Crónicas do Rochedo XVIII – Incêndios, uma tragédia portuguesa

1142031

No dia em que Portugal assistiu a uma das suas maiores tragédias colectivas escrevi, na minha página no facebook: “Nesta hora triste da nossa história colectiva aqueles que, como eu, não são “especialistas” devem remeter-se ao silêncio. E deixar quem sabe fazer o seu trabalho. É a melhor forma de respeitar quem está no terreno a trabalhar e quem está a ser vítima desta calamidade nacional“.

Já passou o tempo suficiente para o silêncio. Agora, mais a frio, vamos procurar uma análise política. Melhor dito, ao comportamento político dos agentes da dita.

Deve a Ministra demitir-se? O Governo de António Costa é culpado? De quem é, politicamente, a culpa?

[Read more…]

António Costa

Do ponto de vista político, não há muito de que António Costa se possa queixar. Houve um conjunto muito significativo de pessoas que fizeram tudo o que estava ao seu alcance  para que ele pudesse chegar a Primeiro Ministro de Portugal.

O que se exigia a Antonio Costa é que revertesse o caminho percorrido durante os quatro penosos anos de governo PSD/CDS, ao longo dos quais o povo português experimentou um modelo político de tortura social, fundado na mentira, na manipulação e no mais perfeito desprezo pelo sofrimento humano. Não se pedia a António Costa que fizesse diferente. Exigia-se que o fizesse.

[Read more…]

A consciência do PS por mãos alheias

Já os partidos socialistas francês e belga se tinham pronunciado contra o Acordo de comércio e investimento entre a União Europeia e o Canadá (CETA); agora, foi a vez do PSOE declarar que vai retirar o seu apoio ao CETA, abstendo-se aquando da votação do Acordo no parlamento espanhol – lamentavelmente sem a coragem de assumir um tão urgente NÃO – o que não impedirá que o CETA seja ratificado pela Espanha, na próxima semana. Sánchez, o reeleito secretário-geral do PSOE, justificou a decisão de não alinhamento com a posição de Bruxelas pela “degradação dos direitos ambientais e laborais que o Acordo provoca”. Levou por isso um puxão de orelhas de Pierre Moscovici, comissário europeu dos assuntos económicos. E porque o PS português tem muito mais medo dos puxões de orelhas de Bruxelas do que de trair o nome que ostenta e além disso já sabe que pode contar com a indulgência do povo português, vai votar, enquanto não se poupa a esforços para fazer crer que o CETA é óptimo para o país, em favor desse Acordo em que os Estados têm obrigações e os investidores têm direitos; Acordo, cujas vantagens económicas até mesmo segundo os estudos da própria UE são residuais, mas que, como “acordo comercial de nova geração” vai, qual buldózer, interferir negativamente em quase todas as áreas da vida dos cidadãos e alargar mais as rédeas aos poderosos deste mundo. Senhores deputados do PS na Assembleia da República: ponham os olhos na vossa companheira Ana Gomes e rejeitem o CETA! Deveis lealdade é à vossa consciência e aos portugueses, não é a Bruxelas!

A sina e a purga

Imagem: Jornal Sol

O Partido Socialista foi ontem protagonista de um triste espectáculo público que certamente embaraça muitos dos seus militantes e onde ficou clara uma propensão congénita, muito preocupante em democracia, para a arruaça e para a hipocrisia.

As declarações inadmissíveis do deputado Manuel dos Santos sobre uma militante socialista suscitaram o despertar violento do instinto de matilha, grosso e oportunista, cuja única motivação é política, de vingança sobre o militante prevaricador, que tem assumido posições discordantes com a actual direcção e apontou a gritante incoerência dos deputados do Porto no processo de candidatura de Portugal a sede da Agência Europeia do Medicamento – em segredo votaram por Lisboa e publicamente contestaram o “centralismo”.

A indignação tribal que Manuel dos Santos suscitou não radica em qualquer sentimento genuíno de ofensa pelas declarações que proferiu, antes resulta de um evidente oportunismo político, desmedida hipocrisia e uma arrogância que confirma as preocupações que muitos já manifestam com a aproximação do PS a uma maioria absoluta.

