A discriminação do Aero-Om, a gota cor-de-rosa


Soube, pelo post do Carlos do Carmo Carapinha, no 31 da Armada, que a Fernanda Câncio acha uma insuportável discriminação os pensos rápidos serem apenas da cor da pele dos brancos. E que anda a pensar em lançar uma campanha para obrigar os fabricantes de pensos rápidos a fazerem-nos também pretos, amarelados e de todas as outras cores que fazem a diversidade do ser humano.
Carlos do Carmo Carapinha aponta outros exemplos de discriminação, como o Betadine, as suturas e os pensos higiénicos. João Gomes de Almeida, no Estado Sentido, aponta os dildos e as personagens dos gelados Olá. No Blasfemias, José Manuel Fernandes considera (injustamente) que é a causa mais ridícula do ano.
Enquanto reflectia sobre este momentoso assunto, fundamental para os destinos do país e da Humanidade – qual Orçamento de Estado, qual eleições brasileiras… – lembrei-me de uma das maiores discriminações da actualidade: o Aero-OM, a milagrosa gota cor-de-rosa que se dá aos bebés quando eles estão a chorar.
E é discriminatório porque é cor-de-rosa. E um rapazinho, todo vestidinho de azul, é obrigado a tomar uma gota cor-de-rosa só porque chora? Acho escandaloso e penso que o laboratório que o produz, a OM Pharma, devia oferecer também a cor azul como alternativa.
Com a indecente discriminação do Aero-OM, Fernanda Câncio não se preocupa. Claro, aquilo é um blogue de causas fracturantes e para elas é perfeitamente natural que um menino use coisas cor-de-rosas. Desde o dia em que nasceu.