O Aventar não é um blogue de direita. Nem de esquerda. É do pluralismo e da diversidade

Lembro-me bem dos tempos do passismo, em que a esquerda aventadora, onde me incluo, estava em ebulição. O Aventar é um blogue de esquerda, de esquerdalhos, afirmavam os juízes virtuais. E eu, esquerdalho que vê a coisa de dentro, pensava para mim que o Aventar não era de esquerda nem de direita, mas o simples facto de haver um governo de direita no poder, dava um gás adicional à esquerda da casa.

Alguns anos volvidos, leio por aí que o Aventar deu uma volta, e os juízes virtuais decretam agora que somos um blogue de direita, de direitalhos, e eu olho para o painel de autores e ele pouco se mexeu. Mesmo esta última vaga de jovens talentos, chegada nos últimos meses, praticamente ainda não publicou, com a excepção do Francisco e do João. [Read more…]

81 Mil. Porque um número é um número, é um número, é um número.

O mês de Março vai ficar para a história recente do Aventar. No conjunto leitores/ouvintes, o blogue ultrapassou os 81 mil leitores e ouvintes num só mês, números que já não se viam há muitos anos e que confirmam uma tendência de crescimento verificada desde o último trimestre de 2020. E a estes valores não foram incluídas nem as visualizações nem as estatísticas das nossas páginas nas redes sociais (onde se destaca o Twitter com uma subida consistente nos últimos meses).

A criação do PodAventar, o podcast do blogue Aventar, ajudou e muito a estes números que fazem lembrar os tempos áureos da blogosfera portuguesa. Sem esquecer a chegada de novos membros a esta equipa que continua, 12 anos depois, a renovar-se. Contudo, existe outra razão para este crescimento: a blogosfera enquanto espaço de Liberdade. Aqui (WordPress) o senhor Zucker ainda não consegue introduzir a censura. Aqui (Aventar) todos os autores são livres de escrever o que lhes apetece. Como não estamos sozinhos na blogosfera, nem ela está morta, sabemos que existe um novo fenómeno de regresso de alguns antigos bloggers à blogosfera portuguesa. O que mais nos alegra é ver uma nova geração a chegar. A geração dos nascidos depois de 1990. Cheios de curiosidade. Cheios de vontade. Com uma força tremenda. O Aventar pode orgulhar-se de ser o primeiro dos “velhinhos” a receber essa nova geração e a criar essa mistura de gerações. Sempre com uma regra: Liberdade. Liberdade de expressão. Liberdade de pensamento.

A todos os nossos leitores o devido e sentido: Obrigado.

Podia ser mentira de 1 de Abril mas não é…

Aqui há uns tempos ouvi falar de um livro que tinha sido publicado sobre a blogosfera portuguesa. Obviamente, enquanto velho blogger português e que escreve num dos mais antigos blogues portugueses, fiquei curioso. Como vivo fora de Portugal perguntei a alguns amigos se já o tinham comprado e lido. Não foi fácil. Até que um deles me disse: “esquece, não vale a pena”. Nestas coisas sou um curioso e teimei. Até que esse amigo me enviou isto:

Quando li este pequeno naco compreendi. Com que então, citando: “…só chegou à blogosfera em 2017, quando já quase toda a gente tinha ido embora”. Fiquei esclarecido. O autor, Sérgio Barreto Costa, cumpriu uma espécie de norma muito portuguesa, o “ouvi dizer”. Como aqueles “orçamentistas” que param para ver um acidente na estrada e explicam o acontecido terminando com um “eu, a bem dizer, não vi pois cheguei no fim mas uma senhora que viu tudo contou-me”. Agora compreendo duas coisas: o porquê de alguns velhos bloggers portugueses terem passado ao lado da obra e, mais importante, a sentença do autor quanto à blogosfera portuguesa: “morreu”.

Ora, para “cagar sentenças” é preciso ter alguma arte, um mínimo de conhecimentos e, também, um pouco de sorte. Se quanto às duas primeiras me abstenho (não vi o acidente), já quanto à terceira posso afirmar que a sorte não esteve com Sérgio Barreto Costa. Então a blogosfera morreu? Como se explica tal quando as audiências do Aventar, por exemplo, duplicaram nos últimos meses (efeito pandemia?). Como explicar o facto de “velhos” bloggers estarem a regressar aos seus blogues colectivos? Como explicar a vitalidade de vários clássicos da nossa blogosfera (apenas vou citar três: O Meu Quintal, Blasfémias e Insurgente)? É o problema de falar sobre o que não se conhece. Um desporto com muitos praticantes em Portugal.

