebração do Dia da Mulher que me parece enternecedora é aquela em que os maridos, com olhinho pisco e sorriso cúmplice, dizem docemente às esposas: “Hoje vamos jantar fora, querida. Não te quero na cozinha, que hoje é Dia da Mulher”. Lembrarão inúmeras vezes no decorrer da refeição que a excepcional ida ao restaurante é uma celebração do “teu dia, querida”, e ao cair da noite não deixarão de recordar quão amorosos foram. E uma vez que ela até nem deve estar assim tão cansada, tendo ficado arredada da cozinha todo o serão, espera-se que seja generosa e que retribua, no seu dia sobre o qual está prestes a cair o pano, o carinho do esposo com toda a ternura de uma mulher amorosa.

Amanhã voltará para a cozinha, e não se falará mais no assunto, claro está. É sabido que até os escravos tinham direito a alguns dias de folga, pelos quais deviam agradecer aos seus amos. [Read more…]

É natural sermos desiguais…e é bom!

O nosso ADN é 99% igual ao dos nossos “primos” chimpanzés. É espantoso como o 1% que falta faz toda a diferença. Agora se pensarmos que este 1% é diferente nos milhões de seres humanos, tornando-os seres únicos, ninguem é igual a ninguem, percebemos que na verdade “é nos pormenores que está Deus” ! Nos pormenores que fazem a diferença.

Uma sociedade, que observe um certo número de condições, ter pessoas diferentes no que diz respeito à inteligência, à capacidade de trabalho, à propriedade, à riqueza, é uma sociedade vigorosa!

Primeiro, se uma sociedade cresce no seu todo, cria riqueza, é possível que todos vivam melhor, embora não igualmente.

Segundo, se uma sociedade é capaz de criar oportunidades iguais para todos, embora saibamos à partida, que nem todos as vão aproveitar da mesma maneira.

Terceiro, que todos tenham direito a uma vida digna, direito à saúde, à habitação, à cultura, embora alguns vivam em palacetes.

Se uma sociedade conseguir as condições descritas, não é ilegítimo, nem imoral que as pessoas possam fazer diferentes opções de vida, que as levarão a diferentes patamares de bem estar, de conhecimento, de cultura.

É esta diversidade que dá vigor à sociedade e que a torna competitiva, que a leva a procurar novos caminhos, novas formas de bem estar que, mais tarde ou mais cedo, todos usufruirão.

O problema está na ambição desmedida, na necessidade doentia de poder, na incapacidade de olhar os outros como seres diferentes, mas com a mesma dignidade.

E não há um nenhum sistema de organização da sociedade que, só por si, mude o Homem !

É por estas razões que a sociedade liberal é a que melhor responde àquela diferença, melhorada pelos apoios do Estado providência, da prestação de saúde universal, do acesso à Educação…

Imperfeita, injusta, mas a melhor de todas…