A crise chega primeiro à poesia

 

A crise é como uma inundação: a àgua acaba por atingir todos os lugares e cantos e infiltra-se incontrolavelmente pelas fendas e aberturas aparentemente mais inacessíveis.
A única livraria de poesia em Portugal (segundo li) fechou ontem, dia 27. Mário Guerra, proprietário e único funcionário, tinha um fundo aproximado de 10 mil volumes de poesia e obras sobre ela. Coincidentemente, Dia Mundial do Teatro, também ele atingido pelas àguas diluviais.

Mário Guerra chamou à sua livraria Poesia Incompleta. Irónico: nós é que somos incompletos sem ela!
O que vai fazer aquele homem, o que somos nós, sem poesia?

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Sim o que somos nós sem poesia – ontem vi na TV entrevista com o filho dee Ruy Belo que acaba de publicar mais uns milhões de imagens de Portugal percorrendo os mesmod lugares de Orlando Ribeiro – sem conversas – só imagens das paisagens – e a suia poesia que nelas encontrou _ Duarte Belo – “o sabor da Terra” + Portugal depois de Orlando Ribeiro – fez 400 mil km a pé e algumas vezes dormiu na RUA – 10 volumes de beleza portuguesa – site http://www.horizontes de portugal.org – olhar sobre o património


  2. Bom, Céu, ainda existe a Poetria no Porto. Até quando?

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.