Em conclusão, o autor da obra sonhou umas coisas, uns bacanos sopraram-lhe outras, os amigos forneceram uns bitaites e a coisa fez-se. Até podia ser mentira de 1 de Abril. Infelizmente, não é. É o que temos, ou, citando um outro blogger, “isto não dá para mais”.

Blogosfera: O anúncio da sua morte foi manifestamente exagerado

Por Rui Albuquerque, Blogue Blasfémias

 

Lembro-me, como se fosse hoje, da primeira vez que ouvi a palavra «blog». Da estranheza com que a recebi, ao telefone, do meu interlocutor, com quem falava de outros assuntos e que, de repente, me espetou com uma frase que não tinha para mim qualquer sentido: «Sabes, tenho um blog. Abri um blog com o Carlos Loureiro e o Luís Rocha: o “Mata-Mouros”!». A conversa decorreu numa tarde de início de Verão, e do outro lado da linha estava o Carlos Abreu Amorim, qual Arcanjo Gabriel a anunciar uma boa nova que passou a ser para mim, quase nesse mesmo instante, um vício e uma paixão.

Poucas horas depois do inesperado diálogo, abri, eu mesmo, um «blog», esse estranho alienígena que me acabara de ser apresentado, ao qual dei o nome de «Catalaxia». Pouco tempo depois, com o trio do «Mata-Mouros», e o Gabriel Silva, do «Cidadão Livre», fizemos uma das primeiras (a primeira?) joint-ventures da blogosfera indígena, o «Blasfémias», que foi crescendo com mais autores de outros blogs que ficariam pelo caminho. Éramos todos razoavelmente liberais, fosse o que fosse o liberalismo. Tínhamos uma enorme disponibilidade para pensar, refletir, ler e debater, escrever e entrar em polémicas. E tínhamos quase menos vinte anos do que hoje temos.

Durante boa parte dessas quase duas décadas, a blogosfera tomou conta do país. Subitamente, todos falávamos em blogs. A comunicação social convencional – os jornais e as televisões – foram obrigados a aceitá-los, embora com alguma relutância e um certo temor. Talvez com a exceção do Miguel Sousa Tavares, claro, que, como nos garantiu que jamais usaria a máscara do covid, também nos jurou que nunca leria semelhante coisa, todo o país lia os blogs mais marcantes. Estou absolutamente convencido de que, em ambos os casos, o Miguel Sousa Tavares terá honrado a sua palavra…

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2009 – 2021: 12 Anos a arejar

10 Anos a Aventar: Tão Longe, Tão Perto

Paulo Guinote

2009 é um ano que me parece tão distante quanto próximo. Era um tempo já não de pioneirismo blogosférico, num espaço comunicacional que ainda não se designava como de “redes sociais”, mas em que os blogues funcionavam como campo de combate político que escapava aos limites da comunicação social tradicional. As “redes sociais” ainda não o eram verdadeiramente: o hi5 já tinha quase desaparecido, substituído pelo ainda graficamente incipiente facebook que então parecia um twitter em nascimento. Sim, já lá tínhamos muitos conta, mas aquilo não era bem um espaço de debate. Existia youtube, mas os youtubers ainda andavam a aprender a ler e a escrever mal, culpa dos professores na altura momentaneamente descongelados de uma (falhada) forma eleitoralista.

Os blogues, sim, estavam talvez no seu período áureo em Portugal, nos anos de chumbo do socratismo, directos antecessores dos anos de aço do costismo da geringonça, por isso 2009 acaba por não parecer assim tão longe.

A blogosfera, que em Portugal teve a paternidade reclamada quase em exclusivo por Pacheco Pereira, já tinha sido dividida na altura entre “boa” blogosfera (o seu Abrupto) e “má” blogosfera (o resto todo, salvo adequadas excepções que não me ocorrem). Na má blogosfera, à qual se atribuíam pecados do pior, avultava no início de 2009 um conjunto de blogues colectivos com posicionamentos políticos razoavelmente claros. Existiam mais, mas a meia dúzia que fazia escola dividia-se pelos “radicais de esquerda” (5dias, Arrastão), os situacionistas do socratismo (Jugular, Câmara Corporativa, uma das incubadoras dos “factos alternativos” entre nós) e os betos de direita (31 da Armada, Insurgente). Quase todos desapareceram, à medida que os seus colaboradores mais destacados arranjaram lugar num gabinete governamental ou foram cooptados pela comunicação social mainstream. [Read more…]

Uma espécie de lista de passageiros com bilhete de ida e volta

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Pretender que um blog político precisa de ter políticos entre os seus autores, ou para melhor dizer,  “nomes do poder do costume que o jovem escriba já viu na televisão“, como refere o Paulo Guinote, é como dizer que um jornal só existe em papel. Quem rabisca em “jornais sem papel” deveria estar atento ao paradoxo.