[Read more…]

O amigo de António Costa, os 13 ajustes directos da sua sociedade de advogados e os «velhos hábitos» do PS

Há alguns anos, António Guterres celebrizou a expressão «no jobs for the boys».
Não passava, como vimos, de um daqueles lugares-comuns que os políticos gostam de cuspir em véspera de eleições. A verdade é que, nos primeiros 6 meses, a picareta falante nomeou quase 5600 pessoas (quase metade para os gabinetes ministeriais) e chegou ao fim do mandato com um número de nomeações que nem José Sócrates nem Passos Coelho conseguiram atingir.
São os tais «velhos hábitos» do PS de que Catarina Martins falou ontem. «Velhos hábitos» que, como lembrou, são extensíveis ao PSD. Aliás, a reacção do anterior primeiro-ministro ao falar de Diogo Lacerda Machado é de uma hipocrisia notável, como se ele não tivesse feito igual ou pior. Mas o pessoal da Geringonça não é melhor. Vir criticar as declarações de Passos Coelho sem uma palavra que seja para criticar o PS nesta questão é ainda mais notável.
Quanto ao amigo do primeiro-ministro, é mais do mesmo. Primeiro, começou por representar o Estado sem qualquer vínculo nem retribuição e apenas pelo facto de ser… amigo do primeiro-ministro. Depois, lá vieram os tais dois contratos no valor de cerca de 30 mil euros. E agora, prepara-se para ser nomeado administrador da TAP depois de ter participado na solução negocial que está em vigor.
Pelo meio, vemos que a sociedade de advogados de que faz parte, a BAS, já recebeu quase 876 mil euros + IVA em 13 contratos de ajuste directo com o Estado desde que António Costa tomou posse como primeiro-ministro. Lá está, os amigos são para as ocasiões. [Read more…]

A incompatibilidade de Maria Hortense Martins

A coisa começa logo mal por vivermos neste sistema exótico onde um deputado com investimentos e interesses pessoais numa determinada área pode integrar comissões parlamentares ou grupos de trabalho que sobre ela exerçam influência. Isso por si só é tão incompreensível e revoltante, pelo menos para mim, que é impossível não ficar indignado. Depois queixam-se quando a malta diz que eles não estão lá a fazer nada. Como é que algo tão básico, tão senso-comum, não está já rectificado e devidamente regulado? Enfim, como diria o Capitão, é o estado a que chegamos. [Read more…]

Porto e Rui Moreira sem drama autárquico

Vive-se no Porto em estado de serena normalidade, a despeito da recente quezília entre Rui Moreira e o Partido Socialista, agitada pelos órgãos de comunicação social e comentadores de assento garantido pelo poder dominante. Afinal, bem vistas as coisas pelo que se vai dizendo, não se trata de um divórcio litigioso, mas de uma transfiguração em “amizade colorida” – Moreira e Pizarro fazem questão de reafirmar isso mesmo.
Guilhermina-Rego-Rui-Moreira
Os portuenses estão serenos, atendendo a que o tema não é assunto sequer na cidade, a não ser entre nos aparelhos de partidos e de movimentos independentes, uma vez que as eleições estão à porta e estas são sempre um momento de solução, saibam os eleitos corresponder às vontades que vierem a ser expressas. Rui Moreira tem a vitória garantida e acredita [Read more…]

Julio Magalhães VS Marques Mendes: quem está a mentir?

No seu habitual espaço de revelações bombásticas na SIC Notícias, Marques Mendes informou o país, com o rigor a que já nos habituou, que Júlio Magalhães teria recebido um convite do “Partido Socialista a nível nacional” para liderar a candidatura do PS à CM do Porto, tendo a questão sido discutida com a administração do Porto Canal. Tratou-se, segundo Marques Mendes, de “um convite ao mais alto nível do Partido Socialista ao nível nacional”.

Já no decorrer desta semana, questionado pela mesma SIC Notícias, Júlio Magalhães apresentou a sua versão dos factos, incompatível com a de Marques Mendes. Segundo o director do Porto Canal, “foi apenas uma mensagem“, à qual respondeu “imediatamente que não“, tendo o assunto morrido logo ali. [Read more…]

Crónicas do Rochedo XVI – O algodão não engana…

18274761_10156047120311521_4734376433602392776_n

Ontem escrevi um post sobre o facto de Rui Moreira se ter divorciado do PS. Um dos comentários com que fui brindado no facebook foi:

O problema do teu post, Fernando, é que partes dos princípio que o Rui Moreira funciona segundo os cânones da política partidária. Rui Moreira sempre deixou claro que contava com Pizarro por uma questão de lealdade política, por ter sido um bom parceiro durante o mandato, e que aceitava o apoio do PS nesse pressuposto. Traçou linhas vermelhas na sua relação com os partidos, aceitando o apoio de quem subcrevesse as regras. Violadas as regras, de forma reiterada, assumiu as consequências. Não há nem manha nem calculismo” – Rodrigo Adão da Fonseca.

