Juiz Carlos Alexandre defende liberalização do comércio de drogas

O juiz Carlos Alexandre defende, segundo dá nota o PÚBLICO, a “liberalização de algum comércio de drogas”.

O motivo pelo qual o magistrado toma esta posição poderá ser melhor compreendido depois de bem vista – e ouvida – a entrevista que Juan Pablo Escobar concedeu recentemente à RTP. É um documento impressionante por várias razões, a menor das quais não sendo a de tornar visível algumas das sub-camadas que compõem a nossa realidade.

Caberá lembrar que, por ocasião da visita a Portugal do Papa Francisco, uma operação policial de apenas quatro dias nas fronteiras portuguesas levou à apreensão de setecentos mil euros em dinheiro vivo. Um cálculo mental simples leva a supor que se a operação se mantivesse por mais algum tempo, em poucos meses Portugal pagaria a sua dívida externa.

 

Bilhete do Canadá – Carlos Alexandre

Numas entrevistas que ficarão para a história da magistratura portuguesa  como Antologia dos Grandes Tiros no Pé, o juiz Carlos Alexandre, que a si mesmo fez questão de chamar “o saloio de Mação”,  afirmou estar  preocupado com a corrupção que alastra em certas esferas do país. Acontece que os contribuintes também estão preocupados com isso, mas muito mais com a inépcia, a ralacice e os jogos baixos de quem administra a justiça.  Estamos perante um escândalo nacional que, mais dia, menos dia, aparece em novela chunga acerca de Boys & Girls.  Tudo pago pelos contribuintes.

Moral da história: vá chorar para a terra dele, onde talvez haja alguém que acredite e lhe dê colinho. Com aquela cara mesmo boa para levar a esponja do vinagre na procissão do Senhor dos Passos, fora dos afectos não se governa nem convence. Bye bye.

O Coio

Toda a história recente de Duarte Lima vem dar esperança aos que desejam um Estado de Direito efectivo em Portugal. Seria fantástico rebentar com o coio dos habituais fortes que, em conluio com Políticos Venais e algum pessoal venal da Justiça, coleccionam milhões subtraídos ao Fisco, encaminham-nos para offshores, traficam influências, compram-se e vendem-se as consciências e a lealdade devida ao Corpo Nacional, traído e espezinhado. Riem-se da nossa miséria porque no-la vampirizam. O que se deve gritar é isto: deixem o juiz Carlos Alexandre trabalhar em paz. Dêem-lhe sossego, isto é, ponham, por exemplo, um Marinho e Pinto no caralho, em pousio dos media, impedido de perturbar com a habitual sofreguidão inconsequente em voz de catarro, impedido de agoirar. Chega de sugestões poeira para os olhos. Basta de bojardas selectivas, que nunca incluem a insuportabilidade dos ladrões sorridentes acoitados em Paris. Chega de meter o bedelho farronca e de espingardar à toa. Já basta a falta de nível contra a Ministra da Justiça, coisa inédita e insuportável. [Read more…]