The Handmaid’s Tale, versão portuguesa Herbert Richers

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "Movimento de mulheres conservadoras de Portugal nasce com aval do Chega e com a partilha de ideais e mensagens mensa evangélicas GRUPO JUNTA MULHERES COM POSIÇÕE ANTI-FEMINISMO ANTI-ABORTO, PELA DEFESA DE ISRAEL PELO CRISTIANISMO"

É injusto culpar a unipessoal André Ventura pelo surgimento de um movimento de instrumentalização político ancorado no fanatismo religioso, alegadamente criado por mulheres conservadoras. Também lá estão fundamentalistas do PSD e do CDS a ajudar os respectivos partidos a cavar a sua sepultura. Cada partido tem o necrófago que merece.

É bom deixar algo muito claro desde já: quem defende e celebra um genocídio, quem defende o ódio contra outros povos ou religiões e quem defende corruptos que encornam a mulher com prostitutas e actrizes porno está desde logo apresentado. Usam Deus em vão e incorrem em pecado mortal. Dito por outras palavras, são uma fraude. Ou, quiçá, são um estratagema do Diabo para encaminhar o rebanho para o fogo do inferno.

São, em toda a linha, a negação dos ensinamentos de Jesus que dizem defender.

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O ouro das famílias

Antecipando o novo ano escolar, a internet das coisas diz-me que é de esperar haver clientela potencial para a venda de ouro para financiar a escola dos filhos.

Isto leva-me a perguntar se:

– a Educação não era universal e extensível a todos, independentemente do berço?

– já não há classe média em Portugal?

– o ouro não era, por excelência, o produto clássico de poupança das famílias para o futuro distante, ou emergências?

– o ouro, metáfora da providência, passou a ser a conta à ordem das famílias?

É disto que os alemães devem ter inveja?