Ora então, passadas 24 horas, o que temos?

[Read more…]

Ana Catarina Mendes e a falta de vergonha do PS

Ana Catarina Mendes, cujos feitos políticos são para mim totalmente desconhecidos, veio reivindicar à priori a vitória de Rui Moreira nas próximas eleições autárquicas para a Câmara do Porto. Assim mesmo: «A vitória de Rui Moreira no Porto será uma vitória do PS».
Como se impunha, Rui Moreira tomou a única decisão possível – afastar-se do PS e ir a eleições sozinho (na medida em que ir com o CDS ou sozinho é a mesma coisa).
E eu que tenho criticado muito Rui Moreira, cuja prática política em nada difere da prática de um eleito por Partidos – só posso elogiá-lo por bater a porta ao PS. Apesar de já ser tarde, mais vale tarde do que nunca.

O PS não saiu da sua matriz ideológica

Pois não. Já tínhamos reparado.

Crónicas do Rochedo XV – De uma decisão há muito tomada…

Captura de ecrã 2017-05-05, às 13.39.24

Rui Moreira não precisou do PS para ganhar as eleições autárquicas no Porto em 2013. Só precisou no dia seguinte. Para ter uma maioria estável e governar na paz do Senhor durante os quatro anos do seu mandato. Será que precisa para ganhar as eleições deste ano?

Obviamente que não. Nem do PS nem do PSD e muito menos do Bloco ou da CDU. Para ganhar não precisa. Mesmo para governar tenho dúvidas pois estou convencido que, sozinho, consegue os 44% mínimos para ter maioria absoluta. Mas já estive mais convencido disso há uns meses do que hoje por um motivo muito simples: a abstenção fruto do “já ganhou”.

[Read more…]

Autarca de Gaia constituído arguido pelo Ministério Público

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia e Secretário Nacional do Partido Socialista, foi constituído arguido pelo Ministério Público no âmbito de um processo judicial no qual está acusado dos crimes descritos nos artigos 180º, nº1 e 183º, nº2, do Código Penal – crime de difamação com publicidade e calúnia.

Segundo noticia hoje o jornal PÚBLICO, o autarca, que aguarda os ulteriores termos processuais sujeito a termo de identidade e residência, não quis comentar assunto.

A não ser que um motivo de força maior me leve a regressar publicamente a este tema, nada mais adiantarei sobre ele, uma vez que está a ser tratado no local próprio, que é o Tribunal.

Direi apenas, por agora, que, além dos aspectos criminais em análise, não é possível ignorar a relevância política de factos tão graves, imputados agora pelo Ministério Público ao presidente de uma das maiores Câmaras do país que, inexplicavelmente, se mantém como membro do Secretariado Nacional do PS e se prepara para uma recandidatura autárquica.

Parece claro que este exemplo é indigno do legado histórico do Partido Socialista e da ética republicana de que se diz defensor.

Eleições em França – evidências e lições de moral

É evidente que a esquerda que votou Mélenchon na primeira volta só tem, por mais que lhe custe, uma escolha a fazer – votar no neo-liberal Macron. O espectro de uma possível vitória de Le Pen é horripilante.
A esta evidência não se pode deixar de lembrar uma outra anterior que não se cumpriu – a de Hamon, face à vergonha do esperado, ter desistido a favor de Mélenchon!

melenchon-macron

Com efeito, o Partido Socialista Francês recusou-se a infligir uma derrota pesadíssima a Marine Le Pen, evitando que ela acedesse à 2ª volta das eleições presidenciais! Se o PS estava preocupado com a extrema direita, [Read more…]

A entrevista de Passos Coelho

A recente entrevista do Dr. Passos Coelho à televisão só pode ser classificada como pungente.

A Democracia portuguesa precisa de oposição. Para que o sistema funcione de modo minimamente saudável, é necessário que haja um discurso de contra-poder e que esse discurso contenha um vestígio de racionalidade, de propostas alternativas, de crítica política sustentada na inteligência e na análise objectiva da realidade. Nada disso existe no discurso do Dr. Passos Coelho, que chega a ser confrangedor mesmo para quem apoia a actual solução governativa.

