SOFLUSA Totalmente Parada – Grande Vitória dos Trabalhadores

NEM UM BARCO BULIA NA QUIETA MELANCOLIA DAS ÁGUAS CALMAS DO TEJO
Zangados com o Plano Estratégico dos Transportes, os trabalhadores da Soflusa fizeram greve. Pararam!
No rio, os barcos balouçam calmamente ao sabor das águas.
Nas margens os trabalhadores, os outros que não os da Soflusa, com os terminais encerrados por questões de segurança, desesperam e tentam arranjar, uma vez mais, maneira de chegarem a horas aos seus trabalhos, ou, na pior das hipóteses, maneira de lá chegarem nem que cheguem atrasados. Todos sabem que na parte da tarde, quando tentarem regressar a casa vindos dos seus trabalhos, se vai repetir a mesma situação. Felizmente a Trantejo não paralisou, mas se o tivesse feito não seria a primeira vez que se viam a braços com nenhuma alternativa. Sabem no entanto, estes trabalhadores que não são os da soflusa, que se todos conseguirem chegar a horas aos seus empregos, fica provado que os barcos da Soflusa poderão não ser precisos para nada (modo de falar) e que, a fusão proposta no Plano Estratégico, com supressão de algumas carreiras é mais do que justificada, mesmo à custa de mais algum sacrifício das gentes do Barreiro.
Por sua vez, os trabalhadores, estes que são da Soflusa, exultam com a qualidade e com a intensidade dos seus protestos. Venceram e continuarão a vencer. Pararam os barcos que fazem o transportes de passageiros, trabalhadores como eles, e entendem que fizeram muito bem.
É com esta grande vitória dos trabalhadores que se construirá um Portugal melhor, mais digno, próspero e solidário.