Ajudai a Microsoft e vosso será o reino da dívida pública

Governo Português oferece 4.8 milhões de euros à Microsoft.

Os deputados Bill Gates

Os partidos da Microsoft, perdão, do governo, chumbaram uma proposta que defendia a opção preferencial do estado por software livre. Tinha ficado com uma leve esperança de que a crise metesse juízo na cabeça de quem não a tem mas afinal é só o Ministério da Educação que se está nas tintas para os computadores das escolas (já desconfiava), em vésperas do regresso da ardósia, a informática não deve ser um conhecimento fundamental para Nuno Crato que só faz contas de cabeça (e vá lá, ainda a tem).

Aprovar uma proposta como aquela tinha duas vantagens: poupava pelo menos 50 milhões e dinamizava a indústria de software nacional para onde ela pode crescer, precisamente para os lados que concorrem com a decadente Microsoft. Não perceber que via Google o software baseado em Linux vai dominar o mercado é digno de quem leu uns artigos nos jornais e pensa que sabe alguma coisa do assunto. O Android já é a plataforma mais utilizada no seu mundo, e isso diz tudo.

Não ver isto tem duas componentes: a ideológica (estes analfabetos pensam que o software livre é coisa de comunas e idolatram o tio Bill mais o primo Jobs) e a dos interesses (a Microsoft suborna por tudo o que é sítio e vê Portugal como um ponto estratégico para entrar nos Palops, já que com o Brasil não teve sorte nenhuma). Ou seja, ignorantes e lambe-botas, é o que estes senhores são.

Coitadinha da Micro$oft

Queixa-se a Micro$oft que 42% do software utilizado em Portugal é ilegal, querendo com isso dizer que não foi pago.

Tem bom remédio: o estado, e muito principalmente as escolas, que deixem de utilizar $oftware e adquiram software livre, de código aberto.  Até o PSD já percebeu isso.

O  preço da generalidade dos programas da Micro$oft inclui a amortização dos “prejuízos” pelos que não pagam, o que resulta em custos absurdos. E em má qualidade que ali só o cifrão conta.