Não há perspetiva comum

Moscovici

Perspective is lost

— Megadeth, “Foreclosure of a Dream

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Ontem, Pierre Moscovici desdramatizou o envio da carta de que se fala, sublinhando:

É muito importante que tenhamos conversações estreitas, construtivas e, espero, conclusivas, nos próximos dias, com uma perspetiva comum.

Aparentemente, a Comissão Europeia ainda não foi informada sobre a impossibilidade da adopção de uma “perspetiva comum”. Antes de Janeiro de 2012, efectivamente, havia uma perspectiva que era correcta e comum. Agora, a perspectiva é exclusiva do Brasil e a perspetiva, além de incorrecta, não é comum.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

A carta de Bruxelas

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A carta enviada pela Comissão Europeia ao ministro das finanças é uma coisa perfeitamente normal – uma carta de trabalho onde se alerta para a necessidade de justificar o facto de o Governo não seguir a recomendação do Conselho Europeu para a redução de 0,6% do défice estrutural – e não permite nenhuma das conclusões que vi na comunicação social. Basta ler a carta. Não é uma questão de regras, e muito menos de não cumprir o acordado. Mas sim de trabalho em cooperação olhando para a realidade de cada país. E esta carta não é mais do que isso: uma carta normal de trabalho. O alarme criado na comunicação social nacional é inaceitável, porque prejudica o país. Quanto ao veto, seria inimaginável e nunca aconteceu. Portugal não está nessa situação. Toda a gente tem de ter juízo e não desejar o pior.

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