Os cartazes ilegais da coligação PSD/CDS-PP

Shuttershock

Muita tinta correu sobre o caso dos cartazes e o último episódio chegou-nos ontem à noite com uma história insólita relatada por vários jornais portugueses (aqui ficam as versões do I, Expresso e JN) que revelam ilegalidades na campanha da coligação Portugal à Frente. Como se a aldrabice não tivesse sido já suficiente. Resumidamente, a empresa a quem a coligação comprou as fotografias para os cartazes, que estão nas ruas desde o início de Agosto, afirmou que a utilização das suas imagens para fins políticos é “estritamente proibida“, assegurando “não ter excepções“. A informação sobre as licenças da Shuttershock pode ser consultada aqui, no site da própria Shuttershock.

Apesar destas declarações do fornecedor do PàF, na passada Quarta-feira algo mudou e a empresa emitiu uma licença especial, que não só permite a utilização dos seus produtos para fins da campanha política como aparenta ser a primeira licença a ser emitida para o efeito. Quer isto dizer, mesmo que a licença que surgiu agora como que por magia já existisse escondida em algum recanto da Shuttershock, que durante vários dias, os cartazes da coligação estiveram pura e simplesmente ilegais uma vez que a licença não existia. Ilegalidades em campanha com os partidos que integram o PàF? Onde é que eu já vi isto? Ah, já sei: no caso Webrand. Alguém viu por aí o juiz Carlos Alexandre?