A estratégia de um perdedor

Rui Naldinho

Se o domínio presencial do PSD no comentário político das televisões em sinal aberto me faz alguma confusão, pela intoxicação permanente do público sem qualquer contraditório da outra parte, no caso da blogosfera, onde existe o “livre arbítrio”, não vejo que perigo possa existir em veicularem-se opiniões de forma sistemática, a favor ou contra uma ou mais entidades, desde que elas não promovam o terrorismo, o tráfico sexual, pedofilia, tudo coisas condenadas pela Lei.

Há dezenas de blogs para todos os gostos e feitios! Cada um lê o que quer, e interage como quiser. Criar um blog não é assim uma tarefa que exija mundos e fundos. Além disso a direita tem vários blogs que não fazem outra coisa senão pura propaganda politica.

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Redes tentaculares na blogosfera

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O semanário SOL, esse baluarte do jornalismo imparcial, fez manchete com uma história que, nesta casa, já em 2010 tinha sido devidamente esmiuçada pelo Ricardo Ferreira Pinto. Seis anos depois, o jornal do arquitecto que gosta de devassar a vida privada dos políticos com quem priva, descobriu que o governo Sócrates tinha uma rede de propaganda na blogosfera. Um aplauso para o SOL. [Read more…]

Ode à alegoria

Faço parte de um grupo de amigos que se senta há vários anos na mesma mesa. Os nossos objectivos são nobres: beber uns copos, dizer umas larachas e resolver os problemas do mundo e da humanidade no meio de debates e discussões que, por vezes, fazem com que nos zanguemos e em que, muitas vezes, dizemos coisas surpreendentemente profundas, tendo em conta a nossa reduzida ambição.

No café que frequentamos, há outros clientes que acabam por ouvir o que dizemos, porque, confesso, falamos um bocado alto. De outras mesas chegam-nos, com relativa frequência, vozes simpáticas e, de vez em quando, há um ou outro provocador que passamos a ignorar, porque, já se sabe, pode acontecer que, num estabelecimento como este, haja sempre quem tenha mau vinho ou maus fígados.

Não pertenço a este grupo desde o princípio. Trouxe-me um amigo. Aqui encontrei outros amigos e, desde então, rio-me, zango-me, discuto, provoco, sou provocado e aprendo muito. Sinto-me bem aqui. Foi, aliás, nesta mesma mesa, que atingi vários momentos de realização pessoal, o que diz muito do poder de uma mesa de café ou de um grupo de amigos. [Read more…]

Sobre José Rodrigues dos Santos

em terra de cegos, quem pisca o olho é rei

Corre miúda, corre

“A corrida dela é uma metáfora para a minha vida; sempre a mexer-me sem verdadeiramente sair do sítio.” No Purgatório também se escrevem diários.

Aventar – uma nova viagem na blogosfera

Começo, em primeiro lugar, por cumprimentar tod@s os companheir@s e leitor@s do AVENTAR.

A partir de hoje início uma nova viagem na blogosfera. Despois de uma anterior experiência, agora regresso para escrever no AVENTAR um dos espaços de opinião de referência no universo dos mais importantes blogues portugueses.

É, pois, uma honra escrever  sobre o nosso País e o Mundo para um universo maior de leitores e ao lado dos mais importantes bloggers portugueses.

Entendo que escrever, partilhar e debater livremente com os nossos concidadãos é uma das mais importantes formas de cidadania. É, por isso, que aqui estou na busca constante de um Portugal e de um Mundo melhor, muito melhor.

Há panikes na Suécia

E são bons.

oh não, mais um blog sobre futebol!

Intitulei como  “O Golo de Figo” e terei muito prazer que o visitem!

