No público não vale tudo mas no privado é um negócio

O Público conta-nos hoje que alguns alunos do ensino recorrente (por módulos capitalizáveis) entraram em Medicina, e faz disso quase um escândalo. Antes de as Novas Oportunidades terem chegado trabalhei no recorrente durante três anos. É um modelo que facilita a vida a adultos trabalhadores-estudantes (e assim deve ser) mas sem comparação com os EFA’s que o substituíram: os programas são os mesmos do ensino diurno, e na prática apenas se permite que cada módulo (correspondente a cada período) seja feito por exame. Ao contrário do que ali se escreve é impossível fazer o secundário num ano, e os exames são tão válidos como os nacionais.

A bem dizer pensava que esta modalidade estava extinta, assassinada pelas Novas Oportunidades, embora na altura tenha estranhado o aparecimento de aúnuncios de abertura destes cursos no ensino privado.

E esse é o escândalo que agora se revela. Parece que médias de 20 por aqueles lados vão nascendo, já que tal como no ensino regular um tolinho qualquer deu a estas escolas autonomia para a realização de exames. Não sei se estão a ver o filme: sou cliente de uma empresa que me examina. Em última análise se a coisa não correr bem posso pedir o livro de reclamações (estou a exagerar, mas a lógica é essa).
Quando agora lemos isto: [Read more…]