Se a liderança, cada vez mais ilusória, do Dr. Passos Coelho, representa, por agora, um seguro de vida para o governo do PS, ela é muito prejudicial à Democracia.

A Geringuejola PS/CDS-PP

Estava eu a tomar café e a ler a posta do Carlos, que sendo um indivíduo da Invicta conhecerá os meandros da sua autarquia melhor que eu, e dou por mim confrontado com algo que já tinha lido por aí. Que o presidente Rui Moreira é na verdade um boneco articulado do PS Porto e do senhor Pizarro. Será mesmo?

Parece-me bizarro que um indivíduo como o senhor Pizarro tenha tamanho ascendente sobre Rui Moreira, o super-“independente” que limpou a câmara do Porto ao PSD, apoiado por uma Geringuejola PS/CDS-PP. Mais bizarro ainda me parece que o CDS-PP, tão anti-esquerda e actualmente a roçar a extrema-direita, aceite continuar a apoiar um candidato alegadamente manietado pelos perigosos socialistas. Aceite? Esperem, não fiz jus à coisa. O que realmente aconteceu foi uma decisão unânime da concelhia centrista do Porto, que fez uma “análise globalmente positiva” do trabalho do autarca. Do autarca ou do PS? [Read more…]

Por um país asseado

mw-860

António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, esteve ontem a presidir à inauguração da nova sede do PS Gaia. Segundo relata o jornal Expresso, o primeiro-ministro centrou a sua intervenção na análise de alguns acontecimentos que têm vindo a dominar a agenda mediática nacional e no modo como certos agentes políticos actuam no exercício das suas funções e intervêm no espaço público e mediático, através do uso da palavra, do debate de ideias e da confrontação democrática de propostas políticas alternativas.

António Costa acusou a oposição ao governo de andar muito irritada com aquilo que ele classifica como sucesso do país, e de recorrer a “um exercício artificial de guincharia e insultos” para atacar o executivo e a maioria parlamentar que o apoia.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro de Portugal tem, obviamente, toda a razão. O espaço público democrático não existe sem o debate aberto e a confrontação plural de ideias, mas a própria democracia, a República e a dignidade das instituições que a constituem, não podem tolerar a virulência, tantas vezes delinquente, de verdadeiros caceteiros de rua que, frequentemente atolados na vigarice mas mascarados de gente séria, utilizam o insulto repugnante, o ataque pessoal infame e a mentira cobarde, para confrontar adversários políticos, internos ou externos, ou para simplesmente enganar o eleitorado mais desatento.

[Read more…]

O CETA em suspense

Greenpeace STOP CETA - Strasbourg France. Justice sinkng in front of the European Parliament building. © Eric de Mildt/Greenpeace All rights reserved

Greenpeace STOP CETA – Strasbourg France.
© Eric de Mildt/Greenpeace All rights reserved

Obtido que foi o aval da maioria dos deputados que, no Parlamento Europeu, acharam por bem usar o seu voto para soltar mais ainda a rédea às multinacionais para esmifrarem os cidadãos, o CETA (acordo de comércio livre entre a UE e o Canadá) vai entrar provisoriamente em vigor lá para Abril ou Maio, consumando assim factos de difícil ou impossível reversão.

E porquê provisoriamente? Por mor da pressão do movimento cidadão em alguns países europeus, os respectivos governos compeliram a comissão a abdicar do “EU only” que tentou defender com garras e dentes. Significa isto que, para entrar em vigor na totalidade, o CETA terá de obter também a benção de 28 parlamentos nacionais e de mais uns 10 regionais, o que poderá demorar uns anitos. Mas entretanto, os lucros precisam de rolar e portanto avança-se com o provisório. No nosso jardim à beira mar plantado, a questão que agora se coloca é: [Read more…]

As duas caras do destino

1200px-janus1

Sabe-se que a memória é coisa curta e volátil, muito sujeita aos desmandos da propaganda e de outros truques hipnóticos muito ao gosto do Príncipe do mundo. Mas ao homem comum, onde quer que ele ainda exista, não há-de ser permitido esquecer que a anterior legislatura, comandada por PSD e CDS, foi um dos mais brutais exercícios de destruição anímica, social, política e humana, de que há memória na história recente de Portugal.

O regime policial, persecutório e em muitos casos criminoso do Estado Novo e da sua ditadura, não ousou chegar tão longe na destruição de um país e na humilhação do seu povo, como o fizeram PSD e CDS nos quatro anos de vergonhosa e inesquecível liderança dos destinos de Portugal.