Sim, Carolina

Na semana passada a Sílvia Caneco trouxe no i esta arrepiante história daquilo em que nos estamos a tornar, enquanto sociedade. Primeiro revoltei-me, depois angustiei-me, e depois fui tentanto digerir aquilo, enquanto olhava para o meu filho, da idade da Carolina. Só um pouco mais  novo que os rapazes que lhe fizeram aquilo. Apanhei-o à porta da escola e olhei para lá. Vi as raparigas todas a saírem para a rua, tão cheias de graça e de vida. Foi nesse dia que recebi uma mensagem Mãe que Capotou, a perguntar o que poderíamos fazer. Foi também quando a Sónia Morais Santos partilhou a ideia que nascera em modo quadripolar. E foi o que me fez voltar ao Aventar, para vos dizer que é preciso devolver a vida à Carolina e aos pais dela. Depois soube que está tudo a encaminhar-se. Indignem-se, por favor, mas reajam. O mínimo que podemos fazer por nós e pelas nossas Carolinas é isso. Não permitir que voltem a pintar-lhe lagartos na saia.Dúvidas e dádivas podem ir bater ao e-mail quadripolaridades@hotmail.com

Ou de como a blogosfera continua a ser uma âncora, no meio desta tempestade.

 

Cinco Anos Sempre a Dar-lhe


Cinco anos volvidos, continuo a desejar a todos muitos e sonoros.
Banda sonora para comemorar: Orgasm – Come, de Prince.

E fazer um link, também será crime?

Se alguém escrever sobre alguém na frontaria da minha casa, estou obrigado a remover essa inscrição para que não seja responsabilizado pelo que lá estiver dito?

Blogger condenado a pagar 5000 euros a Fernando Ruas por textos e comentário difamatórios “O autor do blogue cria a fonte de perigo para direitos subjectivos de outrem como os que estão em causa nestes autos, sendo a única entidade com poder para controlar tal perigo, seja pela via do controlo efectivo dos comentários, seja pela alteração da política do blogue”.

Afinal de contas, a parede é minha e, por ser possível nela escrever, eu criei a fonte de perigo para direitos subjectivos e sou o único que pode controlar tal perigo, nomeadamente, demolindo a parede. Na notícia acima linkada lê-se ainda que alguns textos saíram do limite da crítica política, sendo excessivos e injustificados, dos quais o post intitulado A Camorra do Bigode é apontado como um exemplo. Cada qual que faça o seu próprio juízo de valor quanto ao apego – ou desapego – por parte do juiz do Tribunal Judicial de Viseu ao respeitinho. [Read more…]

Comunicação política Digital (entrevista #2) – a lata

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Uma coisa muito portuguesa é falar do que não se leu/sabe transformando a ignorância em douta opinião.

Um velho amigo enviou-me um artigo da Fernanda Câncio no DN sobre, entre outras, a minha entrevista à Visão. Depois de ler, avisei alguns companheiros de blogue que já não será preciso colocar no blog em PDF cópia da tese. É pedir à Fernanda (e a outros), estou certo que ela já a leu, dada a certeza das suas conclusões. Vejamos: [Read more…]

Ontem

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Esta noite haverá lágrimas entre quatro paredes, réstias de sonhos e ilusões caídos ao chão. Esta noite haverá gritos mudos, choros convulsos, dramas e incertezas levadas para o travesseiro, noite dentro, País fora. Esta noite Portugal recuou décadas.

 

Posso até nem subscrever tudo o que o Miguel escreveu neste seu post. Posso até considerar que existe uma outra angústia que aqui não vi plasmada. A angústia de não ver quem corporize uma verdadeira alternativa. E alternativa não é similar a alternadeira. Mesmo que se possam confundir. Posso tudo e mais alguma coisa. Até posso ser um soldado disciplinado e leal, desde que o seja aos princípios, aos valores e, igualmente, à minha consciência.

Só não posso ignorar. Não posso ignorar que quando acabei de ler concordei com quase tudo. Não posso ignorar mesmo à luz do que defendi e defendo. Não posso ignorar que já não acredito. Eu ontem, de forma egoísta, preferi não ver/ouvir as notícias e ignorar, sim ignorar, a palavra mais escrita neste meu comentário, os directos, os comentários, a treta toda pós-adro. Fazer de conta? Não. Apenas e só continuar o meu trabalho. Enquanto posso, enquanto me deixam, enquanto me apetecer.

Já me cansei de gritar que estão a matar o doente com a cura. Já me cansei de pensar no “porquê?”. Já me cansei desta cegueira de quem não é cego. Como diz o Miguel, ou pelo menos como entendi que o disse, nem é pelo “cortar, cortar, cortar”. É, sobretudo, pelo matar do sonho.

 

Mário Nogueira

Insubmisso na blogosfera.

Da desigualdade

Agora e na hora da vossa morte.

