A crise é como uma inundação: a àgua acaba por atingir todos os lugares e cantos e infiltra-se incontrolavelmente pelas fendas e aberturas aparentemente mais inacessíveis.
A única livraria de poesia em Portugal (segundo li) fechou ontem, dia 27. Mário Guerra, proprietário e único funcionário, tinha um fundo aproximado de 10 mil volumes de poesia e obras sobre ela. Coincidentemente, Dia Mundial do Teatro, também ele atingido pelas àguas diluviais.
Mário Guerra chamou à sua livraria Poesia Incompleta. Irónico: nós é que somos incompletos sem ela!
O que vai fazer aquele homem, o que somos nós, sem poesia?







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