“Já não estamos sós”

A carta em que Luaty Beirão anuncia o fim da sua greve de fome.

Luaty, meu herói

Rafael Marques de Morais, Maka Angola

O Luaty Beirão corre perigo de vida, por se encontrar em greve de fome há 18 dias [à data em que o texto foi escrito. A greve de fome teve início a 20 de Setembro]. É a sua forma de protesto por estar há mais de 100 dias detidos abusivamente, uma medida de coacção implementada pela procuradoria-geral do presidente José Eduardo dos Santos.

Compreendo totalmente a luta solitária do Luaty, nesta hora de enlouquecimento dos decisores do regime.

E compreendo tanto melhor porque passei por uma experiência semelhante em 1999, quando fui detido por ter chamado «corrupto» e «ditador» a este mesmo presidente. Passei 14 dias em greve de fome. Porquê? Porque às vezes é preciso relembrar casos passados para aferir a conduta daqueles que lutam pela liberdade e o comportamento daqueles que nos oprimem. No caso, os homens do presidente. [Read more…]

Luaty: um português de segunda?

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«O cantor e activista político Henrique Luaty Beirão é angolano, mas é também um cidadão português ilegalmente detido no estrangeiro. Sabemos que está disposto a dar a vida por causas maiores, como a da liberdade e justiça. Também sabemos que a sua morte pode estar próxima, na sequência da sua longa greve de fome. É obrigação constitucional, ética e moral do Governo português não permitir que aconteça. Temos consciência das dificuldades e complexidade das relações diplomáticas entre Angola e Portugal. Porém, nenhum valor pode erguer-se acima da defesa dos Direitos Humanos. E este é um caso de Direitos Humanos. É imperativo que o Governo português tome uma posição e publicamente exija a imediata libertação de Henrique Luaty Beirão. É também obrigação do Governo português comunicar a sua posição a toda a CPLP bem como a toda a comunidade mundial empenhada na defesa dos princípios da liberdade e da igualdade. Portugal não pode persistir como testemunha silenciosa e passiva de um lento assassinato político sem se tornar seu cúmplice.» Assinar

Greve de Fome em Cabeceiras de Basto

Segundo o autarca local num monólogo televisivo, qual lapa agarrada à rocha, Cabeceiras de Basto é “o centro do Norte”. Claro!

Greve de Fome

Paulo Romeira, Presidente do Movimento Revolução Branca, que já apresentou duas queixas-crime contra os políticos responsáveis pela perda de soberania nacional, está em greve de fome. Os seus diários podem ser lidos na página do Facebook do Movimento.

A fome por um emprego e por um futuro

José, 28 anos, está em greve de fome até conseguir emprego. Está cansado de enviar currículos e portefólios e de não receber respostas (nem negativas, muito menos positivas). Podemos encontrá-lo na rua de Santa Catarina, no Porto. Se alguém tiver uma oferta de emprego para este rapaz (designer de comunicação, licenciado pela Faculdade de Belas Artes), dê-lhe uma mão! Ele depende disso. Ele gostaria de falar com Passos Coelho… É melhor tirar os «cavalinhos da chuva», José.

José, quantos e quantas há como você que perderam a conta aos currículos enviados e às respostas esperadas? Gente muito mais velha que o José.
Não fique sentado e de cabeça baixa, à espera. Vá à luta. Bata à porta, toque campainhas. As oportunidades e o futuro não vêm ter connosco nem caiem do céu.
Está à espera que alguém se abeire de si, lhe levante o queixo e o rosto para o alto e lhe ofereça um emprego? Eu respeito o que está a fazer e desejo-lhe muita sorte, mas acha justa a sua atitude?
Estou só a pensar alto…

Esta malta anda a fumar erva da boa

Prisioneiro que queira fazer uma greve de fome tem de preencher um formulário.

Guardas da PSP recebem louvores pelos seus dotes na criação de centros de mesa, ou pelo apuro das suas sobremesas.

O Público online parece o Jornal do Incrível? O Inimigo Público assaltou a redacção?

Ou o país ensandeceu. Vou mais por esta hipótese.