It’s The End Of The World As We Know It…

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Ao longo dos últimos anos participei em dois projectos na blogosfera em paralelo com o Aventar. No Albergue Espanhol (até às legislativas) e depois destas no seu herdeiro, o Forte Apache. Sem nunca deixar de escrever no Aventar, a minha casa originária.

Hoje terminou um ciclo com o fim do Forte Apache. Foi um prazer, uma honra e um enorme orgulho partilhar ideias com todos os fundadores e participantes destes dois blogues. Permitam-me que saliente alguns em especial: o Pedro Correia, o Luís Naves, o Francisco Almeida Leite, o Carlos Abreu Amorim, o Rodrigo Saraiva, Adelino Maltez, João Villalobos e António Nogueira Leite. Pela relação de amizade que se estabeleceu e por tudo o que com eles aprendi. A eles e a todos os outros que fizeram parte deste projecto fica o meu público agradecimento.

Existia um ponto (no mínimo) em comum: acreditar que Pedro Passos Coelho e, posteriormente, o seu governo, seriam a solução para a mudança necessária que o país precisava. E disso fazer o devido eco na blogosfera. Aos poucos o blogue (Forte Apache) foi-se esvaziando dos seus fundadores. Mais tarde, alguns deixaram de escrever por variados motivos e até mesmo aqueles que ficaram responsáveis pela gestão do Forte começaram, como se diz na minha terra, a “perder a pica”. Foi o meu caso. E as razões são facilmente compreendidas por quem, mais atento, reparou/leu nas minhas opiniões ao longo dos últimos meses.

A vida é feita de ciclos e este (2009-2013) terminou. Pelo meio, grandes alegrias, enormes amizades, algumas tristezas e nos últimos tempos várias desilusões. É assim a vida. É assim a política.

Futebol em gráfico

O que é nacional é bom? Pensando algumas situações por trás dos resultados, parece-me que sim.

Somos todos merda nenhuma

Chateia-me esta coisa de, de cada vez que há uma luta mais mediatizada, temos de ser todos isto ou aquilo. Ontem, a Comissão de Trabalhadores da RTP, que respeito e saúdo, fez publicar um comunicado com o título “Somos todos gregos”. Depois de sermos todos tunisinos, egípcios, ucranianos, bielorrussos e mais alguns, somos agora gregos e turcos, com mais ou menos @, com mais ou menos x. Ora, eu não preciso de ser grego para estar solidário com a luta dos gregos, que é, quer queiramos quer não, igual à nossa. Ou dos turcos, com objectivos ligeiramente diferentes. É a moda das Primaveras e das revoluções coloridas que me chateia. [Read more…]

Mário Soares visto pela direita

A direita decente, que também a há, não vomita mentiras: coloca o homem na História.

Outra crónica de um pequeno delito

o negociante de amêijoas e a esposa com voz de cama.

Retretes

Não consegui comentar este asco. O José Simões conseguiu.

Parabéns ao «Brumas»

Seis anos a blogar.

O PP tem sempre razão

Sou um incondicional do Pacheco Pereira, um homem livre, como há poucos.

Se concordo sempre com ele?

Claro que não, mas gosto da forma livre e inteligente como ele exerce a sua participação no Espaço Público. Não resisto, ainda que isso possa não estar no manual de boas práticas da blogosfera,  a reproduzir integralmente os dois últimos escritos no Abrupto:

O Material tem sempre razão (6)

Vale a pena repetir. Existe democracia quando se verificam duas condições: a soberania popular expressa pelo voto, e o primado da lei. DUAS CONDIÇÕES.

O Material tem sempre razão (5)

Há várias  coisas que nunca se devem esquecer: esta gente é vingativa e não se importa de estragar tudo à sua volta para parecer que tem razão. Já nem sequer é por convicção, é por vaidade e imagem.
Outra coisa, ainda mais complicada, que também não deve ser esquecida: o governo considera bem-vindas as ameaças da troika. São a chantagem que precisam, pedem e combinam. Não são uma voz alheia, nem dos “credores”, nem da troika, nem de ninguém, são o auto falante agressivo que o governo necessita para tornar a sua política inquestionável e servir de ameaça a todas as críticas. E por último, e não é de menos, esta gente é perigosa e, na agonia, muito mais perigosa ainda.

(A propósito do despacho do ministro Vítor Gaspar de 8 de Abril que pára o funcionamento do estado português, atribuindo essa decisão ao Tribunal Constitucional. O governo entrou numa guerra institucional dentro do estado, em colaboração com a troika, para abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade baseadas no relatório que fez em conjunto com o FMI. Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses.)