Postal de Pamplona (Iruña) #3

«Si nos roban el futuro, asaltaremos el presente»

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Pamplona está muito mais bonita do que me lembrava. E mais ‘roja’. E mais feminista. Nisto as cidades não são como as pessoas, quero dizer, algumas cidades e algumas pessoas. Em qualquer caso parece-me que as cidades envelhecem melhor que as pessoas. Pamplona está mais bonita agora que há 19 anos. Ou se calhar sou eu que a vejo com olhos diferentes. Olhos de alguém que já não tem 29 anos e tem muito mais paciência. E calma. E menos certezas. E tudo isso que é necessário para apreciar melhor as coisas. Algumas delas, pelo menos. [Read more…]

Postal de Pamplona (Iruña) #2

o dia em que beijei Hemingway

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Há quase 20 anos que não vinha a Pamplona, acho que já vos tinha dito por aí. Viemos em 1996, de carro, dpercorrendo toda a costa norte de Espanha, da Galiza à costa Basca, provavelmente a costa mais bonita do mundo (pelo que recordo, mas posso estar enganada, afinal já passaram muitos anos). Muitas cidades nessa viagem, de Renault 4, até Estrasburgo, atravessando toda a França duas vezes e parando muitas vezes pelo caminho, um mês inteirinho na estrada. Tenho saudades desse tipo de viagens mas, principalmente, terei sempre saudades da pessoa com quem as fiz.
Uma dessas cidades, mesmo antes de entrarmos em França, foi Pamplona. Perdão, Iruña. Lembrava-me de pouca coisa da cidade. Tinha melhor memória de termos, depois, atravessado os pirinéus. Ainda as estradas não eram tão boas como agora, mas assim mesmo, sempre, incomparavelmente melhor que as que tínhamos em Portugal. A diferença agora – nas estradas – não é tão grande. [Read more…]

Postal de Pamplona (Iruña)

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(Muito pequeno)

Depois de mais de 8 horas de viagem, ver as caras dos amigos à nossa espera lembra-nos o que é mais importante na vida. Que não vale a pena, por exemplo, lamentar o facto de se viver no cu da Europa e ser tão difícil chegar a qualquer lado.

O quarto é grande. Branco. Confortável. Amanhã vamos às montanhas. Afinal somos sociólogos rurais. Há um colega que me diz (como sempre que me vê), entre cervejas, ‘Elisabete cada día estás más guapa’. Não é verdade. Estou velha a cada dia e a cada dia mais feia. Mas maneira como ele o diz de cada vez – com se fosse verdade – reconcilia-me com a idade, com o cansaço, com o resto. Lembra-me outra vez o que é mais importante. Ter amigos. Em toda a parte.

Buenas noches.