[Read more…]

PS: “Responsabilidade” de Núncio comprova negligência de executivo PSD/CDS

A palavra “negligência”, neste assunto, traz a infeliz memória da abstenção violenta. Ide chamar parvos a outros, noutra freguesia.

Excepção à regra…

Haja quem fale verdade sobre o tempo em que o 44 foi primeiro-ministro…

A infernal máquina de propaganda do PS

Não deixa créditos em mãos alheias. A notícia tem 10 meses, vem agora à tona para desviar atenções da CGD e aliviar a pressão sobre Centeno e A. Costa…

Maia: Em nome do Pai

Nas próximas eleições autárquicas o município da Maia enfrenta um desafio absolutamente fora do normal no nosso país.

Para que se perceba: O Professor José Vieira de Carvalho foi nomeado presidente da Câmara Municipal da Maia em 1970 e a ela presidiu até 1974. Depois da revolução voltou a ser candidato em 1979 e venceu. Foi presidente da Câmara Municipal da Maia até ao seu falecimento em 2002. Sucessivamente eleito com maioria apoiado pelo PSD e CDS. Foi um dos fundadores do CDS (tendo sido Secretário-geral e vice-Presidente) e mais tarde, com o cavaquismo, aderiu ao PSD, partido onde militou até ao seu falecimento. Sempre se definiu como um Democrata-Cristão.

Após o seu falecimento em 2002 foi substituído pelo seu vice-Presidente, António Bragança Fernandes que venceu, igualmente, todas as eleições seguintes até 2013. Agora, por força da Lei de limitação dos mandatos, Bragança Fernandes não se pode recandidatar. Em suma, o PSD sozinho ou em coligação com o CDS governa a câmara da Maia desde 1979. Até aqui, nada de muito diferente do que acontece noutros concelhos. Para estas eleições de 2017, o PSD entendeu candidatar o actual vice-Presidente da Câmara, Domingos da Silva Tiago (que já era vereador no tempo do Professor Vieira de Carvalho). Nada que não seja habitual. Só que…

[Read more…]

Estes governantes são uns pândegos…

Continuo sem perceber a razão porque os sucessivos governos preferem enterrar o que chamam dinheiro público, na verdade é dinheiro esbulhado ao contribuinte, nos Bancos portugueses. Primeiro Sócrates não permitiu a falência do BPN e BPP, mais tarde Passos Coelho fez o mesmo com o BES e por último António Costa com o BANIF. A somar a tudo isto ainda temos os juros pagos à troika, pelo empréstimo destinado a ajudar o sistema financeiro, que supostamente ficaria forte, mas não ficou. [Read more…]

Ana Gomes, a corajosa e consequente

ana-gomes

Ao contrário de todos os outros eurodeputados do PS português, Ana Gomes votou no passado dia 15 contra o CETA (o acordo comercial UE-Canadá) no Parlamento Europeu. A única eurodeputada do PS com coragem e que arrisca uma posição que, essa sim, é socialista. Eis a sua fundamentação (no FB):

“Votei contra o CETA porque, primeiro, o Sistema de Tribunais de Investimento previsto contorna os sistemas judiciais estaduais através de tribunais privados de arbitragem que favorecem o setor privado contra o interesse público. [Read more…]

É mesmo para acabar.

“Com a retirada de Obama e a entrada em cena do Luís XIV da Quinta Avenida, o mundo entra noutra fase. Podemos chamar-lhe incerteza mas incerteza é o que menos existe” – Clara Ferreira Alves, Expresso, 21 de Janeiro de 2017.

Quando acabei de ler o artigo desta semana de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso fiquei a pensar que nunca como nos últimos tempos concordei tanto com aquilo que ela escreve. Sempre gostei de ler os seus artigos e ainda mais quando discordo das suas opiniões. Mas este seu texto, com o título “É para Acabar”, é do melhor que tenho lido nos últimos anos. Está ali tudo, devidamente retratado e colocado no seu real contexto:

captura-de-ecra-2017-01-21-as-21-42-26

captura-de-ecra-2017-01-21-as-21-40-21

A maior prova, se tal seria necessário, foram os resultados das eleições nos Estados Unidos. A imprensa a fazer campanha contra Trump e o resultado foi ao contrário. O mesmo se diga no que toca ao Brexit. Retomando o texto de Clara Ferreira Alves:

