Horários zero: o desnorte do Ministério da Educação

Primeiro, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) quis obrigar as escolas a indicar, até dia 6 de Julho, quantos horários-zero iriam ter, antes de terem a certeza de quantos horários-zero iriam ter, com ameaças aos directores, obrigando-os, no fundo, a indicar horários-zero em excesso. Depois, o MEC adiou o prazo da informação para dia 13, porque assim as escolas poderiam ter mais uma semana para continuarem a não ter a certeza do número de horários-zero que iriam ter. As escolas foram, portanto, obrigadas a indicar um tipo de horário que poderia ser designado por horário-zero-eventualmente-um. Pelo meio, os professores com esses horários-zero-eventualmente-um seriam obrigados a concorrer para sair da escola, embora pudessem, a qualquer momento, ser repescados, caso as escolas viessem a confirmar que, afinal, havia horário para esses mesmos professores, que passariam de um horário-zero-eventualmente-um para um horário-efectivamente-um. Depois disto tudo, o MEC ter-se-á lembrado de pedir às escolas que indicassem o mínimo de horários-zero possível, para além de, aparentemente, permitir que sejam abertas turmas de ensino profissional que estavam, até aqui, fechadas. [Read more…]