O grevista e o português

Montenegro espera que os grevistas “deixem os portugueses trabalhar”

Português: Olha lá, o que é que estás aqui a fazer?

Grevista: Greve.

Português: Então és um grevista…

Grevista: Sim, especialmente quando faço greve.

Português: Vai para a tua terra!

Grevista: Mas eu sou daqui!

Português: Daqui donde?

Grevista: Sou português.

Português: Não pode ser!

Grevista: Não pode ser como?

Português: O nosso primeiro-ministro disse que quem é grevista não é português.

Grevista: Olha que carago! Queres ver que perco a nacionalidade por fazer greve?!

Português: Não sei de nada! Se o Montenegro disse, é porque é verdade.

Grevista: Olha aqui o cartão de cidadão, pá!

Português: Isso é um bocado de plástico, deve ter sido o sindicato dos comunas que te arranjou isso. Vai para a tua terra!

Grevista: Então e qual é a minha terra?

Português: Deve ser a terra das greves, sei lá!

Grevista: E nessa terra, as pessoas estão sempre em greve?

Português: De certeza, é gente que não quer trabalhar.

Grevista: Então, um grevista é alguém que não quer trabalhar?

Português: Se quisesse, trabalhava.

Grevista: E se trabalhar, já é português?

Português: Claro.

Grevista: Pronto, às vezes, é preciso não ser português.

Se o PS é português eu quero ser espanhol

Para o mesmo pacote laboral, descubra as diferenças:

PSOE:

A porta-voz do grupo parlamentar socialista, (…) leu uma  declaração do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) (…) na  qual se manifesta entendimento pelas “razões que justificam” a greve e solidariedade  com os trabalhadores que estão em protesto.

O texto, um manifesto contra a reforma laboral aprovada pelo Governo,  advertiu que a norma “não vai gerar emprego”.

PSP:

João Assunção Ribeiro, porta-voz do partido, desabafou no Facebook a propósito da abstenção na lei laboral. “Infelizmente, para defender o passado e honrar a assinatura de José Sócrates temos de nos calar contra medidas inaceitáveis”.

As greves e as leis laborais são como o algodão: não enganam.