captura-de-ecra-2017-01-21-as-21-40-45

Estou plenamente convencido que assim será. Um a um, eleição a eleição os “Trump” mais ou menos letrados por esse mundo fora, a começar pelas próximas eleições em França, vão vencer com o voto popular. Porque o povo está farto. Completamente farto e prefere o “quanto pior, melhor”. As elites merecem que assim seja, para desgraça de todos. Voltando ao artigo de Clara Ferreira Alves:

captura-de-ecra-2017-01-21-as-21-41-02

Subscrevo tudo isto que a Clara Ferreira Alves escreveu. Para mal dos nossos pecados, estou convencido que assim será. É mesmo para acabar…

Muito obrigado, Pedro Passos Coelho

ppc2

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

A revolta instalou-se porque o PSD se prepara para chumbar a descida da TSU, como forma de compensar o aumento do salário mínimo nacional (SMN). Honestamente, não percebo o frenesim. Mas alguém esperava que este PSD, dominado pela liderança mais radical de que há memória, fizesse o frete ao governo minoritário de António Costa? Francamente. [Read more…]

Quem serve quem?

ar

Por via da petição que requer o debate e a decisão sobre o CETA na Assembleia da República, promovida pela Plataforma Não ao Tratado Transatlântico, os partidos que são contra a submissão dos interesses dos cidadãos aos das multinacionais apresentam hoje as seguintes recomendações ao governo (por ordem alfabética):  [Read more…]

Marco António Costa avisa: vem aí batota!

O Dr. Marco António Costa exprimiu ontem, na comunicação social, a sua preocupação com a “batota pré-eleitoral” que o governo do Partido Socialista estaria a preparar.
Diz o vice-presidente do PSD que “vai ser o vale tudo”, dando como exemplo o que classifica como um “favorecimento vergonhoso de autarquias socialistas”, numa alusão ao despacho do Secretário de Estado das Autarquias Locais que permite a dez câmaras municipais, nove do PS, financiar obras num valor que se aproxima dos 2,5 milhões de euros.

Marco António Costa avisa que nos devemos preparar “para a famosa parcialidade dos governos de esquerda. Para esta esquerda vale tudo…”
“Preparemo-nos para a batota pré-eleitoral”, avisa Marco António Costa.

Despacho do Presidente da Comissão de Avaliação dos avisos do Dr. Marco António Costa:

  • Medalhe-se.

 

A rebaldaria em Gondomar e a cumplicidade do Presidente da Câmara

img_0022
A besta proprietária deste carro mudou-se há pouco tempo para a rua e já encontrou o seu lugar privativo. Todos os dias, ao fim da tarde, chega a casa, estaciona no mesmo sítio de sempre e vai descansar. Se for 6ª Feira, só volta a pegar no carro na 2ª de manhã. Não interessa se há lugares uns metros mais à frente ou atrás – e muitas vezes há. Ali está melhor, porque fica à porta de casa.
E é ver os muitos jovens que vivem por aqui, numa rua muito movimentada, a terem de ir pelo meio da rua para atravessar. No dia em que forem atropelados, fora da passadeira, a culpa nunca será da besta que a ocupa, mas sim de quem atropelou.
Estou perfeitamente à vontade para falar do Marco Martins, Presidente da Câmara de Gondomar. Tinha 14 anos quando o conheci, na Escola Secundária onde cheguei a dar-lhe algumas aulas. Moí-lhe o juízo durante 2 anos, já ele era Presidente da Junta, para instalar uns pilaretes na minha rua que impedissem os condutores de estacionar em cima do passeio. Votei nele nas Autárquicas de 2013. Nele. Por ser ele. Não por ser do PS.
Mas ao fim de 3 anos, o que vejo, com desilusão, é uma mão-cheia de nada no que toca aos direitos dos cidadãos e em particular dos peões – aqueles que, na selva do trânsito, mais precisam de ser defendidos. E não me venham com a pesada herança do Major – é verdade que foi pesada, mas para isto a desculpa não cola.
Pintar passadeiras. Instalar sinalização. Criar baías através do estreitamento dos passeios nas zonas de atravessamento de peões. Reforçar a acção da Polícia Municipal nessas áreas. Pedir a intervenção da PSP e da GNR. Pilaretes. Sinais luminosos. Sensores. Bloqueadores. Quantos milhões eram necessários, Marco? [Read more…]