Hoje dá na net: Revolution OS

Revolution OS, neste documentário esboça-se a história do software GNU, do Linux e do movimento do software livre em geral. Este é um documentário necessário para se compreender a génese de muitas tecnologias que utiliza todos os dias. O software livre e os hackers (hacker no sentido original do termo, não a estupidez inventada por jornalistas à procura de sound bites) construíram a Internet que conhecemos hoje, fervilhante de inovação, cheia de novas oportunidades, cheia de liberdade. Página IMDB.

Legendado em português (veja como activar as legendas depois do corte).


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Os deputados Bill Gates

Os partidos da Microsoft, perdão, do governo, chumbaram uma proposta que defendia a opção preferencial do estado por software livre. Tinha ficado com uma leve esperança de que a crise metesse juízo na cabeça de quem não a tem mas afinal é só o Ministério da Educação que se está nas tintas para os computadores das escolas (já desconfiava), em vésperas do regresso da ardósia, a informática não deve ser um conhecimento fundamental para Nuno Crato que só faz contas de cabeça (e vá lá, ainda a tem).

Aprovar uma proposta como aquela tinha duas vantagens: poupava pelo menos 50 milhões e dinamizava a indústria de software nacional para onde ela pode crescer, precisamente para os lados que concorrem com a decadente Microsoft. Não perceber que via Google o software baseado em Linux vai dominar o mercado é digno de quem leu uns artigos nos jornais e pensa que sabe alguma coisa do assunto. O Android já é a plataforma mais utilizada no seu mundo, e isso diz tudo.

Não ver isto tem duas componentes: a ideológica (estes analfabetos pensam que o software livre é coisa de comunas e idolatram o tio Bill mais o primo Jobs) e a dos interesses (a Microsoft suborna por tudo o que é sítio e vê Portugal como um ponto estratégico para entrar nos Palops, já que com o Brasil não teve sorte nenhuma). Ou seja, ignorantes e lambe-botas, é o que estes senhores são.

Viva a crise

Parece que a mama se está a esgotar para a Microsoft: o governo decidiu poupar no software, optando por sistemas baseados em Linux nas escolas. Foi preciso uma crise económica internacional para o bom senso prevalecer.

Falamos do que se poupa em sistemas operativos, suites de escritório e antivirus, e depois se ganha em estabilidade e facilidade de instalação e actualização.

Nunca entendi como é possível uma escola utilizar produtos comerciais que pode trocar por sistemas abertos, gratuitos, e onde a cooperação entre os utilizadores é a regra.

Claro que isto vai ser o bom e o bonito. Em primeiro lugar porque, mal habituados, os professores temem o Linux. Depois porque as empresas de software (e hardware) educativo se vão queixar, não falando nas pequenas empresas que têm prestado serviços inúteis às escolas. Tudo treta: faz-se exactamente o mesmo num pc com software livre. Habituem-se, vão ver que não dói nada.